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Pagar à vista ou parcelar? Saiba qual opção escolher em cada situação

Pagar à vista ou a prazo é a grande questão na hora de finalizar uma compra ou quitar algum imposto. As condições são muitas, já que elas variam de acordo com a loja, com o bem ou com a conta. O pagamento à vista tem vantagens em alguns momentos e, nas outras vezes, o parcelamento é mais indicado.

Ou seja, não existe a opção certa. Existe a opção adequada para cada compra/pagamento. O ideal é que o consumidor avalie muito bem qual é a sua situação financeira no momento, o que tem de reservas, o orçamento mensal, quais outras dívidas ele já tem, se conseguirá desconto etc.

Mas não se preocupe! Para te ajudar a tomar essa decisão de uma forma mais acertada, preparamos algumas dicas para você saber o que escolher em situações diferentes.

Pagamento à vista

O ideal é que o consumidor que possuir uma reserva financeira e não estiver com dívidas evite o parcelamento. O pagamento à vista, geralmente, garante bons descontos, que na maioria das vezes superam rendimentos de aplicações financeiras. Portanto, nos casos em que o consumidor tiver uma reserva maior do que a despesa, o indicado é realizar o pagamento à vista, mesmo que o dinheiro seja retirado de reservas como o 13º salário, por exemplo.

Para quem possui dinheiro, mas o mesmo está aplicado, é preciso avaliar bem antes de efetuar o resgate para fazer algum pagamento. Ao realizar o resgate antecipado, o consumidor, que nesse caso é também investidor, pode arcar com alíquotas de imposto e IOF mais altas. Os investimentos em CDB, por exemplo, que possuem alíquota de IR regressiva: aplicações de até 180 dias, incide 22,5%; até 360 dias, 20%; e até 720 dias, 17,5% e IOF, podem tornar a compra ainda mais cara, caso o desconto oferecido não seja superior aos custos que o investidor terá com esse resgate.

Para quem tem a quantia aplicada em poupança e prefere deixar o dinheiro rendendo, o ideal é ficar atento e fazer as contas. Se a opção é deixar o dinheiro reservado e pegar um empréstimo para quitar algo, compare as taxas e os rendimentos, uma vez que o  rendimento, como o da poupança, são menores do que os juros e as taxas dos financiamentos — que costumam ser mais altos. No final das contas, é melhor sacar o dinheiro do que adquirir um empréstimo/ financiamento.

Pagamento a prazo

O parcelamento nem sempre é uma má ideia. Quando o dinheiro das parcelas pode ser investido mês a mês, o retorno pode ser bom e pode cobrir até mesmo os juros que incidem em cada parcela.

O problema do parcelamento é que um simples descontrole ou qualquer imprevisto pode ser um problema e tornar o consumidor inadimplente — ainda mais considerando os altos juros. Por isso, para assumir qualquer dívida, é necessário se planejar e definir prioridades para quitar as parcelas depois. O importante é estabelecer prestações que cabem no bolso.

Em termos gerais, o valor total de todas as parcelas assumidas deve ser até 20% do orçamento mensal. Caso contrário, o gasto deve ser reavaliado. Uma dica importante é a de ter uma reserva mensal desde o começo do ano para poder pagar as dívidas previsíveis do início do ano. É possível se planejar o ano todo para não passar aperto no início desse período.

Em casos em que não há possibilidade de desconto à vista e o preço é o mesmo parcelado, vale a pena parcelar, salvo os casos em que já existam outras dívidas. O prazo máximo indicado é de 12 meses para qualquer parcelamento — principalmente se não forem bens não duráveis, como eletrônicos e eletrodomésticos em geral.

Contudo, uma regra é mandatória: as faturas de cartão de crédito sempre devem ser pagas à vista. Em caso contrário, os juros são extremamente altos — chegaram a 482% em novembro de 2016 — e complicam a vida de quem não honra com a dívida. Nessas situações, é melhor entrar em contato com o credor para rever a dívida e negociar melhores condições. Evitando assim, o efeito bola de neve.

IPTU e IPVA merecem atenção

Os dois impostos oferecem descontos no pagamento à vista, mas tudo depende da situação em que o contribuinte se encontra. Se já houver muitas dívidas, o pagamento sem parcelar pode levar a dívidas maiores — como o cheque especial, o que não é interessante. Além disso, o rendimento do valor das parcelas, se investido, também deve ser considerado e deve superar o valor do desconto.

Pagar à vista e a prazo tem seus prós e contras, mas cada modalidade deve ser usada para situações específicas, já que pode variar de acordo com a situação do contribuinte, seja por causa de outras dívidas ou pela vantagem financeira com os rendimentos.

E ai? Gostou do conteúdo? Vai pensar melhor antes de comprar à vista ou parcelado? Compartilhe suas opiniões no espaço para comentários.

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