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Investimentos

Saiba o que é CRA e CRI e descubra como investir

Relativamente novos no mercado de investimentos financeiros, o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) estão, aos poucos, se tornando mais uma possibilidade de aplicação para quem está de olho em alternativas para diversificar a carteira.

Assim como a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), o CRA e o CRI também surgiram para fomentar o mercado imobiliário e do agronegócio, por meio da captação de recursos, e para se diferenciar de outros investimentos já tradicionais pela isenção de Imposto de Renda.

E também, é válido lembrar que são ativos para investidor qualificado, ou seja, o investidor que tem ciência de risco dos ativos investidos.

De uns anos para cá, no entanto, ganharam força e se intensificaram no mercado a partir do momento em que passaram a se tornar mais acessíveis aos investidores menores.

O que são?

O CRA e o CRI são ativos de renda fixa, que, diferentemente da LCA e da LCI, não são emitidos por bancos. Ambos são provenientes de companhias securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio e do setor imobiliário, que compram as dívidas de agricultores, cooperativas, empreendimentos imobiliários ou de empresas dos setores do agronegócio e imobiliário por meio de empréstimos, notas promissórias ou duplicatas, por exemplo, e as transformam em títulos negociáveis para serem vendidos aos investidores.

Portanto, ao optar por adquirir essas duas modalidades, você está emprestando dinheiro a uma instituição emissora do Certificado de Recebíveis e o receberá de volta após o fim do prazo de vencimento com o valor acrescido de juros. A rentabilidade da carteira está, basicamente, atrelada ao IPCA — principal índice que mede a inflação brasileira.

Quais são as vantagens?

Ao lado da poupança e das letras de crédito (LCA e LCI), a principal marca do CRA e CRI é a isenção da tributação feita pelo Governo: ambos estão livres da incidência do Imposto de Renda, do IOF e das taxas de administração, motivo que vem atraindo muitos investidores nos últimos meses.

Quais são as desvantagens?

Se, de um lado, a principal vantagem do CRA e do CRI é a rentabilidade alta, por outro, alcançar esse retorno depende de prazos longos. O investidor, portanto, precisa estar ciente de que só terá seu dinheiro disponível ao fim desse período, o que deve ser levado em consideração caso você acabe optando por essa modalidade.

Outra questão que precisa ser muito bem analisada é a baixa liquidez de ambos os títulos, o que pode vir a causar transtornos ao investidor mal informado, justamente por ainda serem novidade e terem pouca demanda no mercado.

Além disso, o investidor também não poderá contar com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), justamente porque CRA e CRI não estão ligados a instituições bancárias. Por isso, eles se limitam a garantias próprias e particulares de cada emissão.

Então, se você está interessado em aplicar o seu dinheiro em CRA e CRI, não se esqueça de avaliar bem os tipos de ativo e os empreendimentos imobiliários ou agrícolas em que vai investir o seu dinheiro. O seu corretor de vendas poderá ajudar nessa tarefa, apontando os riscos do negócio e orientando se esta é, na verdade, a melhor opção para o seu perfil.

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