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O que são Fundos de Investimento e como funcionam

Investir em fundos de investimento é uma excelente opção para quem busca sair da poupança e ter mais lucro ou variar seus investimentos. Há produtos que servem para diferentes perfis e objetivos. Mas, antes de aplicar, entenda o que é e qual deles têm o seu perfil.

Mas o que é fundo de investimento? É uma espécie de “condomínio” que reúne recursos financeiros de vários investidores, ou seja, quando você aplica seu dinheiro, você está comprando uma cota. E o seu investimento será administrado por um profissional especializado: o gestor. Ele é especialista em criar estratégias e tomar as decisões para a compra de ativos para o fundo.

Entre as várias vantagens de aplicar em fundo é a possibilidade de ter acesso a mercados diversificados com pouco dinheiro e tempo. Além disso, você tem a praticidade de não precisar gerenciar seus investimentos, já que eles estarão nas mãos de profissionais especializados.

Outra vantagem é que por meio dos fundos de investimento, o investidor pode acessar  produtos que normalmente não estão disponíveis aos investidores comuns, seja pelo alto volume do lote padrão de investimento, seja pelas condições de taxas oferecidas no mercado institucional.

Mas quanto de dinheiro eu preciso ter para investir em fundos? É possível aplicar a partir de R$ 100, e a rentabilidade costuma ser um dos atrativos. Dependendo do tipo de fundo, você poderá ter ganhos  superiores ao CDI.

Como esses gestores profissionais são remunerados?

Os gestores cobram uma taxa de administração nos fundos que fazem gestão. Em alguns casos, principalmente nos fundos mais arrojados, os gestores podem cobrar uma segunda taxa, a taxa de performance, que é cobrada apenas caso os rendimentos obtidos pelo fundo superem um determinado rendimento previamente combinado, chamado de benchmark. O benchmark costuma ser o CDI ou o índice Bovespa, mas outros indicadores podem ser utilizados.

É importante destacar que essas taxas são definidas para cada fundo de investimento, não diferenciando os pequenos investidores dos grandes.

Veja a seguir alguns dos fundos de investimentos mais comuns no Brasil:

– Fundos de Renda Fixa

Os fundos de renda fixa costumam ser os fundos menos arriscados do mercado, embora existam entre eles fundos com diversos graus de risco. Nesses fundos um mínimo de 80% do patrimônio deve ser investido em ativos de renda fixa, sejam eles pré-fixados ou pós-fixados. O restante pode ser aplicado em outros tipos de investimentos.

– Fundos Multimercados

A categoria é a que traz mais liberdade de investimentos para os gestores, pois é a única que não determina concentração em determinados ativos. Além de renda fixa os recursos podem ser investidos em renda variável, commodities, derivativos e outras modalidades de investimentos.

Se você busca diversificar seus investimentos, o fundo multimercados é uma boa opção.

– Fundos Cambiais

São aqueles que investem os recursos do fundo em ativos corrigidos por moedas forte, normalmente Dólares Americanos ou Euros. São fundos recomendados para investidores que tenham a intenção de preservar seu patrimônio em moeda estrangeira.

Os fundos cambiais tem por regulamento a obrigação de manter no mínimo 80% do patrimônio investido em ativos relacionados as moedas internacionais.

-Fundos de Ações

Já os fundos de ações são fundos que investem pelo menos 67% do patrimônio no mercado de ações, ou seja, em uma carteira de participações em empresas de capital aberto.

São excelentes opções para investidores que queiram ter parte do seu patrimônio investido na economia real, visando ganhos mais expressivos, normalmente com uma perspectiva mais de longo prazo.

Fundos de Investimento Imobiliários

Os fundos de investimentos imobiliários são uma modalidade de investimento em ativos do mercado imobiliário, sejam eles ativos de crédito com lastro em incorporações imobiliárias, sejam diretamente em imóveis.

É uma excelente opção para investidores que gostam de ter uma parte dos seus ativos em alocados no mercado imobiliário, sem que tenham a necessidade fazer o investimento inteiro na aquisição de um imóvel. Por meio desse produto, o investidor adquire o equivalente a uma fração de um conjunto de imóveis que faz parte da carteira do fundo.

Diferentemente das outras categorias, os fundos de investimentos imobiliários costumam distribuir renda (dividendos) regularmente, a maioria deles mensalmente, sendo uma ótima opção para aqueles investidores que desejem contar com um complemento de renda. Muitas vezes são usados como alternativa complementar à aposentadoria.

Uma série de incentivos fiscais são aplicados a essa modalidade, a maior delas sendo a isenção tributária na distribuição das rendas auferidas nos investimentos do fundo.

O fundo de investimento é seguro?

Sim, todos os fundos de investimentos são registrados e aprovados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e regulados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades de Mercado Financeiro e de Capitas). Os investimentos nos fundos ficam registrados na B3, portanto os investidores não correm nenhum risco de crédito dos distribuidores dos fundos.

É importantíssimo que o investidor se informe sobre o fundo que deseja investir seus recursos, pois cada fundo tem sua própria política de investimentos que afetam a volatilidade do fundo e sua rentabilidade potencial. As diversas categorias de fundos também refletem em maiores ou menores probabilidades de diminuição dos valores das cotas do fundo.

Embora alguns gestores mostrem excelente performance passada nos fundos que administram, nada garante que esse sucesso seja replicado no futuro. É extremamente importante estar consciente que a performance passada não é garantia que a performance futura continuará apresentando o mesmo padrão de resultados.

Taxa de administração, imposto de renda e come-cotas

Os fundos de investimento podem cobrar: a taxa de administração (para custear o serviço de gestão e operação) e a de performance (espécie de prêmio ao gestor do fundo quando sua rentabilidade supera um benchmark).

Além disso, você paga IR (Imposto de Renda) em cima da rentabilidade quando resgatar sua aplicação. O valor segue a tabela regressiva de imposto de renda, que varia de 22,5% a 15%, com exceção do fundo de ações que é de 15%.

Além disso, as aplicações em fundos de investimentos têm parte do imposto de renda recolhidos pelo come-cotas. De forma simples, ele “come” um pedaço do seu investimento antes de você realizar o resgate. Isso acontece, pois muitos investidores utilizam os fundos para estratégias de longo prazo e, para não ter de esperar muito tempo até a cobrança desse tributo, a Receita Federal arrecada o imposto antecipadamente.

O come-cotas é recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro. E a alíquota dependerá do tipo de fundo que você aplicou. Se for de curto prazo (até 1 ano), será de 20%, e longo prazo (acima de 1 ano) é 15%.  No fundo de ações, não há come-cotas.

Seja estratégico e ganhe dinheiro

Algumas dicas básicas para bem escolher seus fundos:

Procurar fundos de investimentos que tenham perfil de risco alinhados aos do investidor. Não é aconselhável investimentos em fundos voláteis aos investidores que não têm tranquilidade para aceitar alguma retração em seus investimentos.

Analisar o prazo que pretende manter seus investimentos aplicados. Fundos mais voláteis são recomendados para investimentos mais a longo prazo.

Escolha cuidadosamente o gestor. A escolha do gestor é talvez a principal escolha que o investidor deve fazer. O gestor será o responsável pelas decisões de investimento dos seus recursos. Nenhum gestor está livre de fazer algumas opções ruins, mas os bons gestores costumam acertar em proporções muito maiores do que errar, gerando maiores retornos no longo prazo.

Diversifique. Uma carteira diversificada de investimentos nos ajuda a mantermos uma média de retornos mais estável, principalmente se os fundos tiverem baixa correlação entre eles.

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