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Mercado de opções: o que é e como funciona?

Sabia que ao lidar com ações é possível “comprar uma venda”? Pode parecer estranho, mas o fato é que o mercado de opções inverte um pouco a ordem natural das relações comerciais que temos no cotidiano.

Se você ainda não domina esse tema, não se preocupe. Em alguns minutos, você saberá tudo sobre o mercado de opções de maneira fácil e didática. Assim, vai se sentir seguro para entrar de vez nesse universo.

Existem milhares de brasileiros multiplicando seu dinheiro com opções. Vamos aprender por que vale a pena tirar proveito desse instrumento? Continue a leitura!

O que é o mercado de opções?

Opções são contratos que dão ao investidor o direito de comprar (call) ou vender (put) um ativo em uma data futura, a um preço predeterminado. Isso pode ser feito com fins especulativos ou de proteção (hedge), em uma forma menos ofensiva de se investir na Bolsa.

No mercado de opções, quem exerce a opção de compra ou de venda (titular) não tem obrigação de confirmar a operação em data futura. Nesses contratos, as datas de vencimento e o preço da operação a ser realizada no futuro (strike) já são definidos de antemão.

No entanto, se as condições de mercado imaginadas não se confirmarem na data de liquidação, ele não precisa exercer o direito (de compra/venda).

As opções são contratos derivativos, ou seja, contratos futuros cujos preços de compra/venda dependem da flutuação de outros ativos (nesse caso, de ações). Em outras palavras, é o comportamento das ações relacionadas a esses contratos que nortearão suas bases de negociação.

Os contratos futuros podem trabalhar com derivativos não somente de ações, mas também de juros, câmbio ou commodities.

Alguns exemplos de contratos derivativos:

  • mercado de commodities — “CCM” e BGI (contratos derivados, respectivamente, do preço do milho e do boi gordo);
  • mercado de câmbio — “DOL” (contrato derivado do preço do dólar);
  • mercado de opções — “IND” (contrato derivado do índice Bovespa, ou ainda, “PETRF17”, derivado das ações da Petrobras).

O mercado de opções de compra/venda de ações é, portanto, apenas uma ponta desse iceberg dos contratos futuros. Mas neste artigo o foco é o mercado de opções.

Como o mercado de opções funciona?

Opção de compra (call)

Vamos a um exemplo fictício. Imagine que Rodrigo tenha adquirido um lote de opções, mas chegou posteriormente à conclusão de que haverá uma desvalorização desse ativo nos próximos anos. Lara, que também é bastante atuante no mercado financeiro, ao contrário, tem firme convicção (por análise técnica) que esse ativo vai valorizar mais de 500% nos próximos 5 anos.

Nesse cenário, Rodrigo é o “lançador” (vai lançar a possibilidade de venda do ativo). Lara é a “titular” (do direito de comprá-lo) e o objeto-alvo é a ação em questão. Para exercer seu direito (opção) de compra das ações de Rodrigo, Lara deve pagar um pequeno valor (prêmio).

O prêmio pago por Lara é como se fosse um sinal dado para ter o direito de comprar o lote. Ela vai desembolsar R$ 0,50 por ação (prêmio), com strike da opção (preço pré-combinado) a R$ 18,00 para daqui a 12 meses.

Se, de fato, daqui a 1 ano, as ações ultrapassarem esse patamar que Lara imaginava, chegando a R$ 25,00, ela poderá comprar esse ativo de Rodrigo, e ao preço “congelado” de R$ 18,00 (lucro de 39% no bolso). E, se ela quiser, Rodrigo será obrigado a vender.

No entanto, se Lara estiver errada e daqui a 1 ano o lote de opções cair a R$ 13,00, ela poderá declinar de exercer esse direito. Na opção de compra, o titular pode ou não exercer o direito da compra, e o lançador é obrigado a fazer a venda caso o comprador queira fazer valer seu direito.

Em resumo, no mercado de opções do tipo call:

  • comprador da opção (Lara) — direito de comprar o ativo (tem expectativa de alta);
  • vendedor da opção (Rodrigo) — obrigação de vender o ativo (tem expectativa de baixa).

Opção de venda (put)

Agora imaginemos um cenário oposto. Rodrigo comprou ações de outra empresa (1.000 ações a R$ 10,00). Como passou a achar que essa cotação será derrubada no médio prazo (talvez a R$ 8,00), decidiu comprar uma opção de venda dessas ações a R$ 10,00.

Assim, se o preço desse ativo realmente chegar a R$ 8,00 daqui a 12 meses (vencimento), Rodrigo se protege porque garantiu o strike da opção a R$ 10,00 (segurando a cotação de venda para fins de proteção).

Na outra ponta da negociação, temos novamente Lara. Ela, diferentemente de Rodrigo (que agora é o titular do direito, o de venda), crê em alta futura desse ativo e, portanto, será a “lançadora”.

Rodrigo pagará um prêmio à Lara para ter o direito de venda. Se as ações, de fato, se desvalorizarem na data de vencimento, conforme Rodrigo imaginava, ele poderá vender suas ações pelo strike da opção (preço combinado 1 ano atrás) e Lara será obrigada a comprá-las.

Por outro lado, se o tempo mostrar um cenário diferente do que Rodrigo estimou (as ações se valorizaram e já estão a R$ 19,00), ele poderá declinar do seu direito de venda.

Em resumo, no mercado de opções do tipo put:

  • comprador da opção (Rodrigo) — direito de vender o ativo (tem expectativa de queda);
  • vendedor da opção (Lara) — obrigação de comprar o ativo (tem expectativa de alta).

Quais as 4 principais vantagens de se investir no mercado de opções?

