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Imposto de renda: como declarar seus investimentos

Você tem investimentos? Independentemente de como tenha sido o desempenho de suas aplicações no ano que passou, elas precisam ser declaradas à Receita Federal. Se você não sabe como declarar seus investimentos, esse conteúdo é para você!

É importante destacar que até mesmo as modalidades isentas como a poupança e as LCIs precisam ser informadas. Continue a leitura para descobrir!

Como declarar seus investimentos: os primeiros passos

O primeiro passo é procurar o seu Informe de Rendimento. O documento é disponibilizado pelas instituições onde você tem dinheiro investido. No caso da Ativa Investimentos, por exemplo, basta logar no nosso site, acessar o menu “Minha Conta”, depois “Imposto de Renda” e “Informe de Rendimento”. Veja o passo a passo para encontrá-lo aqui. Oferecemos três: Consolidado, Detalhado e Complementar. Basta clicar na seta para selecionar e fazer o download. Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe de atendimento ou com seu assessor.

O segundo passo é  instalar o programa de preenchimento disponível em seu computador no site da Receita Federal. Agora, basta clicar em “Nova Declaração”, com todos os seus documentos em mãos.

Se for a primeira vez que você estiver declarando seu imposto de renda, clique em “Criar Nova Declaração” e, em seguida, “Criar sem importar”. Se não for a sua primeira declaração, você deve selecionar “Importar Dados IRPF 2019”. Preencha a “Identificação do Contribuinte” com seus dados pessoais e, em cada campo, suas respectivas dívidas e ganhos.

Conhecendo a aba “Bens e Direitos”

De forma geral, os investimentos devem ser declarados na aba “Bens e Direitos”, ao lado de automóveis e imóveis. Eles devem ser listados de forma individual e os seus códigos devem ser incluídos. Há dados que você deve buscar no informe de rendimento, porém basta transcrever as informações. Confira quais são as diferenças entre eles a seguir.

Fundos de Investimento

Declarar na opção “Rendimentos sujeitos à tributação Exclusiva/Definitiva”. Informar a quantidade de cotas e identificar fundo pelo nome/ CNPJ ao descrever o investimento.

Como funciona a tributação? No fundo de ações é tributado 15%, retidos no resgate. Já nos fundos de renda fixa, multimercados, referenciados e cambiais, a tributação é feita de acordo com a tabela abaixo, também retida na fonte:

Ou seja, quanto mais tempo o seu dinheiro estiver aplicado, menor será a alíquota do IR.

Títulos de Renda Fixa

LCA, CRI, LCI, CRA e Debêntures Incentivadas: no menu “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.  Todos esses investimentos são isentos de imposto de renda.

CDB, LC:  no menu “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. Utilize as informações do Informe de Rendimentos para preencher esses investimentos são declarados em “Bens e Direitos”.

Previdência Privada

PGBL

No caso do PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), as contribuições devem ser informadas em “Pagamentos Efetuados”. Há dedução de imposto apenas para quem declara no modelo completo e é contribuinte no regime de INSS. O valor aplicado pode ser descontado até o limite de 12% da renda tributável.

VGBL

já quem optou pelo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), deverá informar em “Bens e Direitos”. Deverá ser declarado, apenas se houver resgate em 2019.

Poupança

Apesar de ser isento, você deve declarar sua poupança na aba “Bens e Direitos” na declaração de Imposto de Renda.

Renda Variável

As operações de Renda Variável (ações, opções, futuros, etc.) são declaradas em Renda Variável mês a mês. Os resultados mensais devem ser separados entre as operações normais, aquelas que tem entrada e saída em dias diferentes, e operações Day Trade, aquelas cuja entrada e saída ocorrem no mesmo dia.

É preciso declarar os resultados positivos e negativos de cada mês, se possível abater os resultados negativos de resultados positivos, desde que em ordem cronológica, ou seja, o resultado negativo de janeiro, por exemplo, pode ser abatido no resultado positivo de fevereiro, mas não o contrário.

Existe uma isenção de Imposto de Renda para operações Normais com ações em que a(s) venda(s) brutas no mês não excedam o valor de R$ 20 mil. Isso, porém, não exime o contribuinte de declarar tais operações na Declaração anual, então é preciso ficar atento!

Também é necessário declarar os impostos retidos em fonte, ou seja, o 1% sobre lucro nas operações Day Trade e o famoso “dedo duro”. Os campos específicos se encontram no final de cada aba mensal da declaração.

Diferença entre o IR completo ou simplificado

É possível preencher o imposto de renda pela forma completa ou simplificada. No simplificado, a pessoa abre mão das deduções, mas tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34.

O completo é a melhor opção para quem tem dependentes, paga escola, tem plano de previdência privada (PGBL). Ou seja, utiliza as despesas para reduzir o imposto ou ter uma restituição maior.

Lembre-se que, em caso de dúvidas, sempre consulte um contador. Aproveite para entender como funciona a tributação de impostos nos investimentos neste outro artigo do blog. Te vejo lá!

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