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Educação Financeira

5 tipos de investimento em renda fixa e seus prós e contras

Em investimentos de renda fixa, você empresta dinheiro ao emissor do papel — que pode ser um banco, outra instituição financeira, uma empresa ou até mesmo o Governo brasileiro. Em troca, é recebido o valor que foi investido, com acréscimo de juros ou correção monetária, de acordo com um determinado prazo.

Essas aplicações podem ser prefixadas (o rendimento é conhecido no momento de sua emissão) ou pós-fixadas, com rentabilidade revelada no momento do resgate. Mas essa não é a única característica à qual o investidor precisa estar atento.

Você tem interesse em conhecer mais sobre os tipos de investimento em renda fixa? Observe, logo abaixo, alguns detalhes dos principais títulos operados pela ATIVA e descubra qual é o melhor para o seu caso!

1. Tesouro Direto

Os investimentos no Tesouro Direto consistem na compra de títulos públicos que servem como formas de financiar as diversas operações do Governo Federal. Para atrair diferentes perfis de investidores, são disponibilizados variados prazos, rendimentos e condições.

Quem opta pelos prefixados, por exemplo, conta com a vantagem de saber exatamente o quanto vai receber ao final do prazo da aplicação. Já quem investe nos pós-fixados, espera conseguir bons retornos em tempos de taxas de juros e de inflação elevadas.

Com os constantes cortes que a taxa básica de juros (Selic) vem sofrendo e a previsão de queda na inflação (IPCA) para este ano, a tendência é que os títulos públicos prefixados sejam os melhores em negócios com o Tesouro Direto para os próximos meses.

Entre os pontos positivos desse tipo de investimento, podemos destacar:

  • baixíssimo risco, sendo considerado um dos investimentos mais seguros do mercado;
  • rentabilidade competitiva, quando comparado a outras modalidades de renda fixa;
  • não necessita de altas aplicações, sendo possível iniciar os investimentos a partir de R$ 30;
  • liquidez diária, que permite ao investidor vender e comprar títulos sempre que necessário;
  • facilidade para gerenciar seus investimentos, por meio da plataforma online do Tesouro Direto.

Os pontos negativos que o investidor deve considerar são:

  • prazo maior para resgate, no caso dos títulos sem pagamento de juros semestrais;
  • incidência de Imposto de Renda no momento da quitação.

De maneira geral, o investimento no Tesouro Direto é recomendado para perfis mais conservadores, ou seja: pessoas que não estão dispostas a correr grandes riscos nos seus investimentos. Até mesmo aqueles que possuem pouca experiência no mercado financeiro podem fazer ótimos negócios investindo em títulos públicos.

Ainda assim, uma boa análise sobre o cenário econômico e suas expectativas para o futuro é fundamental para escolher a opção certa e conseguir um dos melhores retornos em renda fixa atualmente.

2. LCI e LCA

LCI é a sigla de Letra de Crédito Imobiliário e LCA corresponde à Letra de Crédito do Agronegócio. Basicamente, esses investimentos existem para que as instituições financeiras possam financiar as operações no setor imobiliário e no agronegócio, favorecendo o desenvolvimento dessas áreas da economia.

Esses papéis costumam ser altamente rentáveis, mas também exigem um aporte inicial maior por parte do investidor. Existem opções pré e pós-fixadas, sendo que o rendimento depende da modalidade escolhida.

Os pós-fixados pagam uma taxa fixa mais um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é a taxa de juros das operações interbancárias.

Vamos entender melhor os prós de se investir nas letras de crédito:

  • maior rentabilidade entre os investimentos de renda fixa;
  • isenção de cobrança de Imposto de Renda;
  • proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250 mil em caso de quebra da instituição financeira;
  • muitos lugares não cobram taxa de custódia para LCI e LCA.

Os contras, por sua vez, incluem questões como:

  • possível dificuldade para encontrar esses títulos;
  • tanto a LCA quanto a LCI só podem ser resgatadas no vencimento;
  • investimento inicial maior do que em outros investimentos de renda fixa, com aplicação mínima de R$ 10 mil.

Analisando suas características, podemos perceber que a LCI e a LCA são boas opções para quem possui um montante maior disponível e pode esperar até o prazo estipulado para o resgate. Como os riscos são baixos, as letras atendem ao perfil de investidores conservadores.

3. CDB

O investimento em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) se refere às aplicações que servem para financiar as atividades de crédito. Ou seja: o funcionamento se dá de maneira semelhante aos títulos públicos, porém, nesse caso, o dinheiro é investido no setor privado.

Os ganhos por meio do CDB também estão atrelados aos índices variáveis como o CDI e o IPCA, além de taxas pré-fixadas, variando de acordo com os papéis pós ou prefixados. 

Já os seus riscos estão associados, principalmente, à possibilidade de quebra da instituição financeira. Por isso, quanto mais sólida for a empresa escolhida, menores os riscos do investimento.

Vamos analisar os pontos positivos do CDB:

  • possibilidade de ganhos elevados com riscos moderados;
  • possui liquidez diária, possibilitando o resgate sempre que o investidor desejar;
  • é coberto pelo FGC em até R$ 250 mil;
  • não há cobrança de taxa de custódia na ATIVA Investimentos.

As desvantagens, por sua vez, são as seguintes:

  • riscos maiores associados a bancos com mais dificuldade de crédito;
  • incidência de IR na tabela regressiva;
  • cobrança de IOF para aplicações inferiores a 30 dias.

Esse é mais um tipo de investimento para quem quer correr poucos riscos na hora de aplicar seu dinheiro — é preciso, portanto, escolher uma instituição financeira sólida, para que essas probabilidades sejam ainda menores. Sua grande liquidez também faz com que ele seja ideal para quem pretende utilizar os ganhos da aplicação como complemento de renda.

