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Esclarecemos 7 principais dúvidas sobre a taxa Selic baixa

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Se você tem acompanhado as notícias de economia, provavelmente já reparou que vivemos um momento histórico. E não estamos falando só da Covid-19, da queda da Bolsa de Valores e da alta do dólar. A questão é a Taxa Selic baixa, que nos últimos tempos não para de ser reduzida.

A cada nova reunião do Copom, recebemos a notícia de que a Selic bateu uma nova mínima histórica. No entanto, o que isso significa para os seus investimentos?

Será que esse fenômeno é bom ou ruim para a sua carteira? Ele traz novas oportunidades? Você precisa ajustar suas aplicações ou não? São muitas dúvidas, não é mesmo?

Pensando nisso, resolvemos esclarecer as principais questões envolvendo o ciclo de baixa da Taxa Selic. Continue acompanhando para conferir!

Qual é a diferença entre Taxa Selic Over e Taxa Selic Meta?

Se você já pesquisou para saber o que é Selic, deve ter se deparado com dois termos não tão comuns. Estamos falando de Taxa Selic Over e Taxa Selic Meta. O que será que eles significam?

Taxa Selic Meta

Apesar de parecer complicado, na verdade a situação é bem simples. A Taxa Selic Meta é o valor estipulado pelo Banco Central para o controle dos juros na economia do país.

Ela tem esse nome porque é uma meta criada para ser usada como referência para todas as demais taxas de juros como, por exemplo, de credito.

Por isso, sempre que você ouvir no telejornal ou ler na internet que a Taxa Selic caiu ou subiu, saiba que a notícia está falando da Taxa Selic Meta.

Taxa Selic Over

Já a Taxa Selic Over é um pouco mais complicada, mas nada que não dê para entender. Os bancos no Brasil são obrigados por lei a ter uma determinada quantia de dinheiro em caixa todos os dias.

Caso eles não consigam bater a meta por qualquer motivo, eles pegam dinheiro emprestado com outros bancos no fim do dia, para devolver na manhã no dia seguinte. Daí o termo “over”, de overnight — que pode ser traduzido como “de um dia para o outro”.

Para garantir o pagamento desses empréstimos, eles negociam títulos da Dívida Pública no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (daí vem a sigla SELIC). A taxa de juros negociada pelos bancos para esses empréstimos é a Taxa Selic Over.

Como a Taxa Selic influencia os investimentos?

A Taxa Selic tem especial impacto em aplicações de Renda Fixa. Isso porque elas podem ser de dois modos: prefixadas ou pós-fixadas.

No caso das prefixadas, o impacto da Selic é indireto. Como os juros dos investimentos são feitos mais ou menos baseados na Taxa Selic, ela altera a remuneração oferecida pelos bancos antes da aplicação ser feita.

Já em relação aos títulos pós-fixados, a Selic afeta o rendimento mais diretamente. Isso porque alguns títulos do Tesouro Direto têm rendimento atrelado à Selic. Além disso, outras aplicações são atreladas ao CDI, que, por sua vez, é influenciado diretamente pela taxa básica.

O que é Copom?

Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central, responsável pelo corte da Selic. É composto por 8 membros da Diretoria Colegiada do BC e presidido pelo presidente do banco. Além deles, participam também alguns chefes de departamento do Banco Central, mas sem direito a voto nas reuniões.

Mais ou menos a cada 45 dias, o Copom se reúne para definir a Taxa Selic Meta com base na conjuntura atual da economia.

O que são políticas monetárias e como isso impacta a Taxa Selic?

Política monetária é um conjunto de ações que o Banco Central toma para gerenciar a atividade econômica no país. O principal foco dessas políticas é a circulação de moeda no país.

Isso é importante, pois a circulação de moeda tem impacto direto na inflação. Por sua vez, a inflação pode influenciar a vida de toda a população.

Uma das principais ferramentas para exercer as políticas monetárias adequadas é a Taxa Selic. Basicamente, a lógica é a seguinte:

  • a Selic é a taxa de juros básica;
  • quando ela sobe, todas as outras sobem também;
  • isso significa que todo tipo de crédito (até o do cartão ou o do crediário nas lojas) fica mais caro;
  • portanto, o consumo diminui (e a inflação também);
  • quando a Selic cai, o processo é inverso e estimula o consumo;
  • ao controlar a Selic, o BC controla a inflação.

Quais são os efeitos da Taxa Selic baixa?

Nesse momento, você deve estar pensando algo como “Ok, estamos com a Taxa Selic baixa. O que muda para mim?” A resposta é: depende!

Em primeiro lugar, temos todo aquele efeito já mencionado. Com a baixa da Selic, o Banco Central está tentando estimular o consumo para aquecer a economia. Isso é especialmente necessário agora com a crise do novo coronavírus.

Já para os seus investimentos, esse fenômeno faz com que as aplicações de Renda Fixa fiquem um pouco menos vantajosas. Afinal, a maior parte delas tem o rendimento influenciado pela oscilação dessa taxa.

Assim, em um cenário de Taxa Selic em baixa, em que investir é a maior preocupação dos investidores. Uma opção, claro, é o mercado de ações, especialmente com a recente recuperação da Bolsa de Valores.

Outra alternativa é acompanhar o nível de consumo da população. Caso a economia realmente aqueça, é possível que o IPCA suba. Nesse caso, vale a pena investir agora em Renda Fixa pós-fixada e atrelada à inflação para acompanhar esse crescimento.

Quais são os efeitos de um movimento de alta da taxa?

Da mesma forma que a Taxa Selic baixa gera vantagens, o movimento de alta no seu valor também causa certos impactos.

Na economia, a Taxa Selic alta tende a frear a movimentação econômica. Na prática, torna o crédito mais caro e diminui o consumo. A consequência é a redução da inflação.

Para os investidores, a Selic alta torna a Bolsa de Valores menos atraente. Afinal, se é possível ganhar mais de 10% ao ano com riscos mínimos, o incentivo para comprar ações é menor.

Isso faz com que aplicações de Renda Fixa prefixada sejam especialmente interessantes. A razão disso é que elas não perderão rendimento quando a Selic inevitavelmente baixar. Assim, será possível manter uma ótima rentabilidade a baixo risco por muito tempo.

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