Foi demitido? Saiba como organizar suas finanças após a demissão
Educação Financeira

Foi demitido? Saiba como organizar suas finanças após a demissão

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os resultados do primeiro trimestre de 2017 mostrou que o número de desempregados no Brasil atingiu 14,2 milhões. Índice é o mais alto desde que o Instituto começou a publicar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

A taxa de desocupação no país continua em alta e também segue crescente o medo de ficar desempregado. Dia após dia recebemos notícias de amigos ou familiares perdendo seu lugar no mercado de trabalho e até mesmo você já pode ter sido atingido por essa onda. Pensando nisso, o post de hoje traz dicas de como organizar as finanças após a demissão.

 

Quais são os primeiros passos?

Fui demitido. O que fazer? Perder o emprego é sempre um susto, mas com calma e organização tudo pode se resolver. É possível sobreviver a esse período sem grandes problemas, usando e investindo bem o seu dinheiro.

Em caso de demissão, é permitido retirar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), mais 40% de multa rescisória paga pela empresa e ainda pode ser que tenha direito a alguns meses de seguro-desemprego e outros benefícios como férias vencidas, etc.

A primeira providência é utilizar o dinheiro para quitar possíveis dívidas, sobretudo àquelas com juros mais altos como cheque especial e crédito rotativo do cartão de crédito. Depois disso, se organize para um período que pode ser até mais longo do que se imagina.

O Fundo de Garantia normalmente é equivalente a um dia por ano de trabalho. Se seu salário mensal era de R$6 mil e você trabalhou por 10 anos, seu saldo será aproximadamente R$ 60 mil. Somando os 40% da multa, poderia chegar a R$ 80 mil, o que equivale a mais de 10 meses de salário.

Caso você tenha dívidas a serem quitadas, esse saldo pode sofrer um grande abatimento. Portanto, o ideal é ter uma reserva financeira para emergências e não ter o FGTS como a única solução para os meses em que estiver desempregado.

 

Regra de ouro: Economize!

Para economizar de fato, você precisa, em primeiro lugar, saber exatamente quanto você gasta. Uma dica importante, que faz a diferença, é montar uma planilha financeira detalhada, que inclua tudo: suas contas fixas e também gastos básicos e bobos como uma bala e um café que você compre na rua. Já falamos algumas vezes sobre a importância de se ter uma planilha diária aqui no blog.

Isso vai facilitar e muito uma análise das suas despesas e uma reorganização dos seus gastos. Lembre-se de que é preciso eliminar o desperdício e melhorar os custos considerados necessários, buscando sempre opções mais baratas.

A reestruturação financeira é essencial para atravessar este período. Se planejar também é muito importante, principalmente para estar prevenido contra imprevistos. Poupe sempre, invista seu dinheiro e tenha sempre uma reserva para emergências.

 

Vida nova após o baque

O desemprego, às vezes, pode chegar de maneira repentina, como um susto, mas que tal olhar com bons olhos essa fase? Pode ser uma oportunidade para abrir o sonhado negócio próprio ou migrar para outra carreira profissional, por exemplo. Busque uma assessoria para este momento e evite ser precipitado.

O desempregado precisa ter dinheiro para as despesas, mas, eventualmente, é possível investir também em um curso e retomar a carreira. Utilize seu networking e se coloque disponível para eventuais oportunidades de trabalho. Afinal, as chances aparecem para quem corre atrás delas.

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