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Ibovespa: o que é e como investir no principal índice da bolsa

Se você costuma acompanhar o jornalismo econômico, provavelmente já deve ter ouvido falar muitas vezes sobre o Ibovespa e suas oscilações. Todo mundo entende que se o Índice cai é “ruim” e se ele sobe é “bom”. No entanto, poucos iniciantes no mercado realmente compreendem esse assunto.

O Ibovespa é o principal Índice da Bolsa de Valores brasileira. Esse é um dos indicadores essenciais para quem quer compreender o mercado financeiro nacional.

Por isso, se você não conhece esse indicador, saiba como ele pode ser útil para os seus investimentos. Continue a leitura!

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (IBOV) é um Índice que reflete o desempenho de uma carteira de ações teórica, formada pelas ações mais líquidas negociadas na Bolsa de Valores.

Ele surgiu em 1968 e, ao longo dos anos, passou por inúmeras alterações até chegar ao indicador que temos hoje. Quem o criou foi a Bolsa de Valores de São Paulo, que antes era conhecida como Bovespa. É dela que foi extraída a inspiração para o nome.

Existem mais de 500 ativos no mercado acionário brasileiro. O Ibovespa tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio dos ativos de maior liquidez e representatividade desse mercado.

Nesse sentido, a atualização do Ibovespa ocorre a cada quadrimestre. A performance dele oferece uma métrica de apuração da evolução média do desenvolvimento do mercado de Renda Variável nacional.

Quais são os critérios para compor o Ibovespa?

Para ter suas ações dentro do Índice, as empresas devem respeitar alguns critérios específicos.

Primeiramente, o ativo precisa estar entre aqueles que, em ordem decrescente de índice de negociabilidade, represente 85% do somatório de transações do período. Além disso, é necessário um volume de negócios superior ou igual a 0,1%, dentro dos últimos 12 meses.

Outro ponto importante é a necessidade de ter presença em pregão de 95% no último ano.

Do mesmo modo, também não podem compor o Ibovespa aquelas empresas que têm ações cotadas, em média, abaixo de R$ 1 — as chamadas “penny stocks”.

Por fim, não são aceitas empresas que estejam em processo de recuperação judicial, bem como em regime especial de administração ou intervenção.

Assim, deixarão de compor o Índice aquele ativo que deixar de atender a duas das questões elencadas acima. A ponderação do ativo é feita pelo valor de mercado do free float, limitado à sua liquidez. O limite de participação de um ativo é de 20% do Índice.

Confira a tabela com as variações na participação de cada um dos papéis na composição total do Índice.

Como funcionam os pontos do Ibovespa?

Se você acompanha as notícias sobre o Ibovespa, provavelmente deve ter reparado que foi destaque quando o Índice chegou a 100 mil pontos. Ainda que, depois, tenha subido até mais de 110 mil.

No entanto, o que exatamente significam esses “pontos”? Como eles são calculados?

Na prática, cada ponto que o Ibovespa ganha é o equivalente a R$ 1. Ou seja, quando o Ibovespa chega a 100 mil pontos, significa que R$ 100 mil é o preço exato da carteira teórica que o Índice representa na proporção determinada pela sua fórmula de cálculo.

Na prática, quando o Ibovespa ganha um ponto, é sinal de que as ações que compõem o Índice se valorizam dentro das suas proporções. Isso a ponto de aumentar em R$ 1 o valor da carteira.

O reverso é verdadeiro: se há uma desvalorização das ações que compõem o Índice, então ele perde pontos.

Quais fatores influenciam na flutuação desse indicador?

Assim como em quase tudo no mercado financeiro, o Ibovespa sofre influência de fatores internos ou externos.

Para começar, os balanços corporativos influenciam na queda ou crescimento das ações que o compõem, interferindo diretamente no valor do Índice. Dessa forma, uma expectativa de lucros positiva pode beneficiar as empresas, valorizar suas ações e aumentar o indicador.

