• Pesquisar
Riscos de investimentos

Riscos de investimentos: saiba quais são e como gerenciá-los

O que é risco de investimento para você? Por que o brasileiro tem tanto medo de investir, preferindo se apegar a aplicações com rentabilidade próxima a zero (ou até mesmo negativa), apenas pelo receio de se lançar a investimentos com maior potencial de lucro? Se você não tem as respostas para perguntas referentes a riscos de investimentos, continue acompanhando!

Em 2016, uma pesquisa do SPC Brasil mostrou que 7 em cada 10 brasileiros deixam dinheiro “parado” na Caderneta de Poupança. Destes, 5 fazem isso apenas para evitar riscos. Mas será que Poupança é ilesa aos riscos de investimentos?

De início, fica aqui a constatação de que todos os investimentos têm algum grau de risco, de forma que não existe risco zero no mercado financeiro. Mas o risco está diretamente ligado à possibilidade de retorno, de modo que o problema não está na incerteza, e sim na ausência de seu gerenciamento.

Vamos descobrir o que é risco de investimento e como mitigá-lo? Continue a leitura do post e deixe de lado o maior risco que a vida pode oferecer: o de não sair do lugar por medo de dar o primeiro passo!

Qual é a importância de entender sobre os riscos de investimentos?

Quando um investidor insiste em comprar ações de uma empresa com risco de falir, o problema não está no risco investimento. É preciso avaliar se a decisão está desconectada de planejamento e baseada apenas em intuição.

Investidores bem-sucedidos aplicam os valores pensando no longo prazo, prezando por uma carteira diversificada e contando com ajuda especializada.

O medo de investir está, dessa forma, diretamente ligado ao desconhecimento dos produtos do mercado, bem como das variáveis macroeconômicas que servem como gatilho para as flutuações.

Quem conhece os tipos de riscos, as estratégias possíveis, os produtos disponíveis e ainda tem assessoria especializada, costuma ganhar muito mais do que perder.

Quem conhece os riscos dos investimentos:

  • antecipa-se a oscilações;
  • aumenta a chance de sucesso em suas escolhas;
  • garante visão ampla sobre as aplicações financeiras.

Quais os tipos de riscos de investimentos?

Basicamente, existem 5 tipos de riscos. Confira a seguir!

Risco de mercado

Quando falamos sobre riscos de investimentos, na maioria das vezes nos referimos à chance de que as aplicações não rendam o esperado (risco de mercado). Esse risco está associado à volatilidade (flutuação) da cotação, preço ou rendimento de um ativo ao longo do tempo.

Imagine um investidor que compre títulos do Tesouro Selic acreditando que as taxas de juros subam nos próximos anos. Se em vez disso a Selic cair, esse investidor não conseguirá alcançar a rentabilidade esperada. Esse é o risco de mercado.

Outro exemplo clássico desse risco investimento é o do trader, que compra e vende ações dentro do mesmo pregão com fins especulativos.

Imagine que, mesmo após os estudos de Análise Técnica, suas ações desvalorizem ao longo de um dia. Nessa situação, em caso de queda constante, você precisaria vender as ações por um valor menor do que o de aquisição. Pois bem, nesse exemplo hipotético você seria uma vítima do “risco de mercado”.

A melhor forma de suavizar esse risco é diversificando sua carteira de investimentos, estratégia que ajuda a diluir o risco global e aumentar o retorno médio dos ativos. Com isso, se uma aplicação em CDB prefixado eventualmente der prejuízo, isso pode ser minimizado, por exemplo, com cotas de fundos imobiliários adquiridas anteriormente.

Risco de crédito

Popularmente conhecido como “calote”, o risco de crédito é a possibilidade de uma instituição não devolver o capital conforme previamente acordado. Seria o caso de uma empresa que não honrou seus pagamentos de debêntures ou de um banco que faliu e não permitiu o resgate dos saldos em Caderneta de Poupança.

Aqui vale o alerta de que, apesar de ser considerada extremamente segura, a aplicação em Poupança não é isenta de riscos. Além do risco de mercado (Poupança rendendo abaixo da inflação, por exemplo), esse investimento também tem risco de crédito (para aplicações acima de R$ 250 mil).

