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Ações em queda: devo ficar em pânico?

Eventos imprevisíveis e crises costumam movimentar a bolsa de valores no Brasil e em todos os lugares do mundo. Muitas vezes, apenas um acontecimento relevante pode ser capaz de derrubar a bolsa e levar consigo parte significativa do valor dos ativos. Neste cenário, há investidores, principalmente os leigos, que se desesperam e ficam sem ter ideia do que fazer diante de ações em queda.

A volatilidade do mercado de ações é algo natural, por isso, se você é investidor deste mercado, o sobe e desde não pode te abalar. Depois, a desvalorização das ações pode até ser uma boa oportunidade para você aumentar sua posição.

Por isso, acompanhe esse post e entenda como deve ser a sua tomada de decisão diante dos momentos de instabilidade na bolsa de valores. Continue lendo!

Volatilidade do mercado de ações

O mercado de ação é, por definição, muito volátil. Muitas variáveis influenciam o valor dos ativos. Eventos políticos e econômicos internacionais, por exemplo, podem afetar o preço de ações das empresas.

Além disso, a própria atuação dos agentes dentro do mercado pode fazer papéis valorizarem ou desvalorizarem por meio de suas operações. Quem opera day trade pode se beneficiar dessas oscilações, embora muitas vezes seja pego na contramão do movimento.

Entretanto, apesar dessa volatilidade, o mercado de ações oferece muitas possibilidades de rentabilidade para o investidor. Aquele que age com cautela e estuda o mundo da bolsa de valores tem muito a ganhar. Isso porque, muitos ativos dentro do mercado de ações apresentam ótimos resultados no longo prazo, superando eventuais perdas no curto prazo.

Portanto, é mais aconselhável investir na bolsa de valores quando se tem um horizonte de longo prazo em mente. Porém, para tanto é necessário estar preparado para suportar as oscilações em seu patrimônio investido em ações. Essas oscilações são normais quando se pretende participar desse mercado.

Devo vender minhas ações?

Quando o valor das ações cai, devemos focar em entender as razões. Se for devido apenas as flutuações do mercado, não há razão para desespero. Entretanto, se a causa estiver relacionada a questões da própria empresa, ou ao mercado em que ela está inserida, é necessário avaliar mais profundamente a conveniência de se manter a posição ou vendê-la.

Geralmente, quando se opta por manter as ações, é porque o investidor realizou uma análise prévia sobre a companhia. Além disso, ele mantém a confiança de que a empresa deverá se valorizar no futuro.

Quando o investidor percebe que errou em suas análises e que o comportamento do valor da empresa não deverá ser positivo, deve-se mudar de atitude. Assim, ao perder suas convicções no investimento, é melhor se desfazer das ações e vendê-las, mesmo que isso signifique assumir algum prejuízo.

Existem estratégias operacionais que auxiliam o investidor a evitar perdas mais acentuadas, como a utilização de regras de Stop Loss. Essa é uma estratégia de limitação de prejuízos que consiste na zeragem das posições caso atinjam um determinado patamar de preços. Assim, se um papel desvaloriza até chegar ao patamar definido pelo investidor, é realizada automaticamente a sua venda.

Além disso, as corretoras de valores podem ajudar o investidor na formação de suas convicções sobre o comportamento das empresas. Elas podem fazer análises dos relatórios de balanços e do comportamento do setor econômico no qual a empresa está inserida.

Em caso de dúvidas, o investidor pode contar com a ajuda com um assessor de investimentos. Ele poderá ajudar a interpretar o mercado e emitir sua opinião profissional sobre a empresa.

Operar vendido: investir com ações em queda

Como citamos anteriormente, é possível se beneficiar de ações em queda. Quando se tem confiança em uma companhia, quedas nos preços pode ser uma oportunidade de compra. Assim, aproveita-se o preço reduzido dos papéis da empresa para aumentar sua posição.

Outra forma mais sofisticada de se beneficiar das ações em queda é operando vendido. Nesse caso, o investidor aluga ações que imagina que cairão de preço, vende no mercado para posteriormente comprá-las e zerar sua posição vendida. Bem como, devolve os ativos alugados. A locação de ações pode ser uma fonte adicional de receita para os investidores de longo prazo, pois geram retornos enquanto o investidor carrega suas posições.

Os fundos de investimentos são agentes que costumam atuar como locadores. Isso porque carregam posições de longo prazo em seu portfólio de investimentos. Assim, enquanto mantém o ativo na carteira, os oferecem para aluguel, auferindo um ganho extra para o fundo.

Há outras maneiras de lucrar com ações em queda, utilizando-se de opções ou em operações long & short. São operações bem mais complexas, normalmente executadas apenas pelos investidores sofisticados ou profissionais.

Conheça seu perfil de investidor

Como vimos neste texto, quem investe no mercado de renda variável deve estar preparado para enfrentar momentos de volatilidade. Investidores que não estão preparados para as oscilações do mercado devem evitar investir valores expressivos em renda variável ou se utilizar das ordens de Stop Loss para minimizar eventuais perdas. Aqueles mais propensos ao risco costumam passar por situações turbulentas com muito mais tranquilidade, podendo até se utilizar desses momentos para aumentar suas posições.

As corretoras de valores podem ajudar os investidores a avaliar as companhias, com seus relatórios de análises.

A Ativa Investimentos, por exemplo, é uma corretora certificada pela BM&FBovespa e pela Cetip que oferece uma série de vantagens para seus clientes, como o contato direto com analistas de investimentos experientes.

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