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Juros simples e compostos: entenda o que é e como obter maior retorno!

Se você tem estudado sobre investimentos, especialmente os de Renda Fixa, provavelmente já deve ter ouvido termos como juros simples e compostos. A diferença entre eles, no entanto, nem sempre fica clara.

Os juros são a remuneração do investidor ao colocar seu dinheiro em aplicações de Renda Fixa, que podem ser prefixadas ou pós-fixadas. No primeiro caso, sabemos a porcentagem exata de juros que serão pagos em determinado período. Já no segundo, o valor acompanhará algum indexador econômico — falaremos mais sobre isso no fim do artigo.

A diferença no cálculo de rendimento é da aplicação. No caso dos juros, existem outros dois tipos: os simples e os compostos. Saber como escolher entre eles pode ser o que separa uma rentabilidade enorme de uma pequena. Se você quer investir, siga a leitura do artigo até o fim!

Entenda as principais diferenças dos juros simples e compostos

A diferença entre juros simples e compostos está na sua incidência sobre determinado investimento. Na prática, os simples são considerados apenas em cima do valor inicial da aplicação, enquanto os compostos incidem sobre juros previamente calculados.

O crescimento do retorno de um investimento com juros simples é linear. Ele sempre renderá determinado montante por ano, crescendo de forma estável. Já a rentabilidade dos juros compostos é exponencial, ou seja, quanto mais tempo passa, maior ela é.

Vamos ver um exemplo que deixa bem clara a diferença entre os dois tipos de juros para você aprender a gerir seus investimentos da melhor maneira possível e não perder oportunidades.

Suponha que você empreste R$6.000,00 para um familiar. Ele promete pagar tudo de volta em 3 anos, com juros simples de 10% ao ano calculados com base no valor total da dívida. Isso significa que, a cada ano, ele faria um depósito de R$2.600,00 para você (R$2.000 da parcela do empréstimo e R$600,00 de juros simples).

No fim dos 3 anos, você teria R$7.800,00, com um lucro de R$1.800,00. Em termos de rentabilidade, os juros simples garantiram um crescimento estável.

  • Ano 1: R$600,00.
  • Ano 2: R$600,00.
  • Ano 3: R$600,00.

Você “aplicou” R$6.000,00 com um familiar e recebeu 10% de juros simples ao ano, sem problemas. Fácil, não é mesmo?

Agora, suponha que um amigo tenha pegado esses R$6.000,00 e investido em um título do Tesouro Direto que, no nosso exemplo, renda 10% ao ano, com vencimento em 3 anos. Nesse caso, o Tesouro Direto tem juros compostos, o que faz com que a rentabilidade seja calculada com base em juros anteriores.

  • Ano 1: rendimento de R$600,00 (10% de R$6.000,00).
  • Ano 2: rendimento de R$660,00 (10% de R$6.600,00).
  • Ano 3: rendimento de R$726,00 (10% de R$7.260,00).

No fim do período, o seu amigo recebeu do Tesouro Direto R$7.986,00. O rendimento foi de R$1.986,00. Essa é a diferença entre juros simples e compostos. Apenas para deixar claro, o seu amigo poderia ter lucrado muito mais se o acordo durasse mais tempo. Continue a leitura e veja como isso aconteceria!

Aprenda a calcular os juros simples e compostos

Até o momento, já vimos a diferença entre juros simples e compostos. Como calcular o rendimento deles, no entanto, é outra conversa. Para isso, é necessário saber um pouco de matemática ou usar uma planilha no Excel.

Os dois tipos de juros contam com fórmulas diferentes. Para calculá-los, basta inserir os valores nelas e fazer as contas. Para começar, vejamos a fórmula dos juros simples:

  • J = C × i × t

Na fórmula, as letras significam o seguinte:

  • J = juros simples;
  • C = capital investido;
  • i = taxa de juros;
  • t = tempo de aplicação.

Voltemos ao exemplo do empréstimo para ver como podemos aplicar a fórmula para calcular o ganho com juros simples. Naquele caso, tínhamos R$6.000,00 de capital investido, com juros de 10% ao ano e duração de 3 anos, ou seja:

  • J = 6.000 x 0,10 x 3
  • J = 1.800

Resultado: lucrou-se R$1.800,00 com essa aplicação, fora os R$6.000,00 que foram recebidos de volta, totalizando R$7.800,00.

A fórmula dos juros compostos é parecida, mas com uma diferença crucial: ela é exponencial. No caso, é a seguinte:

  • M = C × (1 + i) t

Nesse caso, as letras significam o seguinte:

  • M = montante recebido;
  • C = capital aplicado;
  • i = taxa de juros;
  • t = tempo de aplicação;
  • 1 = elemento matemático necessário para que a fórmula entregue o valor dos juros já aplicado ao capital investido. Sem ele, não conseguiríamos calcular a exponencialidade dos juros compostos.

Vejamos a aplicação prática da fórmula. Para isso, vamos voltar ao exemplo: R$6.000,00 investidos no Tesouro Direto com vencimento em 3 anos e rendimento de 10% ao ano. Ficaria assim:

  • M = 6.000 x (1 + 0,10) 3
  • M = 6.000 x 1,331
  • M = 7.986.

Resultado: o seu amigo recebeu R$7.986,00, dos quais R$6.000,00 são do capital inicial e R$1.986,00 de lucro. Na prática, o investimento com juros compostos gerou ganho quase 11% maior.

No entanto, como os juros compostos geram ganhos cada vez maiores, o rendimento poderia ter sido mais polpudo se a aplicação durasse mais tempo. Veja a seguir a comparação entre juros simples e compostos se investíssemos R$6.000,00 com 10% ao ano em ambos.

  • 5 anos: R$3.000,00 de rendimento nos juros simples e R$3.663,06 nos compostos.
  • 10 anos: lucro de R$6.000,00 nos juros simples e R$9.562,45 nos compostos.
  • 15 anos: R$9.000,00 de ganhos nos juros simples e R$19.063,49 nos compostos.

Saiba como utilizar os juros compostos para investir melhor

Deu para ver que, entre rendimentos calculados com juros simples e compostos, o ideal é optar pela segunda opção, afinal, o ganho é consideravelmente maior. Dessa forma, você receberá mais dinheiro conforme o tempo passar.

Esse é, aliás, o segredo para investir com os juros compostos: quanto mais tempo passar, maiores serão os ganhos. Por isso, as aplicações com esse tipo de juros são as mais indicadas para o longo prazo.

Se você quer investir em aplicações com juros compostos, saiba que elas são a maioria no mercado atualmente. Listamos a seguir algumas para você:

  • Tesouro Direto;
  • CDB;
  • LCI;
  • LCA;
  • CRA;
  • CRI.

Todas elas podem ser prefixadas — quando conhecemos exatamente a taxa de juros do seu rendimento (por exemplo, 10% ao ano) — ou pós-fixadas — quando a rentabilidade está atrelada a um indexador econômico. Um CDB, por exemplo, pode estar atrelado à variação do CDI, que é uma taxa de juros que regula os empréstimos entre bancos, ou ao IPCA, que é o indicador da inflação no país.

Conhecendo a diferença entre juros simples e compostos, você pode gerir melhor os riscos de investimentos e passar a lucrar mais com a sua carteira, afinal, já sabe que deve deixar as aplicações de renda fixa rodando por mais tempo.

A diferença entre os dois tipos de juros é só o começo. Se você quer lucrar bastante, precisa estudar mais, inclusive sobre indicadores econômicos. Comece agora mesmo entendendo o que é IPCA e como ele pode afetar os seus investimentos!

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