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Que tal investir em Fundos de Ações? Saiba mais aqui!

Que tal investir na Bolsa de Valores? Acha arriscado? Sabia que existe uma forma de aplicar na Bolsa com supervisão especializada? Pois bem, seja bem-vindo ao universo dos Fundos de Ações, investimento que, entre janeiro e setembro de 2019, acumulou rentabilidade média de até 24% ao ano. Nada mal, certo?

É fácil entender a razão. Com as taxas de juros atualmente em queda, os investimentos em Renda Fixa estão menos atrativos em relação à Renda Variável. A título de exemplo, em 2018, quem deixou seu dinheiro na Caderneta de Poupança amargou rentabilidade real próxima de zero. Isso mesmo, 4,62% de rendimento bruto contra 3,75% de inflação oficial. Por outro lado, os Fundos de Ações em dividendos apresentaram rentabilidade de 12,94%. Percebeu a diferença?

Nesse novo cenário econômico (de Selic abaixo de 6%, bem distante dos 14,25% de 2016, por exemplo), tem sido fundamental diversificar a carteira de investimentos. Dessa forma, é possível avançar sobre ativos de Renda Variável com excelente histórico de retorno. Um exemplo são os Fundos Imobiliários e, é claro, os Fundo de Investimentos em Ações.

Continue a leitura para descobrir por que investir em Fundo de Ações é um bom negócio!

O que são Fundos de Ações?

Um Fundo de Ações é um Fundo de Investimento com 67% do valor da carteira aplicado em ações ou em cotas de outros Fundos de Investimentos em Ações (FIA). 

Em resumo, um Fundo de Investimento é o agrupamento de recursos financeiros de inúmeros investidores. Esse montante fica nas mãos de gestores especializados, de acordo com as estratégias, objetivos e políticas de aplicações indicadas no regulamento do Fundo.

Os Fundos de Investimento são criados por um administrador em conjunto com uma gestora, ambas instituições reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CMV). Além disso, elas são autoreguladas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Eles podem ser de dois tipos:

  • abertos — permitem a entrada de novos investidores, o aumento da participação dos antigos por meio de novos aportes e o resgate de cotas;
  • fechados — não permitem a livre entrada/saída de investidores e o resgate das cotas somente se dá no término de duração do Fundo.

Dos Fundos de Investimento, os Fundos de Ações são os que apresentam maior potencial de retorno. São indicados para quem tem objetivo de longo prazo e perfil agressivo, ou seja, maior tolerância a riscos em nome de uma maior possibilidade de rendimento.

Como funcionam os Fundos de Ações?

Nesse tipo de aplicação, gestores e analistas estudam as condições macroeconômicas e as oportunidades do mercado de ações. Com isso, buscam encontrar ativos com maior potencial de valorização entre as opções listadas em Bolsa.

Para esse diagnóstico, são utilizados:

Esse cenário é bem diferente da aplicação direta em Bolsa de Valores. Nela, o investidor opera livremente no pregão, sendo o único responsável pelas decisões de investimento. No Fundo de Ações é diferente: o investidor compra cotas do Fundo, mas não participa das decisões.

Por outro lado, por contar com gestão profissional, o Fundo tem maiores possibilidades de retorno positivo em comparação com um investidor que pouco conhece o mercado. Até mesmo na comparação com aquele que conhece, mas não tem tempo para ficar o dia inteiro pensando em estratégias.

Confira a seguir quais são os custos dos Fundos de Ações.

Taxa de administração

A taxa de administração é a remuneração pelo trabalho executado pelos gestores e pelo administrador do Fundo de Ações. Trata-se de um percentual anual que incide sobre o total aplicado, mas que é provisionado (deduzido) diariamente. Dessa forma, o valor da cota publicado diariamente pelo gestor é líquido (já deduzida a taxa de administração).

Assim, um investidor com R$ 50 mil em um Fundo de Ações com taxa de 2% a.a. pagará durante o ano R$ 1 mil.

Taxa de performance

Alguns Fundos podem cobrar taxa de performance, desde que previsto no regulamento. Essa taxa é uma espécie de “bonificação” aos gestores que conseguem fazer o Fundo superar determinada meta pré-estabelecida (benchmark).

Ao contrário do que se pode imaginar, essa taxa é interessante para o investidor, pois só incide sobre a parcela da rentabilidade que superou o índice de referência. Dessa forma, é um excelente estímulo para que os gestores busquem permanentemente a maximização da rentabilidade do Fundo.

Vamos a um exemplo prático. Imagine um Fundo de Ações que cobre 20% de taxa de performance sobre a parcela que exceder o Ibov. Se esse Fundo ultrapassar em 5% a rentabilidade do Ibovespa, os gestores serão remunerados em 1% sobre o patrimônio do fundo:

0,05 × 0,20 = 0,01 = 1%

Quais são os principais tipos de Fundos de Ações?

Segundo a ANBIMA, o Fundo de Investimentos em Ações é classificado de acordo com as categorias apresentadas a seguir.

Fundos de gestão passiva/indexados

São os Fundos que buscam replicar a performance de um índice (como o Ibov, por exemplo).

