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Ações em queda: devo ficar em pânico?

Eventos imprevisíveis e crises costumam movimentar a Bolsa de Valores no Brasil e em todos os lugares do mundo. Muitas vezes, basta uma confusão internacional para diminuir o valor dos ativos. Nesse cenário, há investidores, principalmente iniciantes, que se desesperam e não sabem o que fazer diante de ações em queda.

A volatilidade do mercado de ações é algo natural. Além disso, a desvalorização das ações em diversos cenários pode até ser uma boa oportunidade para você aumentar sua posição.

Ficou interessado? Então acompanhe este post e entenda como deve ser a sua tomada de decisão diante dos momentos de instabilidade na Bolsa de Valores!

A queda da bolsa e o Circuit Breaker

O mês de março de 2020 entrou para a história da Bolsa de Valores por motivos negativos. Foram 6 Circuit Breakers em um intervalo de poucos dias, algo que nunca havia acontecido.

Para se ter uma noção, antes de 2020 o Circuit Breaker só havia ocorrido 5 vezes. Ou seja: somente em um mês ele foi acionado mais do que em toda sua história.

Em um cenário assim, não foi uma surpresa ver as ações em queda. Afinal, da máxima histórica de 119 mil pontos em 23/01/2020, o Ibovespa chegou a 63 mil pontos. Foi uma queda de 47% em um intervalo aproximado de dois meses. Mas por que exatamente tudo isso aconteceu? O que levou a esse tombo tão grande?

A razão que ajuda a explicar essa situação foi um aglomerado de fatores internos do Brasil e externos. Para começar, houve a tensão militar entre os EUA e o Irã no começo do ano.

Outro elemento externo que afetou o desempenho da Bolsa no Brasil foi a briga entre a Rússia e a Arábia Saudita pela produção de petróleo. Essa questão teve impacto sensível no país especialmente porque a Petrobrás foi uma das mais atingidas.

Além disso, a pandemia do coronavírus acertou em cheio as Bolsas mundiais, sobretudo em países emergentes como o nosso.

A razão é a mesma que já mencionamos antes. Um cenário de risco faz com que investidores abandonem a Renda Variável e busquem segurança. Em um cenário global, portanto, isso significa sair de forma agitada de produtos com risco maior para ativos com maior segurança.

Quando há muito risco, a tendência dos investidores é liquidar operações e colocar o dinheiro onde é mais seguro. Em uma escala global, isso significa esvaziar os mercados emergentes (como o do Brasil) e investir em títulos públicos americanos.

Volatilidade do mercado de ações

O mercado de ações é, por definição, muito volátil. Diversas variáveis influenciam o valor dos ativos. Eventos políticos e econômicos internacionais, por exemplo, podem afetar a oferta e demanda daquele ativo e, com isso, influenciar o seu preço.

Quem opera day trade pode se beneficiar dessas oscilações, embora muitas vezes seja pego na contramão do movimento.

Entretanto, apesar dessa volatilidade, o mercado de ações oferece possibilidades de rentabilidade para o investidor. Aquele que age com cautela e estuda o mundo da Bolsa de Valores pode encontrar oportunidades dentro dessas operações. Afinal, inúmeros ativos dentro do mercado de ações apresentam bons resultados a longo prazo, superando eventuais perdas a curto prazo.

Logo, é mais aconselhável investir na Bolsa de Valores quando se tem um horizonte de longo prazo em mente. No entanto, para isso é necessário estar preparado para suportar as oscilações em seu patrimônio investido em ações. Essas oscilações são normais quando se pretende participar de tal mercado.

Devo vender minhas ações?

Quando o valor das ações cai, devemos focar em entender as razões. Se for devido apenas às flutuações do mercado, não há razão para desespero. No entanto, se a causa estiver relacionada a questões da própria empresa, ou ao ramo em que ela está inserida, é necessário avaliar mais profundamente a conveniência de manter a posição ou vendê-la.

Geralmente, quando se opta por permanecer com as ações, é porque o investidor realizou uma análise prévia sobre a companhia. Além disso, ele deposita sua confiança na futura valorização da empresa.

Contudo, quando se percebe um erro de análise, o correto é mudar de atitude. Assim, ao perder suas convicções no investimento, é preciso avaliar quando é a melhor forma de sair e quando sair.

Existem estratégias operacionais que auxiliam o investidor a evitar perdas mais acentuadas, como a utilização de regras de Stop Loss. Essa é uma estratégia de limitação de prejuízos que consiste na zeragem das posições caso atinjam um patamar de preços estipulado pelo investidor.

