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Renda Fixa prefixada ou pós-fixada: entenda quais são as diferenças!

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Se você está começando a montar uma carteira de investimentos, provavelmente não sabe escolher entre Renda Fixa prefixada ou pós-fixada. Afinal, com tantas oscilações na Taxa Selic, qual é a melhor alternativa para você?

É importante entender que tanto a Renda Fixa prefixada, quanto a pós-fixada, apresentam vantagens e desvantagens para o investidor. Por isso, não existe uma escolha ideal, e sim aquela alternativa que se encaixa melhor no seu contexto.

Se você quer saber de vez a diferença entre Renda Fixa prefixada e pós-fixada, este artigo pode ajudar. Portanto, siga com a leitura!

O que é Renda Fixa?

Para poder entender as diferenças entre Renda Fixa pré ou pós-fixada, precisamos em primeiro lugar compreender do que estamos falando. Afinal, o que é Renda Fixa?

Renda Fixa é o termo dado para todos os tipos de investimentos cujo rendimento depende de uma regra ou fórmula de cálculo. Ou seja: são aqueles em que há a incorrência de juros para benefício do investidor.

Normalmente, uma aplicação em Renda Fixa é de baixo risco (seja porque tem garantia do FGC, seja porque conta com outras proteções) e, em alguns títulos, é possível ter boa liquidez. Por isso, é indicada para quem tem perfil conservador ou quer montar uma reserva de emergência.

Dentre os tipos de rendimento, existe a Renda Fixa prefixada e a pós-fixada. Cada uma funciona com uma fórmula diferente para calcular a rentabilidade do investimento.

O que é Renda Fixa prefixada?

A Renda Fixa prefixada é a mais simples de todas de se compreender. Nela, há uma porcentagem fixa que é aplicada durante todo o tempo do investimento, sem variações em nenhum momento.

Por exemplo, um título do Tesouro Direto Prefixado 2026 tem, no fechamento dessa matéria (julho de 2020), rendimento anual de 6,13%. Isso significa que a aplicação gerará 6,25% de juros todos os anos, sem variações.

Dentre as vantagens da Renda Fixa prefixada estão:

  • mais possibilidades de ganhos quando há expectativa de queda para a taxa prefixada dos títulos negociados no futuro. Sendo assim, quando você compra antes que essa queda ocorra, você prende a sua rentabilidade numa taxa melhor;
  • mais previsibilidade, uma vez que dá para saber exatamente quanto aquela aplicação renderá.

Já em relação os investimentos de Renda Fixa que contam com versões prefixadas, podemos citar:

 O que é Renda Fixa pós-fixada?

A Renda Fixa pós-fixada é uma modalidade de investimento ainda mais conservadora e com foco na defesa de patrimônio. Isso porque o seu rendimento é atrelado a alguns indexadores da economia. Portanto, varia conforme eles oscilam.

Por conta disso, as aplicações pós-fixadas garantem que o dinheiro do investidor nunca perderá o seu valor ou renderá menos que determinados indexadores.

São 3 os índices usados para influenciar o rendimento dos títulos pós-fixados:

  • Taxa Selic — é a taxa de juros básica da economia, tendo sua referência definida pelo COPOM do Banco Central a cada 45 dias;
  • CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — é uma taxa que acompanha a Selic e surge nas transações entre bancos;
  • IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) — é o parâmetro mais usado para medir a inflação no país.

Portanto, os investimentos de Renda Fixa pós-fixada terão os seus rendimentos afetados por esses índices. Caso a Selic suba ou desça, a aplicação atrelada a ela terá um rendimento maior ou menor.

Dentre as vantagens de investimentos pós-fixados, podemos citar:

Além disso, podemos citar esses investimentos com versões pós-fixadas:

  • Tesouro Selic;
  • Tesouro IPCA;
  • CDB;
  • LCI e LCA;
  • LC;
  • Debêntures.

O que considerar ao escolher entre Renda Fixa prefixada ou pós-fixada? 

