Dívidas no cartão de crédito? Conheça as mudanças! | Blog ATIVA
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Dívidas no cartão de crédito? Conheça as mudanças!

As mudanças nas regras para o uso do rotativo do cartão de crédito começaram a valer desde o início do mês de abril. Diferente do que ocorria antes, quem optar por pagar o valor mínimo da fatura não poderá fazer essa opção por vários meses consecutivos. A determinação foi promulgada pelo Banco Central em janeiro.

Segundo o Banco Central, a restrição foi criada para coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer uma solução de parcelamento para o cartão de crédito com juros mais baratos.

Confira algumas dicas que separamos pra você!

Não entre no vermelho

Com a nova regra, após 30 dias do não pagamento da fatura do cartão, ou seja, 30 dias dentro do rotativo (que começa no dia seguinte ao vencimento da fatura), os bancos devem interromper a cobrança do rotativo e colocar o consumidor em uma nova forma de cobrança. Por padrão da indústria, os clientes que não quitarem o saldo devedor antes do trigésimo dia serão, na maioria dos casos, inseridos em um crédito parcelado com taxa de juros mais “amiga”.

Para o cidadão já endividado, recomenda-se a procura de crédito mais barato antes de ficar sujeitos aos juros do cartão de crédito, mesmo considerando as taxas mais baixas das novas regras. Entre os exemplos estão créditos pessoais a juros menores, como o consignado, além da procura do banco ou instituição financeira que ofereça as condições mais vantajosas para liquidar as pendências. As taxas de juros do rotativo encerraram 2016 em 490,3% ao ano, de acordo com o Banco Central.

Vai levar algum tempo até que o cidadão se acostume com a mudança. A verdade é que o crédito rotativo era um péssimo negócio, tanto para o banco quanto para a população. Para o consumidor pesava a taxa de juros elevada, e para os bancos o rotativo era ruim pela alta inadimplência que ele causava. O devedor preferia não pagar a fatura e esperar para negociar depois de dois ou três anos.

Os bancos Bradesco e Santander já anunciaram as regras para o crédito rotativo. Os dois bancos anunciaram também a redução dos juros do rotativo, como queria o governo com a medida. O Itaú Unibanco também divulgou também sua nova política para os cartões e a redução dos juros. O Banco do Brasil (BB) já havia anunciado as mudanças em fevereiro.

Com base em dados mais recentes da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa média de 15,16% ao mês no crédito rotativo equivale a 444,03% ao ano. Ao fim de três meses, uma dívida de R$ 1 mil na fatura do cartão subiria para R$ 1.527,23. Ao fim de 12 meses, equivaleria a R$ 5.440,26. O cálculo, no entanto, leva em conta as taxas médias de juros. A economia efetiva pode variar porque os bancos personalizam as taxas para cada consumidor no rotativo e no crédito parcelado. Os juros finais também variam em função do histórico e da capacidade de pagamento do cliente.

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