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A defasagem da gasolina e seus cálculos

Hoje voltaremos a falar sobre um tema já antes mencionado aqui no Palavra do Especialista: a defasagem da gasolina.

Avaliamos que a elevação da volatilidade do preço do combustível e do câmbio, com desdobramentos em reajustes da Petrobras mais recorrentes, enseja um aprofundamento no tema.

Toda segunda-feira, em nosso Termômetro da Inflação, fazemos um acompanhamento dos preços ao consumidor divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) que nos permite monitorar a variação dos preços da gasolina, etanol, GLP e diesel, sob diversas métricas.

A partir desta quinta-feira (13/08), ainda no termômetro, passaremos a divulgar um acompanhamento mais robusto na defasagem da gasolina e seus diversos métodos de cálculo.

Como se sabe, a defasagem da gasolina nada mais é do que a diferença entre o preço interno e o preço externo do combustível sobre a mesma unidade de medida. Assim, a Petrobras eleva ou reduz o preço da gasolina na refinaria, a fim de orbitar minimamente ao redor do preço internacional.

Contudo, hoje consideramos que dois são os preços da gasolina no mercado internacional que merecem destaque, bem como dois são os preços no mercado local, uma vez que o parâmetro não é divulgado oficialmente pela companhia.

No mercado internacional

Internacionalmente, consideramos o preço à vista da gasolina no Golfo dos EUA, mas também o valor do 1º vencimento do combustível negociado na NYMEX (CME Group). Como podemos observar no gráfico abaixo, apesar do comportamento bem similar, existem algumas diferenças.

No mercado local

No mercado doméstico, apesar da Petrobras divulgar os preços assim que os reajusta, a consolidação do mesmo pode ser feito através do acompanhamento de preços ao produtor/importador da ANP, ou através da média anteriormente divulgada pela companhia e carregada até os dias atuais pelo reajuste médio da gasolina.

Desde modo, como se pode antever, temos 4 métodos do cálculo da defasagem. Pulando diretamente para a conclusão, a métrica que melhor se parelha com os reajustes promovidos pela Petrobrás é a do 1º vencimento frente ao preço da ANP (regressão com cerca de 70 pontos – 2018-2020).

De todo modo, em nosso novo monitoramento divulgado no Termômetro da Inflação, de distribuição exclusiva para clientes da Ativa, passaremos a divulgar o quanto a Petrobras deverá reajustar a gasolina tendo em vista as 4 métricas supracitadas. A considerada melhor, hoje, sugere que teremos em breve, outro reajuste de pelo menos 4%.

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