• Pesquisar

Conheça os tipos de previdência privada e tire suas dúvidas!

Sabemos que não será possível contar apenas com o INSS para ter aposentadoria tranquila devido ao déficit nas contas da previdência. Uma das opções para complementar e garantir renda no futuro é a previdência privada. Segura e estável, o investimento possibilita renda extra e manutenção do padrão de vida.

Para te ajudar a entender melhor o assunto, vamos esclarecer dúvidas importantes sobre os planos de previdência privada. Além disso, vamos conhecer seus diferentes tipos e para quem cada um deles é indicado. Siga em frente!

Como funciona a previdência privada?

Os planos de previdência privada são produtos financeiros com objetivo de médio e longo prazo, principalmente visando a aposentadoria.

Diferentemente da previdência pública, que tem recolhimento obrigatório, na privada a escolha é facultativa. É usada como forma de complementar o rendimento mensal, uma vez que a aposentadoria pelo (INSS) possui um teto de pagamento. Em síntese, a previdência privada tem duas fases. São elas:

Acumulação

Na primeira, o investidor vai construir seu patrimônio, que aumenta conforme a rentabilidade dos fundos investidos e os novos aportes de recursos.

Utilização de reservas

Já na segunda fase, a partir da data escolhida pelo cliente para usufruir do investimento, o valor já acumulado será utilizado para o pagamento do benefício. Pode ser por meio de saques livres ou contratação de renda.

Vantagens em investir na previdência privada

A previdência privada é um investimento indicado para o longo prazo, principalmente pelo seu incentivo fiscal. Não existe idade mínima para começar a investir. Muitos pais, inclusive, costumam fazer para os filhos ainda na infância, para que possam estudar, viajar ou realizar outros projetos no futuro.

O investimento também oferece outros benefícios que o torna interessante para o longo prazo. Veja a seguir:

Portabilidade

Portabilidade é o direito do investidor de trocar seu investimento de fundo ou sua gestora sempre que entender que existe uma opção mais alinhada com seus objetivos.

No passado, havia a cobrança de taxas de carregamento na portabilidade dos recursos. Hoje em dia, a grande maioria dos planos não as contemplam mais, possibilitando que a portabilidade seja executada sem custos para o investidor. Como não há necessidade de resgatar seu patrimônio, na portabilidade sequer incide imposto de renda.

Assim, a portabilidade é importante para garantir que o investidor possa sempre procurar os melhores fundos para aplicarem seus recursos.

Incentivos tributários 

Além disso, a previdência privada é um investimento vantajoso no médio e longo prazo também no que diz respeito aos incentivos tributários.

Optando-se pela tributação regressiva, as alíquotas de imposto de renda podem chegar ao patamar de 10%. No caso da opção pelo PGBL, essa alíquota pode ser 17,5% inferior à alíquota originalmente incorrida (10% x 27,5%).

Logo, o investidor pode escolher entre duas modalidades de imposto de renda: a progressiva e a regressiva.

Na regressiva

Quanto maior o tempo de resgate, menor a incidência do imposto. Nesse caso, a alíquota inicia-se em 35% e cai 5% a cada dois anos de prazo da previdência, atingindo a alíquota mínima de 10% após 10 anos de investimento.

Na progressiva

Segue exatamente a tabela de tributação de renda das pessoas físicas, obedecendo as mesmas faixas de renda e alíquotas. Nesse caso, as diferentes faixas tributárias não são relacionadas com o tempo do investimento, mas com o volume resgatado.

Ausência de come-cotas

Outra vantagem é a ausência do come-cotas. Esse é o imposto que incide sobre aplicações de alguns fundos de investimento convencionais cobrado a cada seis meses.

Nos planos de previdência isso não ocorre, uma vez que apenas ocorre tributação na data de pagamento dos benefícios ou nos resgates dos investimentos.

Coberturas de risco

Os planos de previdência privada (VGBL e PGBL) contam com coberturas de risco. São pecúlios por invalidez e mortes, quando o benefício é pago uma única vez. Ou então, pensão por morte e da renda por invalidez, quando o benefício é pago mensalmente ou por um determinado período.

Caso o titular do contrato faleça, há a possibilidade e transmissão para os herdeiros indicados na apólice sem que haja a necessidade do pagamento de impostos. Assim ocorre nos seguros tradicionais. Essa é uma prática que já acontece em alguns estados brasileiros onde não há incidência de Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) para os beneficiários dos planos de previdência.