Agora que você já sabe diferenciar entre Renda Fixa prefixada ou pós-fixada, é hora de entender como escolher entre elas. Para isso, será necessário levar em consideração alguns fatores. Veja quais a seguir!

Perfil de investidor

O perfil do investidor tem impacto leve na escolha entre Renda Fixa pré ou pós-fixada. Na prática, todos os títulos de Renda Fixa são voltados para o perfil conservador, apesar de terem entre seus títulos vários níveis e tipos de risco.

Entre as modalidades, a pós-fixada é a mais defensiva. Ou seja, a que visa perder menos, tanto em termos de oportunidade, quanto de valor em relação à inflação. Por isso, é a mais recomendada para quem tem maior aversão a risco possível.

Risco

Uma das características da Renda Fixa é que não há risco de ter “prejuízo” com a aplicação. O único perigo é do banco ou instituição ir à falência e não conseguir pagar os investidores.

No entanto, grande parte dos títulos de Renda Fixa são protegidos pelo FGC ou pelo Tesouro Nacional. Isso independe se são pré ou pós-fixados.

Dito isso, entretanto, há uma diferenciação de risco: a perda de valor ou a perda de oportunidade. Nesse caso, é necessário levantar a perspectiva de cenário. Caso haja uma perspectiva de queda das taxas prefixadas, é interessante se posicionar para pegar a taxa em seu melhor momento. Caso a perspectiva é de uma maior inflação, por exemplo, há um interesse em se posicionar para corrigir o seu capital com essa alta.

Diversificação da carteira

Caso você já tenha um investimento pós-fixado atrelado ao CDI na sua carteira, será que faz sentido adicionar outro? Talvez seja mais interessante cobrir mais bases e diversificar seus investimentos.

Por isso, considere a possibilidade de analisar o momento e ver se vale a pena optar por um investimento de Renda Fixa prefixado.

Momento atual

O principal fator a se considerar na hora de escolher entre Renda Fixa prefixada e pós-fixada é o momento atual da economia. Basicamente, a regra é:

  • se a inflação está em alta, então invista em pós-fixado;
  • se a inflação caiu e a Selic dá sinais de cair também, invista em prefixado.

Isso acontece porque a Taxa Selic é um dos instrumentos de macroeconomia usados para controlar o IPCA. Em termos simples, a alta dos juros freia o consumo no país (que diminui a inflação).

Por isso, se a inflação subir bastante, é sinal de que o governo pode decidir aumentar a taxa Selic para aumentar o controle inflacionário. Logo, investir em pós-fixados é interessante para pegar essa alta. No entanto, caso o governo necessite aquecer e injetar dinheiro no mercado, a queda na taxa Selic pode ser um desses instrumentos.

É nessa hora que você deve investir em prefixados, para aproveitar o momento ainda de rentabilidade com taxa prefixada alta, mesmo depois da queda dos indexadores.

Uma prova disso é que quem investiu em títulos prefixados em 2016, quando a Selic estava em 14,50%, conseguiu manter a sua taxa prefixada em patamares mais altos que agora.

Pronto, agora você já sabe como escolher entre Renda Fixa prefixada ou pós-fixada. Não só você aprendeu a diferença entre elas, mas também descobriu uma ótima estratégia para direcionar seus investimentos.

Aqui com a Ativa Investimentos é assim: nós sempre ajudamos você a fazer as melhores aplicações possíveis. Aliás, você sabia que todos os investimentos em Renda Fixa na Ativa são feitos com taxa zero?

E aí, ficou animado em colocar esse conhecimento em prática agora mesmo? Então, entre em contato com nosso time de atendimento e saiba como podemos ajudar!

 

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2 comentários
  • Parabéns pelo conteúdo apresentado e pela consistência da exposição.
    Conteúdo objetivo e de fácil entendimento para aqueles que não tem experiência ou conhecimento no setor de investimento.
    Mantenham o foco, seguramente ajudarão vários investidores.

    • Olá Joemerson, tudo bem? Muito obrigado pelo elogio. É ainda melhor quando vem de um cliente como você. Conte sempre conosco caso surja alguma dúvida sobre o universo dos investimentos, ok? Um abraço!

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