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Contração do PIB será maior do que o previsto anteriormente

Hoje, no Palavra do Especialista da Ativa Investimentos, divulgaremos nossa nova perspectiva de crescimento para o Brasil e para outros países. Também abordaremos como isso pode impactar a inflação brasileira.

Com o avançar da crise causada pelo Covid-19, é possível mensurar de maneira um pouco mais robusta qual é o tamanho do buraco causado na economia. Em posse de alguns dados oficiais da economia local e de outros países, além de coletas de alta frequência, alteramos nossa perspectiva para o PIB de 2020 e 2021.

Primeiramente, no cenário internacional, fica mais clara a contração no PIB mundial. A revisão mais acentuada que promovemos foi sobre o crescimento chinês, após conhecermos o resultado do PIB 1T20.

Reduzimos a perspectiva de PIB de 5% para 3% em 2020, mas elevamos de 7% para 7,5% o crescimento de 2021. Apesar do efeito, base alto de 2020 sobre 2021, houve também frustrações em relação às medidas do governo local até agora, o que reduz o potencial do ano que vem.

Em relação aos Estados Unidos, passamos a esperar contração de 4% da economia americana, em 2020, ante expectativa anterior de recessão de 2%. De maneira análoga e sob uma alteração na perspectiva de recomposição do consumo, revisamos a alta do PIB de 2021 de 2% para 3%.

Por sua vez, na Europa, a contração do PIB esse ano será muito intensa. Além da doença ter massacrado relativamente mais o continente, ficou mais evidente a incapacidade de promover estímulos significativos na região. Deste modo, a queda do PIB de 2020 foi ampliada de -4% para -5%, com manutenção na perspectiva de crescimento para 2021 em 1%.

Com isso, nossa perspectiva para o PIB global foi reduzida de -0,2% para -1%, em 2020, com consequente elevação do crescimento para 2021, de 3,1% para 3,5%.

As perspectivas para o Brasil

Deste modo, por si só, a revisão do PIB global já afetaria sobremaneira a economia brasileira através da balança comercial, em função da contração da demanda por exportações brasileiras.

Contudo, o cenário por aqui não é favorável. Além de alguns Hard data, como a produção industrial de março terem indicado que o buraco da economia tende a ser mais profundo do que estimado anteriormente, alguns dados de alta frequência, como os do comercio varejista (publicados nesta coluna dia 13 de abril), intensificam essa percepção.

Com isso, revisamos nossa projeção de crescimento em 2020 de -2,75% para -5%, com modesta elevação no PIB de 2021, de 2,5% para 3%.

Com isso, nossa perspectiva para a inflação de 2020 foi reduzida de 1,8% para 1,1%. Para 202, a projeção para o IPCA acabou sendo reduzida, apesar da revisão altista do PIB para o ano, uma vez que os efeitos da inércia de 2020 para 2021 sobrepujaram a perspectiva de breve aquecimento da atividade. Deste modo, a projeção para 2021 acaba sendo reduzida de 3,4% para 3,3%.

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