Existem benefícios de se investir em opções. Os principais são:

  • liberdade para investir em qualquer tendência;
  • possibilidade de operar alavancado (maximizando potencialmente seus lucros);
  • custos menores dos lotes em relação ao preço da ação no mercado à vista;
  • oportunidade de diversificação de investimentos.

Como investir no mercado de opções?

Para investir em opções, basta abrir uma conta em uma corretora de valores (que lhe dará acesso ao home broker, plataforma de negociação). É preciso, no entanto, possuir conhecimento do mercado, ter perfil agressivo e contar com assessoria especializada.

Existem duas formas de investir no mercado de opções: hedge ou alavancagem. Vamos ver isso em detalhes.

Opções como estratégia de hedge

Compor uma carteira com opções é interessante para quem busca fazer hedge (proteção) de seus investimentos. Quem se utiliza muito desse tipo de gatilho para minimizar riscos são os produtores rurais (que trabalham com commodities).

Imagine que o preço da soja, na entressafra, esteja na casa dos R$ 53,00. O produtor não tem certeza de como essa cotação vai se movimentar durante a colheita, mas precisa garantir que vai vender sua produção, pelo menos, por esse preço.

Dessa forma, para proteger-se de eventuais flutuações de mercado, o produtor compra uma “opção de venda” de R$ 53,00. Aqui, a opção foi usada apenas para se proteger.

Isso é o chamado hedge, a compra do direito (mas não a obrigação) de comprar/vender o que possui a um determinado valor para fins de proteção. Ficou claro que hedge é o oposto da especulação? Enquanto a especulação é uma estratégia mais agressiva, que busca tirar proveito da volatilidade de um ativo no curto prazo, o hedge tenta fugir das oscilações.

Pois é, você pode trabalhar com o mercado de opções para proteger seu capital exatamente como nosso produtor rural hipotético (no hedge, não há “aposta” em movimentos futuros).

Perceba que citamos contratos com commodities e, agora, falamos de lotes de opções. Estamos abordando operação com derivativos (que pode de ser ação, commodity, inflação, juros ou câmbio), com vencimento/liquidação predefinido e preço também pré-estabelecido.

Mais um exemplo de estratégia de hedge seria o de uma empresa com dívidas em US$ 3 milhões que, temendo a variação do câmbio, garante desde já a cotação atual do dólar, por meio da compra de contratos de câmbio no mercado futuro com a cotação vigente.

Assim, você pode usar os derivativos (que incluem o direito de compra/venda de opções) para proteger-se contra o risco de mercado (oscilação brusca de preços).

Um exemplo prático disso

Suponha que você tenha 10.000 ações da Vale a R$ 45,00 (R$ 450 mil) e teme que uma oscilação negativa puxe seu patrimônio para abaixo (se a cotação cair para R$ 40,00, você perde R$ 50 mil). Você pode se proteger desse movimento caso compre o direito de vender sua Vale3 a R$ 45,00.

Com isso, mesmo que o preço das ações seja derrubado, você poderá exercer sua opção de venda e sair da operação sem prejuízo.

Mas não é só esse caminho que você pode adotar na negociação desses contratos. Para quem tem profundo conhecimento no mercado, assessoria especializada, perfil agressivo e carteira diversificada, há possibilidade de adotar estratégia oposta ao hedge, a alavancagem.

Opções como alavancagem

Falamos acima de um investidor comedido, que usa contratos futuros (do mercado de opções e de outros derivativos, como câmbio e commodities) para reduzir riscos decorrentes da mudança de preços.

Mas poderíamos, na ponta oposta do mercado, citar outro perfil, o do investidor experiente e agressivo, que, altamente tolerante a riscos, busca esses contratos para aumentar exponencialmente o retorno da aplicação. Ele trabalha, portanto, com especulação.

Lembra-se da Lara? Pois bem, ela seria um bom exemplo de especuladora. O especulador usa a incerteza do mercado como gatilho de lucro, mas isso, obviamente, não é aposta cega, já que ele se vale de diversos instrumentos de análise do mercado e do contexto macroeconômico.

O risco da especulação é que, além da tentativa de prever as flutuações do mercado, muitos investidores se utilizam da alavancagem, ou seja, da possibilidade de investir um capital muito maior do que o que você realmente tem.

A alavancagem é uma espécie de “empréstimo” contraído junto à corretora de valores para multiplicar seu potencial de retorno.

Se você tem R$ 100 mil e a corretora lhe permite investir em opções com 6 vezes seu capital, qualquer mínima variação positiva entregará lucro imenso no mercado de opções. O problema é que, em caso de perdas, o prejuízo pode até ultrapassar o capital que o investidor tem disponível.

Pois bem, agora que você entendeu como funciona o mercado de opções, continue aprofundando seus conhecimentos sobre o universo dos investimentos. Descubra agora tudo sobre fundos imobiliários: o que são e como investir?

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2 comentários
    • Olá Márcia! No caso, as opções são um tipo de investimento que se baseia em um determinado ativo (como as ações). Nesse tipo de operação o comprador da opção adquire o direito de comprar (opção de compra ou call) ou de vender (opção de venda ou put) um determinado instrumento financeiro a um preço previamente estabelecido ( que será o preço de exercício), em uma data futura, determinada ou durante o período em que ela decorra, pagando, por isso, um preço determinado (o prêmio da opção). O vendedor da opção assume a obrigação de vender ou comprar o ativo objeto, nas condições definidas,caso de o comprador decida exercer o seu direito.

      Se ainda estiver com dúvidas, sinta- se a vontade para entrar em contato com nossa área de atendimento, ou se preferir, é só deixar o telefone e um horário de preferência que entraremos em contato para ajudá-lo da melhor forma possível.