Diversificação ou Pulverização: entenda a diferença entre esses termos

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Um dos medos mais comuns de investidores, especialmente iniciantes, é perder dinheiro. No entanto, não existe aplicação sem risco. Apesar disso, existem maneiras de se proteger ao saber como escolher entre diversificação ou pulverização.

Para entender como reduzir o risco de aplicações (nunca eliminá-lo, pois é impossível), é necessário saber o conceito de correlação de ativos. Ao compreender esse ponto, você não errará mais quando for montar a sua carteira de investimentos.

Além disso, também aprenderá que diversificação e pulverização não são sinônimos. Na verdade, confundi-los pode limitar as suas oportunidades de ganhos, sabia? Portanto, siga a leitura para dominar o assunto e montar boas estratégias de investimentos!

O que é diversificação da carteira?

Diversificação é uma estratégia de mitigação de riscos em uma carteira de investimentos. O objetivo, portanto, é manter a sua lucratividade ao máximo possível, enquanto reduz os riscos da aplicação.

É claro que nunca será possível eliminar os riscos de um investimento. Toda aplicação apresenta um certo nível de imponderabilidade. No entanto, há como atuar de maneira a minimizar o impacto que os riscos podem ter.

A diversificação atua ao dividir o capital do investidor em diversos ativos diferentes. Assim, espera-se que a queda de uma aplicação errada não comprometa toda a carteira. Além disso, se feita corretamente, o prejuízo com um ativo pode ser recuperado com o lucro de outro.

Quais tipos de riscos existem?

Enquanto falarmos sobre diversificação ou pulverização, é impossível não citar os riscos. Afinal, é deles que estamos tentando nos proteger quando essa estratégia é utilizada.

De maneira básica, existem dois grandes tipos de riscos que podem ser evitados com a diversificação ou pulverização. São eles:

  • riscos sistêmicos;
  • riscos não-sistêmicos.

O risco sistêmico é aquele que afeta a economia como um todo. Portanto, não faz distinções entre empresas. Por exemplo, a pandemia do novo coronavírus foi um problema que afetou toda a economia.

Claro que pode até ser que alguns setores sofram mais e outros menos, mas todos foram afetados. Por isso, chama-se de risco sistêmico ou não-diversificável.

Já o risco não-sistêmico, no entanto, é aquele que afeta somente uma parcela da economia. Talvez afete somente um setor ou empresa. A recente crise do petróleo afeta a Petrobrás, mas não afeta um banco ou loja de departamento.

Por ser limitado a um segmento ou empresa, o risco não-sistêmico é chamado de risco diversificável. Ou seja: é possível se proteger dele ao criar uma estratégia de diversificação.

Como diversificar uma carteira de investimentos?

Agora que já entendemos os tipos de riscos existentes no mercado, é hora de saber como diversificar uma carteira. Afinal, de qual forma usar essa estratégia a seu favor?

Como vimos, só podemos nos proteger dos riscos não-sistêmicos. Afinal, não importa onde investimos, estamos sempre vulneráveis aos riscos sistêmicos.

O conceito básico da diversificação é dividir o capital e se proteger do risco de um ativo em outro. Por exemplo, você pode comprar ações da Petrobrás. No entanto, os papéis podem se desvalorizar por causa de um problema que afeta apenas a empresa. Se você diversificou a carteira e investiu em outros ativos, seu prejuízo é mitigado.

No entanto, não basta simplesmente dividir seus investimentos em vários ativos diferentes. É necessário estudar a correlação entre eles para não pulverizar o seu capital. Uma correlação é a forma como determinado ativo performa em relação a outros. Ela pode ser:

  • positiva: quando um ativo sobe, outros também sobem;
  • neutra: sem influência entre os ativos;
  • negativa: quando um ativo sobe, outros descem.

Um exemplo de correlação positiva é o valor das ações da Petrobrás e o preço do barril de petróleo. Se o petróleo se valoriza, então as ações da Petrobrás tendem a subir, pois esse é o principal produto da empresa. No entanto, isso também deixa a empresa vulnerável a um risco não-sistêmico envolvendo o preço do barril de petróleo.

Já um exemplo de correlação negativa pode ser o dólar e o Ibovespa. Quando o risco pais é alta, há uma tendência dos investidores migrarem para ativos considerados globalmente mais seguros, como o dólar. Diante disso, o dólar tende a se valorizar quando o nosso principal índice Ibovespa cai.

Assim, o ideal ao diversificar uma carteira é escolher ativos de correlação negativa. Afinal, a queda de um poderá ser compensada pela ascensão do outro.

Como diferenciar diversificação ou pulverização?

Podemos, finalmente, falar sobre como diferenciar diversificação ou pulverização. Afinal, o que difere essas duas estratégias?

Quando compreendemos o funcionamento da diversificação, é comum pensar em simplesmente comprar o máximo de ativos possível. Afinal, se a diversificação mitiga o risco, se você encher sua carteira com 100 ativos, estará totalmente protegido, certo?

Na verdade, ao fazer isso, você corre o risco de pulverizar o seu investimento. Nesse caso, você está diversificando tanto que está mitigando também os seus ganhos. Assim, você não teria mitigado o risco não-sistêmico e simplesmente dividido os possíveis ganhos entre eles.

Qual é o número ideal de ativos para ter na carteira?

Se não dá para diversificar demais para não pulverizar o capital, será que há um número ideal de ativos? A resposta é: sim.

Harry Markowitz, criador da teoria da carteira, chegou a uma resposta sobre isso. Ele fez um estudo e descobriu que o risco não-sistêmico é reduzido em uma carteira de investimentos até o 15º ativo. Depois disso, a queda ainda é considerável até o 20º ativo. Em seguida, não há mais ganho considerável na mitigação do risco não-sistêmico.

Ou seja: de acordo com Markowitz, o ideal é ter entre 15 e 20 ativos na sua carteira. Mais do que isso, você está pulverizando seus ganhos. No entanto, é importante não focar tão especificamente nos números, mas sim na correlação entre eles. Pouco adianta ter 13 ativos, mas serem todos de correlação positiva.

Agora que você leu tudo isso, já sabe como trabalhar com diversificação ou pulverização. Lembre-se de entender os riscos não-sistêmicos de cada aplicação e procurar a correlação entre os ativos. Isso ajudará a montar uma carteira diversa e protegida.

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