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Renda Fixa e Renda Variável: veja as diferenças e como escolher

Renda fixa ou renda variável? Ambas as categorias apresentam características e rendimentos diferentes. Por isso, às vezes, pode parecer difícil a escolha entre elas na hora de investir.

É fato que aplicar em ativos de renda variável pode trazer retornos maiores, porém, os riscos também são mais altos. Ao mesmo tempo, a renda fixa é conhecida pela segurança e retornos mais estáveis.

Se está começando a investir, o primeiro passo é conhecer o seu perfil de investidor para entender qual investimento mais se adequa a você. Porém, é importante ter em mente que qualquer um pode aplicar tanto em renda fixa, como em renda variável.  Leia o post a seguir e entenda os detalhes de cada um deles:

Diferenças entre renda fixa e renda variável

Nos investimentos em renda fixa, você empresta dinheiro para um emissor, como empresas, bancos ou governo, e em troca recebe uma remuneração. Em renda fixa, você consegue planejar melhor o seu futuro, porque, no momento da compra, já sabe quanto exatamente o seu título vai render, ou fazer uma projeção mais assertiva utilizando indicadores econômicos.

Em boa parte dos investimentos de renda fixa, os investidores também contam com a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores até R$ 250 mil por emissor e por CPF, limitado ao montante total de 1 milhão.

A Renda Fixa é classificada em três categorias:

– Prefixada: Consiste em um rendimento fixo, ou seja, você já sabe quanto vai resgatar no futuro. Por exemplo, você pode investir em um CDB prefixado com rentabilidade de 10% ao ano, que se manterá até a data de vencimento do título.  Esse tipo de investimento é recomendado para cenário de previsão de queda na taxa de juros. Além disso, é válido para quem pretende resgatar um valor específico no futuro.

Os investimentos mais conhecidos que podem te oferecer taxas prefixadas são:  LC, CDB e Tesouro Direto Prefixado.

– Pós-fixada: De forma geral, essa categoria de investimento está atrelada a um indexador, como a taxa Selic ou a CDI. Ou seja, quando o indexador sobe, as remunerações aumentam e vice-versa. Por acompanhar as variações das taxas do mercado, essa é a categoria mais estável, recomendada para os investidores mais conservadores.

Os produtos pós-fixados mais comuns disponíveis são: LCI, LCA, LC, CDB e Tesouro Direto Selic.

Híbrida: A rentabilidade é composta por uma taxa prefixada com um indexador, ou seja, uma parte da rentabilidade é variável e a outra é fixa. O indexador mais comum desses títulos híbridos é o IPCA. Esse título é recomendado para quem deseja garantir o poder de compra do valor que foi investido no período, pois ele é corrigido pela inflação.

Uma de suas principais vantagens é que sua taxa fixa é a remuneração acima da inflação, portanto pode-se garantir um ganho real.

Os investimentos híbridos disponíveis são: debêntures, CDB, Tesouro Direto IPCA+, CRI, CRA, LCI, LCA, LC.

Já na renda variável, você está investindo em algum negócio, como um empreendimento imobiliário ou mesmo uma empresa. Os ativos têm cotações diárias e são precificados de acordo com as expectativas do mercado. Não há como prever a rentabilidade dos investimentos. Para essa categoria, vale a máxima: “Não há almoço grátis”, ou seja, investimentos com capacidade de proporcionar maiores retornos implicam em riscos maiores.

Há diversos investimentos de Renda Variável, e os mais conhecidos são:

Ações: são pequenas frações do capital social de uma empresa. Dessa forma, você pode ganhar com a valorização do preço dessas ações e/ou com o recebimento de dividendos (parte dos lucros que são distribuídos entre os acionistas das empresas isentos de imposto de renda).  No cenário de juros baixos, como ocorre hoje no Brasil, os especialistas sugerem que elas façam parte do seu portfólio de investimentos.

Fundos Imobiliários: São frações de empreendimentos, como shopping centers, prédios comerciais e galpões (os chamados fundos de tijolo) ou fundos que adquirem títulos de crédito imobiliário, como LCI e CRI (conhecidos como fundo de papel). A rentabilidade vem da valorização das cotas, que são precificadas diariamente pelos investidores, e pelo pagamento mensal de dividendos. Para quem pensa em investir em imóveis, é uma excelente alternativa, visto que possui mais liquidez, maior diversificação de portfólio e necessita menos capital para investir.

Lembre-se que o ideal é que as pessoas que irão investir em Renda Variável saibam sobre mercado e seu perfil de investidor, visto que é um mercado de risco.

Para descobrir seu perfil, abra sua conta no nosso site. Lembre-se de que esse perfil pode mudar ao longo do tempo, conforme você adquirir conhecimentos ou se estiver em um momento da vida em que não quer arriscar tanto, por exemplo.

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