Copom remove Forward Guidance, mas mantém taxa de juros em 2,00%

Na Palavra do Especialista de hoje, falaremos sobre a nossa expectativa para taxa de juros em 2021, além disso, discorreremos sobre a última reunião, realizada no dia 20/01 pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), no qual ficou decidido manter a taxa Selic inalterada e remover o Forward Guidance.

O COPOM e o Forward Guindance

Sobre o comunicado, a primeira e mais relevante alteração, como dito acima, foi a remoção do Forward Guidance pelo Banco Central, tendo como principal catalisador  “as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta”.

Sendo assim, conforme o esperado, o BC revisou suas expectativas para cima, com revisões não só motivadas pelo câmbio, mas também pelo avanço das expectativas de inflação do Focus.

O comunicado do Copom também trouxe a seguinte frase como novidade: “As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação.” Ainda que possa se interpretar que o trecho se refere a atual conjuntura inflacionária na ponta (em uma métrica trimestral dessazonalizada) e que com o passar do avanço de preços correntes, tal métrica tende a afundar, a autoridade optou por inserir tal trecho, o que também pode ser classificado como Hawk.

Por fim, vale pontuar que o as palavras “neste momento” do trecho abaixo, que também são novidade: “O Comitê reitera que o fim do forward guidance não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros pois a conjuntura econômica continua a prescrever, neste momento, estímulo extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade.”

A sinalização que a autoridade optou por fazer diz respeito a temporalidade finita do grau de estímulo, que por mais óbvio que possa parecer foi escolhido para ser inserido pelo BC, atribuindo mais um tom Hawk.

No final das contas, para não falar que não teve nada dove, o Banco Central manteve sua avaliação que o choque de commodities é temporário, mas reconheceu que se teve persistência maior do que o esperado.

Por enquanto, e dada a conjuntura econômica que irá se impor ao Brasil, já nesse primeiro trimestre, de saída do fiscal e desemprego se revelando elevado, mantenho o call de que o juro deverá subir apenas a partir de 2022, mas como projetamos o que o BC irá fazer, o comunicado de hoje nos acende um sinal de alerta.

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