Não entrar no inventário 

Outra vantagem é que os planos de previdência não fazem parte do inventário no caso da morte do titular do plano. Dessa forma, se economiza em honorários advocatícios. Bem como, se antecipa o prazo para a transferência dos recursos, que não passa de 30 dias.

Esse aspecto pode ser muita importância. Um exemplo é no caso do falecimento de um familiar. Nesse caso, os herdeiros geralmente têm dificuldades para custear as despesas até que o inventário se desenrole. Isso pode demora vários meses. Assim, um plano de previdência facilita muito no bem-estar da família.

Liberdade na escolha de seus beneficiários

Por fim, os planos de previdência não obedecem aos critérios de herança habituais. Neles o titular pode, livremente, decidir quem e em que proporção vai receber os valores após seu falecimento.

É facultado, inclusive, a definição de qual a modalidade que esses recursos serão distribuídos. Dessa forma, eles podem ser distribuídos de uma única vez ou por meio de contratação de renda. Isso é muito interessante nos casos de beneficiários incapazes de administrar grandes somas financeiras, pois a decisão pode os garantir uma renda mensal e vitalícia.

Quando optar por previdência privada?

Embora existam os planos de previdência fechada, que são oferecidos por empresas privadas ou públicas como benefício aos seus colaboradores, vamos focar nos planos abertos. Neles, a contratação é livre para todas as pessoas. Eles são mantidos por seguradoras e são distribuídos por bancos, corretoras de seguros e de valores ou distribuidoras de valores mobiliários.

Os dois tipos de previdência privada aberta são o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

A previdência privada ajuda na realização de planos e sonhos no longo prazo. Mas você precisa ficar atento para fazer a melhor escolha, de acordo com seu perfil. Veja a seguir os detalhes e características dos planos VGBL e PGBL para que você encontre a melhor opção para você e sua família.

Vida Gerador de Benefício Livre — VGBL 

O VGBL é indicado para quem é isento, faz a declaração simples do Imposto de Renda (IR) ou como complemento ao PGBL. Além disso, é ideal para quem pretende fazer uma contribuição que esteja acima do valor máximo dedutível dele (12% da renda anual tributável), uma vez que ele não permite que os aportes dos planos sejam abatidos do IR.

Nessa modalidade, uma vez que não é dedutível para fins de imposto de renda, a tributação dos investimentos só ocorrerá na parcela da rentabilidade do fundo, nunca sobre o principal aplicado.

Também pode ser usado para fazer planejamento sucessório, já que os recursos acumulados são transmitidos diretamente aos herdeiros sem passar por inventário e o IR só incide sobre os rendimentos.

Plano Gerador de Benefício Livre — PGBL

O PGBL é melhor para quem faz a declaração completa do IR, já que é uma despesa dedutível desse imposto, respeitado o limite de 12% da renda bruta anual tributada que gerará restituição tributária e consequente ganho fiscal.

Para ter direito a essa dedução, é preciso que o titular do contrato também faça contribuições para a previdência do INSS ou outro órgão previdenciário oficial.

Como o volume investido gerou restituição de imposto de renda, os resgates realizados serão oferecidos ao fisco em seu valor integral. A incidência de imposto obedecerá a tabela de tributação de renda das pessoas físicas da Receita Federal do Brasil.

Quanto custa investir em previdência privada?

Embora não haja nenhum custo de adesão aos planos de previdência, tal como em fundos comuns, há cobrança de taxas de administração na gestão dos recursos investidos. Essas taxas são compatíveis com as cobradas nos fundos livres de investimentos. Ainda que seja uma prática quase extinta, é importante ficar alerta para a existência de eventuais taxas de carregamento nos planos escolhidos. Esses planos devem ser evitados, pois acabam encarecendo o processo, caso haja interesse na troca de plano.

Agora você pode analisar qual tipo de previdência privada é mais vantajoso para o seu caso. Assim, é possível começar a se preparar desde já para garantir uma aposentadoria tranquila depois de longos anos de trabalho. Quanto mais organização e planejamento ao longo do período de acumulação, melhores serão os resultados futuros.

Gostou do conteúdo? Então confira outro artigo do nosso blog e se informe sobre fundos imobiliários. Esteja atento também às suas principais características e vantagens para conseguir bons retornos em suas aplicações.

Deixe seu comentário

2 comentários