Fundos de gestão ativa

São os Fundos de Investimentos em Ações que têm o objetivo de superar um índice de referência. Esses Fundos são subdivididos em 5 subcategorias.

Valor/Crescimento

São fundos que buscam retorno por meio da seleção de empresas cujo valor das ações negociadas esteja abaixo do “preço justo” estimado (estratégia valor).

Pode ser ainda aquelas empresas com histórico e/ou perspectiva de continuar com forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em relação ao mercado (estratégia de crescimento).

Dividendos

Mais conservadores, aplicam em companhias com excelente histórico de pagamento de dividendos e ótimo dividend yield.

O dividend yield é a rentabilidade relativa dos dividendos pagos pela empresa, calculado pela divisão do valor do dividendo pela cotação da ação em determinado período.

Small Caps

Mais agressivos do que o Fundo de Ações de Dividendos, têm pelo menos 85% da carteira formada por empresas que não estão entre as 25 maiores participações do IBrX. No entanto, essas empresas têm fundamentos sólidos e alto potencial de crescimento.

Setoriais

Fundos que investem em empresas do mesmo setor ou em um conjunto de setores afins. Esses fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para definição dos setores, subsetores ou segmentos elegíveis para aplicação.

Livre

Não precisam seguir uma estratégia específica e têm até 30 ações em seu portfólio.

Sustentabilidade / Governança

Fundos que investem em empresas que apresentam bons níveis de governança corporativa. Bem como, empresas que se destacam em responsabilidade social e sustentabilidade empresarial no longo prazo. Tudo isso precisa estar em conformidade com critérios estabelecidos por entidades reconhecidas pelo mercado ou supervisionados por conselho não vinculado à gestão do fundo.

Esses fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para definição das ações elegíveis.

Índice Ativo (Indexed Enchanced)

Por fim, esses são Fundos que têm como objetivo superar o índice de referência do mercado acionário. Eles se utilizam de deslocamentos táticos em relação à carteira de referência para atingir seu objetivo.

Há ainda os Fundos de Ações específicos, como os que investem em uma única empresa (extremamente agressivos) e os Fundos de Ações ligados a investimentos no exterior (quando pelo menos 40% do patrimônio é aplicado em ativos financeiros internacionais).

Quais são os benefícios para o investidor?

Gestão especializada

Os Fundos de Ações são a forma mais fácil de investir na Bolsa de Valores, já que as estratégias de aplicação são definidas por gestores profissionais. Ou seja, você conta com expertise em vários processos como:

  • diagnóstico de cenários;
  • estruturação das combinações da carteira;
  • escolha do melhor momento de negociação.

Isso é essencial principalmente para aqueles que ainda não têm experiência no universo dos investimentos, mas ao mesmo tempo querem multiplicar seu capital e sair do marasmo da Poupança.

Acesso a uma grande variedade de ativos (que nem sempre estão disponíveis ao investidor individual)

Os Fundos de Ações permitem mais do que diversidade de investimentos. Eles abrem as portas para se ter acesso a ativos que você não teria se tentasse aplicar sozinho.

Um exemplo são os Brazilian Depositary Receipts (BDR) de nível 1, recibos de empresas estrangeiras negociadas na Bolsa brasileira. Esse é o caminho mais fácil para quem quer investir nas ações dos gigantes internacionais sem sair do Brasil.

Automatismo no pagamento de impostos

Alguns investimentos dão trabalho na hora da tributação. É o caso da aplicação direta na Bolsa, que exige pagamento via DARF até o último dia útil do mês seguinte.

No Fundo de Investimentos não há necessidade de pagar DARF. Da mesma forma, não há incidência dos chamados come-cotas (tributações que incidem semestralmente nos demais Fundos de Investimento). Nos Fundos de Ações, a tributação é feita uma única vez —  no resgate — , a uma taxa fixa de 15%.

Tributação menor do que em outros Fundos de Investimento

A tributação dos Fundos de Investimento obedece a uma tabela regressiva, que vai de 22,2% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias). Assim, nos Fundos de Ações, há uma taxa única de 15%, independentemente do tempo de aplicação.

E quanto aos principais riscos dos Fundos de Ações?

Como já explicamos em outros artigos, todos os investimentos têm riscos, inclusive a própria Caderneta de Poupança. O risco é inerente à essência do dinheiro, de forma que o grande problema do risco não está em sua existência, e sim na ausência de sua gestão.

Um dos principais riscos dos Fundos de Ações é o risco de mercado. Ou seja, a possibilidade de que a variação negativa de preços impacte o desempenho do fundo, com ações em queda.

O outro risco é o de liquidez. Nesse caso, estamos nos referindo à chance de não conseguir resgatar os recursos no momento requisitado. Também é preciso mencionar que quem opera por meio de um Fundo não autorizado pela CVM corre o risco legal, pela realização de operações irregulares.

Como você viu, os Fundos de Ações são uma excelente alternativa para o investidor que deseja potencializar os seus rendimentos sem ter que gastar muito tempo se dedicando ao estudo do mercado. Mas lembre-se de que a chave para se ter sucesso é fazer uma boa diversificação da carteira e contar com uma corretora com credibilidade no mercado.

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