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O que é Selic e CDI? Entenda para investir

Na hora de fazer qualquer investimento, é muito comum encontrarmos os termos Selic e CDI. Mas você sabe exatamente o que eles significam e como influenciam seus rendimentos?

Tanto a Selic quanto o CDI são indexadores de investimentos muito importantes para a economia do Brasil. Isso porque a Selic é a taxa de juros que regula o país e o CDI a taxa de juros praticada entre os bancos. Ainda não compreendeu bem? Então, acompanhe este post até o final.

A seguir, vamos explicar em detalhes o que é a Selic e o CDI, como esses índices influenciam os rendimentos e que cuidados você precisa tomar na hora de fazer uma nova aplicação. Boa leitura!

Conheça a Selic

A Selic é a famosa taxa básica de juros. A sigla significa Sistema Especial de Liquidação de Custódia e é usada para se referir ao sistema eletrônico do Banco Central que registra todas as operações relacionadas aos títulos do Tesouro Nacional.

A Selic é utilizada no mercado interbancário para financiamento de operações com duração de 24 horas lastreadas em títulos públicos federais. O objetivo é ter um controle na emissão, compra e venda de títulos. Não ficou claro? Vamos a um exemplo.

Imagine que você seja o dono de uma loja e precisa, no fim do dia, pagar o salário mensal do seu funcionário, que é de R$1.500,00. No entanto, o lucro obtido pelas vendas que você fez naquele dia foi de apenas R$1.450,00.

Para quitar o seu compromisso e pagar o seu funcionário, você atravessa a rua e vai até o dono de outra loja, que é seu amigo. Você pede a ele um empréstimo de R$50,00, prometendo pagar no dia seguinte.

No outro dia, assim que você abre a loja, já chegam alguns clientes que fazem compras e você recupera os R$50,00 (mais juros) que precisa para quitar o empréstimo feito com o seu colega. Esse é o cenário dos bancos, e a Selic é a taxa de juros que regula os créditos feitos nesse sistema, usando os títulos públicos como garantia.

Esses empréstimos existem pois os bancos são obrigados por lei a ter determinados recursos em caixa no fim do dia. Se não tiverem, precisam pedir emprestado a outro banco e podem oferecer títulos públicos como garantia. Os créditos entre os bancos são de curtíssima duração e, normalmente, quitados no dia seguinte.

Quem regula a Selic?

A cada 45 dias, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central define a Selic. O Brasil criou o Comitê em 1996 para estabelecer as regras da quantidade de dinheiro que deve ficar em circulação, como instrumento de contenção do avanço da inflação. De maneira geral, se os juros sobem, a população consome menos e, com isso, a inflação tende a cair.

Como a Selic é a taxa primária da economia brasileira, todos os outros juros são calculados tendo ela como referência. Se a Selic sobe, todos os juros aumentam. Portanto, fica mais caro financiar qualquer bem ou comprar parcelado. Por isso, as pessoas consomem menos, o que freia a inflação.

Em novembro de 2019, a Selic está em 5% ano, que é o menor nível da história. No entanto, como o valor pode mudar a cada 45 dias, é possível consultar a taxa no site do Banco Central.

Selic e a relação com os investimentos

Da mesma maneira que a Selic influencia os juros pagos pelo consumidor quando ocorre um empréstimo, ela também altera a rentabilidade dos investimentos. Afinal, uma aplicação financeira é uma espécie de crédito em que você empresta dinheiro ao Governo ou a um banco.

Nos investimentos em Renda Fixa, quando o cálculo do rendimento é Pós-Fixado, é necessário um indexador econômico para lastrear o rendimento da aplicação, e esse indexador pode ser a Selic. É o caso da plicação do Tesouro Direto chamada de Tesouro Selic.

Nesse investimento, o aumento da taxa Selic aumenta a rentabilidade. A mesma lógica vale para sua redução. Ou seja, caso a taxa Selic caia, observa-se menor rentabilidade.

Resumindo:

  • Selic baixa — menos juros para empréstimos e financiamentos, mas rentabilidade mais baixa em certos investimentos;
  • Selic alta — juros altos em empréstimos e financiamentos, mas maior rentabilidade em certas aplicações.

Conheça o CDI

CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa de juros utilizada nos empréstimos realizados entre bancos, tendo títulos privados como garantia.

Ou seja:

  • se a instituição que pega o crédito com outro banco oferece títulos públicos como garantia, a transação é registrada no Sistema Selic;
  • se a instituição oferece a outro banco títulos privados (como um CDB) como garantia por um empréstimo, então o CDI é usado para calcular os juros.

CDI e a relação com os investimentos

Na hora de optar por um investimento bancário, é fundamental ter atenção ao CDI. Isso porque é comum vermos os bancos oferecendo os produtos a uma determinada rentabilidade sobre o CDI. Nesses momentos, nos deparamos com expressões do tipo: “invista em um CDB com rendimento de 100% do CDI”.

Mas o que isso significa? Fazer um investimento com 100% do CDI quer dizer que o banco vai remunerar o investidor a uma taxa de juros idêntica à praticada entre os bancos.

Seguindo a mesma lógica, certos produtos bancários também podem oferecer rentabilidade inferior ou superior ao CDI (98% do CDI ou R$110% do CDI, por exemplo).

Mas atenção: escolher uma aplicação apenas pelo rendimento que ela oferece sobre o CDI pode não ser a melhor estratégia. A liquidez, por exemplo, não pode deixar de ser levada em consideração.

A maioria dos investimentos em Renda Fixa oferecidos pelos bancos utiliza o indexador CDI. Alguns são CDB, LCI, LCA e LC.

Os cuidados necessários com a Selic e o CDI

Você já sabe que, quando investe, empresta dinheiro para o Governo ou para uma instituição bancária para recebê-lo de volta com juros, certo? Você também viu que algumas aplicações contam com a rentabilidade indexada pela Selic e outras com a rentabilidade indexada pelo CDI. Recapitulando:

  • a Selic é usada em investimentos em títulos públicos (como Tesouro Direto);
  • o CDI é utilizado em investimentos em títulos privados, como CDB, LCI, LCA e LC.

Para aprofundarmos um pouco mais na discussão sobre Selic e CDI, é preciso entender outro índice muito usado: o IPCA, que mede a inflação no país.

Como dito anteriormente, a Selic no momento está em 5% ao ano, que é o valor mais baixo da história. O objetivo do Governo ao baixar a taxa é estimular o consumo, para que a economia melhore. Afinal, com juros baixos, as pessoas se sentem mais motivadas a financiar bens e a fazer empréstimos.

Se essa estratégia der certo, existe a chance de a inflação aumentar no futuro. Nesse cenário, é provável que Selic suba novamente, como uma tentativa do Governo de controlar a inflação.

Por isso, é importante que os investidores acompanhem as notícias econômicas regularmente, para entender o cenário do país e agir de maneira estratégica com as suas aplicações em Renda Fixa.

Mesmo quem deseja investir na Bolsa deve acompanhar a variação das duas taxas, já que elas ajudam a explicar a situação da economia brasileira, que afeta diretamente o desempenho das empresas no mercado de ações.

Viu como é importante analisar Selic e CDI na hora de fazer um novo investimento? Seja fazendo aplicações em títulos públicos ou privados, o fundamental é acompanhar constantemente a economia do país e a oscilação das taxas.

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