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É possível viver de dividendos? Saiba o que você precisa fazer!

Você sabia que a Lei das Sociedades Anônimas obriga as empresas a distribuir parte de seu lucro líquido aos investidores? A forma dessa divisão de proventos consta de cada estatuto e existem diversos tipos de remuneração, como os dividendos. Já ouviu falar nesse termo? Sabia, inclusive, que é possível viver de dividendos?

Ao longo deste post, você vai descobrir que a tão sonhada independência financeira pode estar mais perto do que imagina.

Confira agora como começar! Continue a leitura!

O que significa viver de dividendos?

Viver de dividendos nada mais é do que conseguir multiplicar o capital por meio do reinvestimento sucessivo dos dividendos recebidos. Dessa forma, após alguns anos, é possível alcançar um patamar de renda periódica que permita retirar parte desses proventos para se sustentar, sem ter mais a necessidade de trabalhar.

Os dividendos são um dos 5 ativos geradores de renda do mercado financeiro. Além dos dividendos, temos:

  • Imóveis locados;
  • Fundos Imobiliários;
  • Tesouro Diretode remuneração semestral;
  • Caderneta de Poupança (a menos rentável das opções, como mostramos neste outro artigo).

Sonho para qualquer investidor, esse nível de sucesso exige diversificação de investimentos, escolha estratégica das melhores ações, entre outras iniciativas que você conhecerá ainda neste artigo.

Quais são as principais vantagens de viver de dividendos?

Existem muitas razões para adotar a estratégia de crescimento de patrimônio com dividendos. Veja as principais.

Isenção fiscal

Poucas aplicações financeiras são isentas de tributação, como os rendimentos de aluguel dos Fundos Imobiliários, as LCIs/LCAs e os dividendos.

A ausência de impostos permite que a fração que seria paga em tributos seja reinvestida, aumentando seu capital em progressão geométrica.

Fácil entendimento da mecânica de pagamento

Os dividendos são creditados em conta corrente após aprovação do Conselho de Administração da empresa e comunicação à CVM. Como você verá abaixo, há poucas situações em que uma empresa se vê desobrigada a fazer a divisão dos lucros na forma de dividendos, o que torna esse recebimento mais previsível.

Transparência no cálculo de pagamento

Se um empresa anunciar que distribuirá dividendos anuais de 7% (com ação a R$ 50,00), você descobrirá o valor por ação com o seguinte cálculo:

0,07 × 50 = R$ 3,50

Logo, se você tiver em custódia 5.500 ações, receberá R$ 19.250,00 de dividendos (R$ 3,5 × 5.500).

Quais são os riscos de viver de dividendos?

No mercado financeiro, Pay out é o termo utilizado para definir o percentual de lucro líquido distribuído por uma empresa. Então, pela lógica, quanto maior esse índice, melhor seu investimento, certo? Nem sempre.

Quando uma empresa tem lucro, existem vários caminhos possíveis para esse capital. Pode ser a aquisição de novas empresas, recompra das próprias ações, reinvestimentos na própria companhia ou distribuição de dividendos.

No Brasil, por lei, 25% dos lucros devem ser distribuídos como dividendos. Mas há empresas que ultrapassam esse percentual, o que, a depender de sua situação financeira (se já fragilizada por fracos resultados anteriores), pode prejudicar sua expansão.

A possibilidade de uma empresa se enfraquecer ao longo dos anos pela falta de sustentabilidade da política de dividendos está atrelada ao seu eventual histórico de dificuldades orçamentárias. Esse fato reforça a necessidade de conhecer profundamente a saúde econômico-financeira da companhia (inclusive de períodos passados) antes de tomar a decisão de investimento.

Assim, o pay out não deve ser analisado isoladamente, mas em conjunto com dados financeiros/contábeis, a fim de ter certeza de que divisão de proventos não significa perda de crescimento.

Além dessa questão, a estratégia de viver de dividendos está submetida ao risco de mercado (risco de que a aplicação não traga os resultados esperados). Aliás, isso é inerente ao universo dos investimentos, seja de Renda Fixa ou Renda Variável. Aproveite para ver outros riscos de investimento e como administrá-los.

Quais os tipos de proventos distribuídos pelas empresas?

Além dos dividendos (cujo pagamento é feito prioritariamente a quem tem ações preferenciais), a distribuição de lucro pelas empresas se faz de muitas maneiras.

Juros sobre Capital Próprio (JCP)

A diferença fundamental entre dividendos e JCP é que, no primeiro, o pagamento é livre de impostos, enquanto sobre o segundo incide tributação. Exatamente por isso, é preciso verificar, quando do anúncio do pagamento desses proventos, se o valor será bruto (antes do desconto de impostos) ou líquido (tributos já deduzidos).

Para as empresas, também há uma diferença interessante: o pagamento de juros sobre capital próprio permite seu registro contábil como despesa financeira, o que resulta em redução do lucro tributável, derrubando o IR a ser pago.