Assim, se um papel se desvaloriza até chegar ao patamar definido pelo investidor, é realizada automaticamente a sua venda.

Além disso, as corretoras de valores podem ajudar o investidor na formação de suas convicções sobre o comportamento das empresas. Elas podem fazer análises dos relatórios de balanços e do comportamento do setor econômico no qual a empresa está inserida.

Em caso de dúvidas, o investidor pode contar com a ajuda de um assessor de investimentos. Esse profissional poderá ajudar a interpretar o mercado e emitir sua opinião profissional sobre a empresa.

Quais as oportunidades com a bolsa em queda?

Dizem por aí que toda crise é uma oportunidade. A frase é clichê, no entanto, é verdadeira. Especialmente no mercado financeiro.

De fato, abrem-se muitas oportunidades com as ações em queda. Para aproveitá-las, no entanto, é preciso ter um perfil agressivo e ousado.

Uma das principais estratégias de lucro durante um período de ações em queda é operar vendido. Na prática, vendê-los e esperar que eles se desvalorizem para então comprá-los novamente e devolvê-los. Caso a sua posição seja maior que um dia, preste atenção que talvez você tenha que alugá-los também.

É possível ganhar com essa estratégia por causa da diferença entre o preço inicial e o final do ativo. Por exemplo, se você vender uma ação por R$50,00 e depois de 2 dias recomprá-la por R$30,00, você “lucrou” R$20,00. Pareceu interessante? Então aguarde que falaremos com mais detalhes dessa estratégia!

Outra forma de evitar entrar em pânico quando ver as ações em queda é apostar a longo prazo. Essa ação é extremamente útil quando a razão da queda é um fator externo com data para acabar.

Ou seja: no caso da pandemia do novo coronavírus, sabemos que ela eventualmente terá um fim. Pode demorar alguns meses ou alguns anos, mas ela terminará.

Quando isso acontecer, não há razão para não acreditar que a tendência do mercado é começar a se desenvolver novamente. Assim, caso compre ações de empresas bem estruturadas que esteja resiliente por esse momento de pandemia, poderá acompanhar o seu desenvolvimento.

Operar vendido: investir com ações em queda

Como citamos anteriormente, é possível se beneficiar de ações em queda. Nesse caso, o investidor aluga ações que imagina que cairão de preço, vende no mercado para posteriormente comprá-las e zerar sua posição vendida. Bem como, devolve os ativos alugados.

A locação de ações pode ser uma fonte adicional de receita para os investidores de longo prazo, pois geram retornos enquanto eles carregam suas posições.

Há outras maneiras de lucrar com ações em queda, utilizando-se de opções ou em operações long & short. São operações bem mais complexas, normalmente executadas apenas pelos investidores sofisticados ou profissionais.

Nessa estratégia, operações como essas disponibilizam ganhar o gap entre a valorização de um ativo e desvalorização de outro. Portanto, quanto maior for a diferença de movimentação entre os dois ativos, maiores os lucros.

A importância da diversificação

É normal entrar em pânico quando vemos as ações em queda. No entanto, há um modo interessante de se defender disso: diversificar sua carteira de investimentos.

Essa ação é especialmente útil quando a queda acontece em determinados setores e não em outros. Por exemplo, a confusão entre a Rússia e a Arábia Saudita afetou a Petrobrás. No entanto, não foi algo que atingiu, por exemplo, outra commodity como o ouro.

Por isso, é importante diversificar a sua carteira e comprar ações de empresas de vários segmentos. Dessa forma, quando houver problema em um setor, você se protege com outros.

Conheça seu perfil de investidor

Como vimos neste texto, quem investe no mercado de Renda Variável precisa estar pronto para enfrentar momentos de volatilidade.

Investidores que não estão preparados para as oscilações do mercado devem evitar investir valores expressivos em Renda Variável ou se utilizar das ordens de Stop Loss para minimizar eventuais perdas.

Aqueles mais propensos ao risco costumam passar por situações turbulentas com muito mais tranquilidade, conseguindo até aproveitar esses momentos para aumentar suas posições.

As corretoras de valores podem ajudar os investidores a avaliar as companhias, com seus relatórios de análises.

A Ativa Investimentos, por exemplo, oferece uma série de vantagens para seus clientes, como o contato direto com analistas de investimentos experientes.

Com esse apoio, nossos clientes ficam mais tranquilos quando percebem ações em queda. Afinal, eles sabem que terão o suporte que ajudará a explicar a situação e traçará estratégias para cada contexto.

Está mais seguro para investir mesmo com as ações em queda? Então entre em contato com a nossa equipe para abrir sua conta!

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