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7 formas de gerar renda para uma aposentadoria segura

A média de expectativa de vida dos brasileiros tem subido nas últimas décadas, o que faz com que seja preciso contribuir com o INSS e trabalhar cada vez mais tempo para se aposentar. Um dado importante, levantado por uma pesquisa do Serasa Experian em 2013, é que apenas 5% dos brasileiros complementam a renda da aposentadoria. Isso mostra que talvez o brasileiro não se preocupe tanto com o envelhecimento e, consequentemente, com maiores investimentos para o futuro. 

O teto salarial de aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) era de 20 salários mínimos na década de 1970. Nos dias de hoje, não ultrapassa 6,5 salários. Essa diminuição se dá também, como comentado, pelo aumento na expectativa de vida dos brasileiros, que gira em torno dos 75 anos.

Existem especulações de que o valor do teto para a aposentadoria ainda vai continuar diminuindo, e isso pode ser motivo de preocupação para muita gente, já que os orçamentos familiares nem sempre se encaixam nesse valor máximo. Com a chegada da aposentadoria, as famílias podem passar por apertos financeiros caso não tenham planejado formas extras de gerar renda.

Para evitar esse problema, acompanhe abaixo uma lista com 7 opções de investimentos que você pode seguir para ter uma aposentadoria tranquila. Continue lendo!

1. Previdência privada

Atualmente, existem diversos tipos de previdência, e eles se dividem em dois regimes: o aberto e o fechado. O regime aberto oferece dois tipos de plano: o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). A diferença entre esses planos está na forma de pagamento do Imposto de Renda (IR) que incide sobre cada uma das aplicações.

Já o regime fechado é o plano oferecido por algumas empresas, sendo que nem todas oferecem este tipo de benefício ao quadro de funcionários. Para escolher o melhor tipo de previdência, você precisa analisar fatores importantes, como a sua renda mensal bruta, o tempo que você vai investir antes de utilizar o dinheiro, e as taxas cobradas em cada investimento.

2. Imóveis

Comprar imóveis sempre foi uma maneira de gerar renda. Você pode alugar e ter uma receita recorrente mensal, ou ainda pode comprar um imóvel na planta, por exemplo, e vendê-lo assim que ficar pronto. A estimativa de valorização de um imóvel na planta — desde a compra até a data em que as chaves são entregues — é de cerca de 30%.

Nesses casos, é preciso considerar também que o investimento acaba exigindo do proprietário custos extras, como IPTU, escrita pública e possíveis gastos com o corretor. Além, é claro, de um maior capital para a aquisição do bem.

3. Fundo de investimento imobiliário (FII)

Esses investimentos geram o pagamento de uma renda mensal que tende a aumentar com o passar do tempo. Os contratos de locação dos imóveis relacionados ao investimento têm reajuste anual baseados na variação da inflação, o que também aumenta o poder de compra ano após ano.

Os fundos de investimento imobiliário são isentos do Imposto de Renda e contam com a valorização do imóvel, que acaba se refletindo nos valores das cotas na Bolsa. A diversificação é uma das grandes jogadas desse investimento: você investe um capital menor que o necessário para comprar um único imóvel, e pode ser “dono” de diversos empreendimentos imobiliários em diferentes regiões do país.

4. Renda variável

Apesar de oferecer alguns riscos, investir em renda variável pode gerar rendimentos mais robustos no longo prazo. Um dos casos mais indicados é comprar ações de empresas sólidas, que tenham tradição em pagar os dividendos aos acionistas anualmente. 

Uma boa dica é começar investindo em ações que oscilam menos na Bolsa, algo em torno de 10% ao ano. É importante levar em conta também os dividendos — porcentagem de lucro dividida entre os acionistas —, além da valorização dos papéis. 

5. Renda Fixa

Já imaginou investir agora sabendo exatamente quanto dinheiro você vai resgatar daqui a alguns anos?

Os papéis considerados de renda fixa são caracterizados pelo baixo risco e pela remuneração futura conhecida na compra do titulo. Ou seja, ao investir, você já pode prever quanto dinheiro vai acumular ao longo do tempo e qual será o valor no momento do resgate — por exemplo, no início da aposentadoria.

E aqui vai uma dica para começar: Os papéis do Tesouro Direto associados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) são uma alternativa de rendimentos consideráveis para o longo prazo. Esses títulos garantem um ganho real para o investidor, já que a rentabilidade possui uma taxa pré-fixada, além de ser indexada ao IPCA.

A liquidez é alta, permitindo que você faça o saque do dinheiro a qualquer momento. Para realizar esse tipo de investimento, é preciso considerar a incidência de IR sobre os rendimentos. Caso queira vender o titulo com menos de 30 dias da aplicação, considere também o IOF.

6. Carteira de investimentos

Essa opção é uma boa estratégia de diversificação. Quem tem uma carteira de investimentos normalmente conta com diferentes aplicações — o mix costuma ser de no mínimo três tipos de investimentos, como ações, imóveis e Tesouro Direto, por exemplo. O importante é que as aplicações devem sempre visar o longo prazo para gerar bons rendimentos.

Portanto, é preciso que você defina o seu perfil de investidor para dividir o dinheiro investido entre as diferentes opções. Se você for mais conservador, vai querer investir mais no Tesouro; caso considere seu perfil mais agressivo, pode aumentar os investimentos em ações, por exemplo.

7. Negócio próprio

Empreender é um excelente modo de colocar sua criatividade em ação e tocar aquela ideia que você sempre quis. Cada dia mais brasileiros buscam ter o seu próprio negócio e ser os seus próprios chefes, e essa é uma ótima maneira de ter uma renda extra, uma vez que você pode começar aos poucos enquanto mantém seu trabalho atual.

Nesse caso, o Sebrae oferece guias básicos e consultorias sobre formalização para quem pretende seguir o caminho do empreendedorismo. Além disso, o MEI (Microempreendedor Individual) facilita a abertura de negócios com taxas baixíssimas de impostos.

Para garantir um futuro financeiramente saudável para a sua família, é aconselhável que você estude as melhores formas de gerar renda antes da chegada da sua aposentadoria. Com as 7 opções que trouxemos hoje, você pode analisar as que mais se encaixam no seu perfil, começar a colocar as dicas em prática e deixar que seu dinheiro trabalhe por você!

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