Bonificação

Diferentemente dos dividendos e dos JCPs, que se referem a proventos em dinheiro, na bonificação, as ações são os alvos de divisão. Trata-se de um mecanismo de distribuição gratuita de novas ações (na proporção do que cada investidor tem em custódia), por conta do aumento de capital da sociedade ou de incorporação de reservas.

Dividendo especial extraordinário

Pago em virtude da ocorrência de fatos inesperados, como fusão ou aumento de caixa. Quem recorreu recentemente a esse instituto foi a Embraer, que, após a conclusão do negócio com a norte-americana Boeing, anunciou a entrega de US$ 1,6 bilhão em dividendos especiais extraordinários.

O que é preciso fazer para elaborar uma estratégia?

Para formar uma estratégia de investimento em dividendos, é importante ter a consultoria de um profissional de investimentos que acompanhe o mercado de perto. O processo envolve as seguintes iniciativas.

Conhecer a operacionalização do pagamento

Para viver de dividendos, é preciso conhecer algumas nomenclaturas básicas:

  • data de registro — corte que as empresas usam para definir quem são os acionistas elegíveis para receber dividendos;
  • data ex-dividendo data a partir da qual uma ação perde direito aos dividendos;
  • data de declaração — data em que o Conselho de Administração anuncia os detalhes sobre o pagamento dos dividendos.

Escolher boas empresas que pagam dividendos

Uma forma de descobrir quais são as empresas que pagam mais dividendos é , que é a divisão do pagamento a ser feito pelo valor da ação antes do repasse dos proventos.

Estudar a fundo a saúde financeira das empresas

Viver de dividendos é perfeitamente possível, desde que esse fluxo venha de empresas sólidas, de gestão transparente e com alto potencial de crescimento. Mas como obter esse diagnóstico?

A maneira mais comum é com análise fundamentalista, uma avaliação profunda da situação econômico-financeira, contábil e mercadológica da companhia.

Esse estudo busca fazer um raio-X da empresa, projetar resultados futuros e estimar o valor justo para suas ações, o que é alcançado mediante verificação de demonstrativos de resultados, balanços patrimoniais, relatórios contábeis etc. Desses documentos, extraem-se indicadores-chave ao investidor, como Margem Líquida, Lucro por Ação, Preço/Lucro das Ações (P/L) e EBITDA.

A análise fundamentalista é, portanto, um retrato da empresa em determinado período, um parâmetro tão importante a um acionista quanto uma bússola é a um navegador.

Montar um planejamento com juros compostos

Falamos aqui que é possível viver de dividendos, mas, para isso, é imprescindível ter um planejamento com metas de retorno, regulação da compra de ações e reinvestimento dos ganhos.

Seria o caso, por exemplo, de ter 2.000 ações de uma empresa que acaba de anunciar distribuição de R$ 2,50 por ação a título de dividendos.

Imagine que, após a distribuição, o preço das ações preferenciais tenha chegado a R$ 15,00. Com os R$ 5.000,00 que você ganhou (2.000 × 2,5), poderá comprar mais 333 ações, aumentando ainda mais sua base de cálculo na próxima distribuição de dividendos.

Conhecer as situações em que não há pagamento de dividendos

Casos em que a empresa pode não pagar dividendos:

  • insuficiência de lucros — se não houver lucro no exercício ou em exercícios passados, os acionistas não recebem dividendos;
  • manutenção de ações na tesouraria — há situações em que a empresa compra suas próprias ações (para cancelamento ou posterior revenda). Enquanto elas estão na tesouraria, não há geração de dividendos;
  • situação financeira incompatível com a distribuição de dividendos — previsto no artigo 202, § 4º da Lei 6.404/76. Se a empresa tiver lucro, mas estiver mergulhada em dificuldades, é permitido, mediante comunicação à CVM, adiar a distribuição de dividendos.
  • montante é suficiente apenas para pagamento dos dividendos “fixos”/“mínimos” — se o estatuto prever o pagamento dos dividendos nesse formato, caso o lucro líquido seja suficiente apenas dar conta dos portadores de ações preferenciais, os demais acionistas (com ações ordinárias) não receberão dividendos.

Montar uma carteira diversificada

Viver de dividendos passa pela montagem de uma carteira recomendada de investimentos, diversificada e com foco no médio e longo prazo. Como já tratamos em outros artigos, direcionar todo seu capital para um único investimento, independentemente de qual seja, eleva exponencialmente seu risco (de forma desnecessária).

Deve ser observado também o histórico de distribuição, o dividend yield, além do rigor da companhia em realmente promover a liberação dos valores periodicamente.

Buscar uma corretora de valores que ofereça assessoria especializada

Por mais experiente que seja o investidor, a escolha da corretora de valores é crucial no sucesso da estratégia.

Quem recorre a uma corretora com tradição e know-how no mercado financeiro, tem à disposição uma equipe de experts em investimentos, contando com monitoramento permanentemente do mercado em busca das melhores oportunidades.

A Ativa Investimentos oferece suporte ao investidor, plataformas de investimentos e assessores especializados para o alcance da tão sonhada independência financeira. Abra sua conta aqui!

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2 comentários
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