4. Debêntures

As debêntures consistem em títulos de dívidas de grandes companhias. Elas são emitidas e colocadas à disposição para investidores, que se tornam credores da empresa. Isso acontece porque, para um negócio, é mais barato pagar a rentabilidade do investimento do que as taxas de juros de um financiamento bancário.

O rendimento desse tipo de aplicação também pode ser pré ou pós-fixado, dependendo do que a própria empresa definir — ela pode pagar um valor maior ou menor, de acordo com a sua necessidade de crédito e o seu tamanho. Em alguns casos, ainda há a opção de converter os títulos em ações da instituição emissora ao final do prazo.

Quem deseja fazer aplicações de curto prazo deve procurar pelos investimentos em debêntures incentivadas, emitidas por empresas que atuam na área da infraestrutura e possuem isenção fiscal.

As debêntures comuns são tarifadas segundo a tabela regressiva, o que as torna atrativas apenas para quem pretende manter o investimento por um longo prazo.

Confira as vantagens de investir em debêntures:

  • rentabilidade atrativa, normalmente atrelada ao CDI ou à taxa de inflação;
  • prioridade de pagamento em alguns casos nos quais a empresa sofra falência;
  • mercado secundário em ascensão.

Quanto às desvantagens, as principais incluem:

  • incidência do Imposto de Renda (exceto para as incentivadas de infraestrutura, que são isentas para pessoa física e têm alíquota de 15% para pessoa jurídica);
  • riscos de que o negócio sofra falência e não consiga pagar os investidores.

Apesar de se adequar a vários perfis, a aplicação em debêntures, se não for bem avaliada, pode se tornar um pouco mais arriscada do que as outras modalidades de renda fixa.

Por isso, o ideal é que o interessado procure pelo auxílio de uma corretora de valores de confiança, em que ele possa ter acesso a informações e relatórios elaborados especialmente para orientar as decisões dos investidores.

5. LC (Letra de Câmbio)

Trata-se de um investimento destinado a qualquer tipo de investidor que deseja ter rendimentos melhores do que os da poupança e tenha objetivos de médio a longo prazo.

Ao aplicar em uma Letra de Câmbio, a pessoa financia as atividades de instituições financeiras, que utilizarão esse dinheiro para oferecer linhas de crédito aos clientes com taxas superiores ao rendimento do investidor.

Antes de se decidir por essa modalidade, é preciso considerar que a quantia deve permanecer aplicada durante todo o prazo estabelecido para que se tenha direito à remuneração. Em média, as aplicações do tipo têm prazo de 2 a 3 anos.

Algumas das vantagens do investimento em uma Letra de Câmbio são:

  • rentabilidade diária;
  • proteção do FGC;
  • isenção de taxa de custódia na ATIVA Investimentos.

Já entre as desvantagens, você vai se deparar com:

  • incidência de IR, com tabela regressiva.
  • carência para o resgate.

Como essas aplicações partem de R$ 10 mil, são recomendadas para quem tem a possibilidade de manter grandes quantias aplicadas em longo prazo. Os retornos atrativos e os baixos riscos oferecidos as tornam ótimas opções para os mais cautelosos.

Os investimentos em renda fixa são excelentes alternativas para fazer crescer seu patrimônio e colocar os seus recursos para trabalharem por você.

Contudo, para que você saiba de maneira apropriada onde aplicar seu dinheiro e quais são as melhores opções que o mercado oferece no momento, vale a pena contar com a ajuda de uma assessoria especializada e de alta qualidade, como a da ATIVA Investimentos.

Com diferentes tipos de investimento, a renda fixa é uma boa possibilidade tanto para quem está começando a investir como para aqueles que já têm experiência no mercado financeiro.

Você ainda tem dúvidas sobre o tema? Não deixe de comentar, com opiniões, perguntas ou sugestões, para que possamos ajudá-lo!

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A ATIVA Investimentos é uma corretora com mais de 30 anos no mercado financeiro que sempre souber ver além oferecendo as melhores opções de investimentos para os seus clientes. Nossos Produtos: Renda Fixa, Fundos de Investimentos premiados, Tesouro Direto, Previdência Privada, Seguro de Vida resgatável, Câmbio de moedas, Ações e entre outros.
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6 Comentários
  • Raul Detman
    13/11/2016 em 21:30
    Responder

    tenho pesquisado bastante sobre o assunto, e sempre me identifico com LCI, Vejo como um investimento de baixo risco, boa rentabilidade. Como citado no post acima, alguns bancos exigem valores altos para iniciar o investimento, tornando-se pouco acessível. parabéns pelo post.

    • 14/11/2016 em 14:42
      Responder

      Olá Raul, tudo bem?
      Ficamos felizes em saber que você gostou do nosso post. Confira os outros também!
      Já pensou em começar a investir? Um de nossos assessores pode entrar em contato com você e tirar todas as suas dúvidas.
      Conte conosco 🙂

  • Sandro
    16/04/2016 em 13:10
    Responder

    Nas desvantagens do CDB da a entender que não tem IR para aplicações com prazo maior que 30 dias, deveria destacar que é IR regressivo, assim como todas que tem IR.

    • 18/04/2016 em 11:39
      Responder

      Olá Sandro.
      Verdade. Tem sim o IR na tabela regressiva. Irei modificar para melhorar a explicação. 🙂

  • Alexandre Vieira Gomes
    15/04/2016 em 14:43
    Responder

    De maneira clara e didática é apresentada as opções de ciosamente,investimentos em renda fixa. Aproveito a oportunidade para solicitar maiores informações. Aten

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