Isso porque os correntistas são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo que garante o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF e por banco em caso de falência da instituição. O problema é que a proteção só alcança esse teto.

Quem tinha, por exemplo, R$ 750 mil no Banco Santos à época da decretação de sua falência, em 2005, certamente teve problemas para recuperar o valor aplicado. Ou seja, o risco é inerente a qualquer aplicação, mas isso não significa que o melhor é deixar suas economias debaixo do colchão (isso também traz riscos de roubo, danos físicos, desvalorização etc.).

O problema é quando o risco encontra um investidor despreparado, aplicando sem ajuda especializada e com base em achismo.

Risco de liquidez

O risco de liquidez é o risco de ter dificuldade para capitalizar seu dinheiro quando você precisar. Ou seja, é o risco de não conseguir resgatar seu capital quando necessário. O melhor exemplo de baixa liquidez é o vinculado à propriedade de um imóvel, cuja venda pode demorar anos para ser consolidada.

Na outra ponta, existem inúmeros ativos com risco de investimento próximo a zero em matéria de liquidez, como Tesouro Direto, alguns CDBs e LCIs/LCAs, ações líderes em volume de negociação na Bolsa de Valores e até a Caderneta de Poupança.

Para minimizar esse risco, é preciso aumentar o percentual de investimentos de alta liquidez em sua carteira (caso seu interesse esteja no curto/médio prazo) ou voltando os olhos para o longo prazo (mais tempo para resgate).

Risco operacional

O risco operacional engloba tanto a possibilidade de falha técnica em uma operação quanto uma eventual fraude. Porém, esse risco é bem pequeno, uma vez que atualmente há uma forte fiscalização do mercado, além de utilização de tecnologia de ponta nas operações.

Seria o caso daquele dia em que você precisou solicitar um resgate, mas o Home Broker da sua corretora estava fora do ar. Ou de uma situação hipotética em que você envie uma ordem de compra de um CDB e a requisição não seja processada.

Risco legal

No risco legal se enquadraria a situação de o investidor operar por meio de agentes não autorizados, efetuando operações à margem do conhecimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo.

Esse risco de investimento é mais comum fora dos grandes centros, quando investidores são atraídos por pessoas que se apresentam como assessores de investimentos, prometendo de forma ilegal (ou inverídica) retornos fora da realidade do mercado.

Como gerenciar o risco investimento e garantir bom retorno?

Existem algumas formas de manejar um cenário de incertezas no mercado financeiro. Acompanhe algumas dicas!

Diversificar a carteira

Se você direcionar todo seu capital a um mesmo ativo, caso sua previsão não se confirme, o potencial de perda é muito maior.

O investidor deve trabalhar sempre com uma variedade de ativos que, de preferência, tenham gatilhos de flutuação diferentes entre si. Com isso, os riscos de investimentos são diluídos, e o retorno médio é muito maior (o que é matematicamente comprovado).

Estudar profundamente o mercado

O estrategista militar e filósofo chinês Sun Tzu (540 a.C – 470 a.C.) nos ensina que:

Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.

Para ter bons resultados no mercado, é crucial ter conhecimento sobre tudo o que o cerca. Assim, se você sabe, por exemplo, que momentos de queda de juros não são interessantes para aplicações em títulos ligados à Selic e, mais do que isso, que esses períodos favorecem a compra de cotas de fundos imobiliários, suas possibilidades de retorno positivo serão maiores.

Contar com ajuda especializada

Por mais experiente que seja o investidor, tomar decisões tão sérias de forma isolada aumenta o risco de investimento. Até porque, a maioria dos investidores não tem tempo para acompanhar o mercado 24 horas por dia.

Quem investe com a ajuda de gestores ou assessoria especializada tem suporte adicional para encontrar a melhor composição de carteira. A composição deve levar em conta as oportunidades e o perfil de risco, o que faz diferença no resultado final.

Quer investir em ações, mas precisa aprender a lidar com o risco de investimento da Bolsa de Valores? Descubra aqui do que se trata e qual a diferença entre Análise Técnica e Análise Fundamentalista!

Deixe seu comentário

Instagram has returned invalid data.