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Fundo Leblon Ações: conheça e veja as vantagens

Fundo de ações é uma alternativa mais simples de investir em bolsa de valores sem precisar comprar diretamente ações de empresas, além disso as escolhas dos ativos são feitas por um gestor profissional. A carteira deve ser composta por, no mínimo, 67% de ativos de renda variável – ou seja, de ações ou ativos relacionados.

Ao aplicar em um fundo de investimento, o investidor está comprando cotas do fundo, que representa uma parcela do patrimônio total. Assim, ele passa a investir indiretamente em várias empresas, e o rendimento se dá no desempenho das ações que compõem a carteira.

É o gestor do fundo e sua equipe que realizam o acompanhamento das empresas na carteira, assim como a alocação dos recursos investidos pelos cotistas. Ambos escolhem quando e quanto comprar ou vender de cada papel.

Leia mais: Fundos Quantitativos: O que é isso?

Para quem deseja investir em fundo de ações e conhecer mais desse universo, o blog conversou com Bruno Pereira, sócio-fundador e co-gestor da Leblon Equities. Ele falou sobre quem pode investir nesse tipo de fundo, as vantagens do fundo Leblon Ações II FIC FIA e a rentabilidade desta aplicação. Veja a seguir:

Como vocês fazem a seleção dos ativos que compõem o fundo Leblon Ações II FIC FIA?

Nossa equipe cobre um universo de mais de 130 empresas. Contamos com oito pessoas que realizam estudos detalhados de cada empresa, incluindo os quatro co-gestores do fundo, que trabalham em conjunto com um analista e focam em setores específicos. Como a equipe acompanha um universo amplo de empresas, a carteira do fundo tende a ser bem diversificada em termos setoriais.

Semanalmente, realizamos uma reunião de análise com todo o time de investimentos (gestores e analistas) em que são discutidos os atuais investimentos bem como possíveis novos investimentos e desinvestimentos. Os analistas fazem apresentações fundamentadas das ideias de investimento que terminam com uma recomendação, sendo a tomada de decisão feita pelos gestores.

Qual a história do fundo e a sua rentabilidade histórica?

A Leblon Equities é uma gestora 100% focada em ações brasileiras, fundada em 2008, por profissionais com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. Temos uma filosofia de investimentos a longo prazo, baseada em análise fundamentalista (e nos concentramos nas variáveis microeconômicas de cada empresa para depois olhar o macro).

Em 10 anos de história, o fundo teve retornos superiores ao IBOVESPA em nove deles, e um retorno superior a 4x o capital investido. Até março de 2019, o fundo apresentou um rendimento de 15,5% ao ano vs 6,5% ao ano do IBOVESPA, e 10,2% ao ano do CDI.

Desde o início (30/09/2008), o fundo apresentou uma rentabilidade acumulada de 353%, vs. 94% do Ibovespa nesse mesmo período. O retorno do fundo reflete as escolhas de ações individuais para a carteira feitas pela equipe de análise e gestão.

O que esperar do desempenho das empresas investidas por vocês?

Estamos otimistas, não somente com o desempenho do mercado brasileiro, mas também com o desempenho das empresas. O nosso PIB está saindo da maior recessão da história, com produção industrial fraca até 2016, a taxa de juros média e inflação até dois anos atrás estavam extremamente altas. Então imagina o que a combinação dessas variáveis fez com o resultado das empresas? Queda de faturamento, custos e despesas pressionadas e financeiras elevadas. Acreditamos que a margem de lucro dos negócios hoje está bastante deprimida, podendo aumentar significativamente nos próximos anos.

Podemos dividir as ações da carteira hoje em 3 grandes grupos. Primeiro, aquele que engloba ações das empresas que consideramos as vencedoras/líderes setoriais, que são empresas que acreditamos que independente da performance da economia como um todo, irão muito bem. O segundo grupo é composto por empresas que têm uma grande alavancagem operacional e/ou financeira, e que sofreram muito com a queda do PIB, mas que terão retornos positivos sem necessidade de investimento com a retomada da economia. A terceira e última parcela inclui empresas estatais, onde começamos a investir em 2016 após as mudanças do governo, esperando uma melhora relevante na gestão e em seus resultados.

Vocês fazem proteção de carteira quando enxergam momento de incerteza? Se sim, como é feito?

Nossa análise tem uma abordagem “bottom-up”, ou seja, selecionamos primeiro a empresa e depois fazemos o controle de risco, levando em consideração eventuais incertezas trazidas pelo ambiente macro e/ou político. Nos tornamos acionistas de uma empresa apenas quando acreditamos que ela terá resultados positivos devido a sua governança, modelo de negócio e geração de caixa no futuro, e a abordagem macro é utilizada para avaliar a vulnerabilidade da carteira aos fatores exógenos às empresas.

Se após a construção da carteira do fundo não estivermos confortáveis com algum risco, podemos usar instrumentos derivativos como forma de proteger o fundo, processo conhecido como Hedge. Apesar dessa estratégia não ser utilizada com muita frequência, geralmente fazemos uso dela diante de eventos binários que causam grande incerteza, como foi o caso em 2018 próximo das eleições. Isso é feito apenas após a seleção de ativos e em casos pontuais.

Quais são as vantagens de se investir em um fundo de ações?

Em fundo de ações, há uma equipe profissional e especializada que faz o acompanhamento das empresas na carteira. Essa gestão e análise profissionais costumam gerar retornos maiores devido a uma avaliação técnica e experiente, fora uma gestão de risco qualificada.

Outra grande vantagem é a diversificação, pois ao comprar cotas do fundo, você acaba indiretamente investindo em diversas empresas, mesmo com pouco capital – algo que pode ser complicado para um investidor individual. Diversificação é um fator importante na gestão de riscos, uma vez que o investidor não se prejudicará tanto caso haja a queda de um ativo em específico.

Vale mais a pena investir em um fundo de ações ou comprar ações de empresas na bolsa de valores?

Em geral, investir em fundo de ações traz muitas vantagens que o investidor não teria ao comprar ações direto na bolsa. Por exemplo, ao investir num fundo, o investidor conta com a gestão de uma equipe profissional e uma maior diversificação dos investimentos.

Para qual tipo de investidor é o fundo Leblon Ações II FIC FIA?

Para investidores em geral que buscam elevada rentabilidade a longo prazo, por meio do investimento em ações, e que entendam os riscos envolvidos no mercado acionário.

 

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