Nesse contexto, o inverso também é verdadeiro. Outras questões também podem afetar o indicador, como:

  • crises econômicas e no mercado;
  • noticiário político e escândalos de corrupção;
  • choques ambientais;
  • expansão de negócios ou anúncios de estratégias de desinvestimentos;
  • projeções negativas do setor, entre outros.

Qual é a importância do histórico desse Índice?

Conhecer o histórico do Índice Ibovespa é muito importante para quem quer investir na Bolsa de Valores. Não apenas para analisar a história da movimentação do mercado, mas também para fazer uma leitura que guie seus investimentos.

É claro que há, por exemplo, uma importância acadêmica na análise do histórico do Ibovespa. Essa observação é capaz de representar, por si mesma, uma espécie de mapa da história econômica no Brasil.

No entanto, analisar o movimento histórico do Ibovespa ajuda a apresentar tendências de mercado, além de guiar estratégias de investimentos.

Mas como fazer isso?

Por exemplo: a análise histórica do Ibovespa mostra que há uma correlação negativa quase perfeita entre o IBOV e a cotação do dólar. Ou seja, quando o Ibovespa sobe, a tendência é que o dólar caia e vice-versa.

Existem explicações para isso dentro da análise fundamentalista: se o IBOV sobe, é sinal de que há maior confiança na economia do país. Ou da análise técnica: se o IBOV sobe, então é possível que investidores internacionais estejam comprando reais para investir na Bolsa brasileira.

Por isso, a avaliação desse fato permite que o investidor proteja suas aplicações fazendo um Long & Short com os dois Índices.

Basicamente, o investidor deve alugar os ativos cujo valor ele projeta que vá cair e vendê-los imediatamente. Então, deve usar o dinheiro obtido para comprar os ativos cuja projeção é de crescimento.

Após a posição comprada (Long) dar lucro, o investidor a vende e recupera os ativos vendidos (Short) a um preço mais baixo, lucrando a diferença da correlação entre eles.

Além disso, o histórico do Ibovespa é um dos principais benchmarks que servem para analisar o desempenho de Fundos de Investimento, carteiras recomendadas e outras estratégias.

Isso porque o Índice serve como uma representação do “padrão” do mercado. Por isso, se um fundo ou uma carteira “ganha” do Ibovespa no longo prazo, é sinal de que a sua estratégia está acima da média. O inverso, claro, também é verdadeiro.

É possível investir no Ibovespa?

O IBOV é um indicador e, como tal, deve ser acompanhado para servir como base na escolha de títulos por um investidor. Dessa forma, é possível avaliar os produtos que se espelham no indicador e avaliar o seu comportamento. Porém, não é possível investir diretamente no Ibovespa.

Para investidores que desejarem uma gestão passiva de seu portfólio e, assim, acompanhar a evolução do Índice, há outras opções. Nesse sentido, existem os ETFs, Fundos que têm como objetivo replicar a rentabilidade dos índices, como o Ibovespa.

Existem alguns ETFs que replicam o IBOV. O investimento neles é semelhante ao processo de investimento em ações. Esses ETFs são indicados para investidores que desejam aplicar na classe de ações como um todo, sem a escolha de ações específicas. Ou que queiram, com uma única transação, diversificar seu portfólio.

Já para os investidores que procuram investir apenas em uma carteira selecionada de empresas, o ETF não é uma opção interessante. Por isso, é necessário montar sua carteira apenas com as ações específicas das empresas que acreditam ter possibilidade de performarem melhor.

Isso é tudo que você precisa saber sobre o Ibovespa para começar a operar na Bolsa de Valores com mais segurança e tranquilidade. Agora, você já entende o Índice, como ele é formado e como usá-lo para guiar as suas estratégias de investimento.

Que tal, então, parar de tratar sobre o assunto na teoria e partir para a prática? Para isso, abra uma conta grátis na Ativa Investimentos e faça seus primeiros testes com investimentos na Bolsa em relação ao Ibovespa!

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