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Imposto de renda: como declarar seus investimentos

Você tem investimentos? Independentemente de como tenha sido o desempenho de suas aplicações em 2018, elas precisam ser declaradas à Receita Federal. Até mesmo as modalidades isentas como a poupança e as LCIs precisam ser informadas. O prazo para entrega da declaração anual de Imposto de Renda vai até o dia 30 de abril.

O primeiro passo é procurar o seu Informe de Rendimento. O documento é disponibilizado pelas instituições onde você tem dinheiro investido. No caso da Ativa Investimentos, por exemplo, basta logar no nosso site, acessar o menu “Minha Conta”, depois “Imposto de Renda” e “Informe de Rendimento”.  Oferecemos três: Consolidado, Detalhado e Complementar. Basta clicar na seta para selecionar e fazer o download. Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe de atendimento ou com seu assessor.

O segundo passo é  instalar o programa de preenchimento disponível em seu computador no site da Receita Federal. Agora, basta clicar em “Nova Declaração”, com todos os seus documentos em mãos.

Se for a primeira vez que você estiver declarando seu imposto de renda, clique em “Criar Nova Declaração” e, em seguida, “Criar sem importar”. Se não for a sua primeira declaração, você deve selecionar “Importar Dados IRPF 2018”. Preencha a “Identificação do Contribuinte” com seus dados pessoais e, em cada campo, suas respectivas dívidas e ganhos.

Bens e Direitos (Investimentos)

De forma geral, os investimentos devem ser declarados na aba “Bens e Direitos”, ao lado de automóveis e imóveis. Eles devem ser listados de forma individual e os seus códigos devem ser incluídos. Há dados que você deve buscar no informe de rendimento, porém basta transcrever as informações.

Confira quais são as diferenças entre eles:

  • Fundos de Investimento

Declarar na opção “Rendimentos sujeitos à tributação Exclusiva/Definitiva”. Informar a quantidade de cotas e identificar fundo pelo nome/ CNPJ ao descrever o investimento.

Como funciona a tributação? No fundo de ações é tributado 15%, retidos no resgate. Já nos fundos de renda fixa, multimercados, referenciados e cambiais, a tributação é feita de acordo com a tabela abaixo, também retida na fonte:

Ou seja, quanto mais tempo o seu dinheiro estiver aplicado, menor será a alíquota do IR.

  • Títulos de Renda Fixa

LCA, CRI, LCI, CRA e Debêntures Incentivadas: no menu “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.  Todos esses investimentos são isentos de imposto de renda.

CDB, LC:  no menu “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. Utilize as informações do Informe de Rendimentos para preencher esses investimentos são declarados em “Bens e Direitos”.

  • Previdência Privada

PGBL: No caso do PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), as contribuições devem ser informadas em “Pagamentos Efetuados”. Há dedução de imposto apenas para quem declara no modelo completo e é contribuinte no regime de INSS. O valor aplicado pode ser descontado até o limite de 12% da renda tributável.

VGBL: já quem optou pelo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), deverá informar em “Bens e Direitos”. Deverá ser declarado, apenas se houver resgate em 2018.

  • Poupança

Apesar de ser isento, você deve declarar sua poupança na aba “Bens e Direitos” na declaração de Imposto de Renda

  • Renda Variável

As operações de Renda Variável (ações, opções, futuros, etc.) são declaradas em Renda Variável mês a mês. Os resultados mensais devem ser separados entre as operações normais, aquelas que tem entrada e saída em dias diferentes, e operações Day Trade, aquelas cuja entrada e saída ocorrem no mesmo dia.

É preciso declarar os resultados positivos e negativos de cada mês, se possível abater os resultados negativos de resultados positivos, desde que em ordem cronológica, ou seja, o resultado negativo de janeiro, por exemplo, pode ser abatido no resultado positivo de fevereiro, mas não o contrário.

Existe uma isenção de Imposto de Renda para operações Normais com ações em que a(s) venda(s) brutas no mês não excedam o valor de R$ 20 mil. Isso, porém, não exime o contribuinte de declarar tais operações na Declaração anual, então é preciso ficar atento!

Também é necessário declarar os impostos retidos em fonte, ou seja, o 1% sobre lucro nas operações Day Trade e o famoso “dedo duro”. Os campos específicos se encontram no final de cada aba mensal da declaração.

Diferença entre o IR completo ou simplificado

É possível preencher o imposto de renda pela forma completa ou simplificada. No simplificado, a pessoa abre mão das deduções, mas tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34.

O completo é a melhor opção para quem tem dependentes, paga escola, tem plano de previdência privada (PGBL). Ou seja, utiliza as despesas para reduzir o imposto ou ter uma restituição maior.

Lembre-se que, em caso de dúvidas, sempre consulte um contador.

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