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Liderança feminina: confira seu impacto no mercado financeiro

Hoje, já se percebe que a liderança feminina faz falta ao mundo corporativo. Mas o que muitos não sabem é que a ausência de mulheres em postos de comando freia oportunidades de negócio.

Em 2019, o Brasil ocupava a 10ª posição no ranking dos países com mais empresas com lideranças femininas. Segundo a International Business Report (IBR) – Women in Business, as mulheres estão presentes em 93% das companhias nacionais. Esse número está acima da média mundial, mas ainda temos muito a melhorar.

Quer entender a relação entre crescimento econômico e liderança feminina nas organizações? Continue a leitura para saber mais!

Dados sobre liderança feminina

As mudanças na economia mundial, a globalização e os movimentos de emancipação feminina derrubaram muitas barreiras. Além disso, abriram espaço para que a mulher fosse além da simples ocupação de postos de trabalho, exercendo importantes funções nas companhias. A partir daí, surgiram novas lideranças e novas formas de liderar.

Um dado interessante é que, durante a pandemia, os países que têm apresentado melhores resultados no combate ao novo coronavírus são comandados por mulheres (Alemanha, Islândia, Taiwan e Nova Zelândia). Já as empresas com liderança feminina têm resultados 20% melhores, segundo  levantamento da ONU em junho de 2019.

A gerente de divisão da Robert Half, Ana Guimarães, afirma que existem alguns pontos que diferenciam a gestão feminina. Uma delas é a capacidade de adaptar a comunicação, conforme a necessidade do ambiente e dos interlocutores.

Como isso impacta o setor financeiro?

A ausência de liderança feminina segura a expansão de muitas empresas. O motivo é que homens e mulheres têm vivências diferentes. Portanto, tendem a ter também olhares distintos sobre um mesmo problema.

Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o simples equilíbrio de gênero nos cargos de gestão já seria suficiente para injetar US$ 28 trilhões no PIB global até 2025.

Esse dado é o agrupamento de pequenos resultados individuais. Um exemplo é o estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o aumento no lucro (entre 5% e 20%) das empresas que equilibraram gênero em suas posições de comando.

Como isso influencia nos investimentos?

Segundo pesquisa da Page Executive, especialista em recrutamento e seleção, as mulheres estão apenas em 16% dos cargos de gestão das grandes empresas. Além disso, ainda têm salários inferiores aos dos homens — em torno de 76,52% do rendimento masculino.

A mudança desse cenário teria impactos para os investimentos. Afinal, a liderança feminina no mercado de trabalho não apenas eleva a performance das empresas, mas também reduz as desigualdades. Asim, há uma maior harmonização das condições financeiras da população.

Com o aumento do padrão de vida das mulheres, cresce também a base dos investidores no Brasil. Apenas entre 2018 e 2019, o número de mulheres que decidiram investir na Bolsa de Valores aumentou em mais de 50%.

Mais mulheres no mercado significa ainda mais liquidez nas operações em Renda Fixa e Variável. Trata-se, portanto, de um movimento imprescindível para o desenvolvimento do país como um todo.

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