Conheça os 7 principais indicadores econômicos e por que acompanhá-los

Se você acompanha os principais telejornais do país, provavelmente já viu várias matérias falando sobre os indicadores econômicos. Afinal, a economia sempre ganha destaque na programação.

No entanto, com a exceção de quem investe regularmente, pouca gente realmente acompanha o noticiário econômico. Apesar da variação dos índices afetar a vida de todos, esse é um assunto pouco popular.

Dito isso, é essencial que você acompanhe os indicadores econômicos se quer investir com sucesso. Afinal, a variação desses pode ter impactos significativos nos seus investimentos. Quer saber por que acompanhá-los e quais são mais importantes? Então siga a leitura abaixo!

O que é macroeconomia?

Para entender a importância dos indicadores econômicos, precisamos falar primeiro sobre macroeconomia. Trata-se de um campo da Economia composto pelas decisões agregadas de todos os atores econômicos.

Para simplificar a explicação, suponha que você esteja preocupado com o seu futuro. Pensando nisso, decide iniciar um plano de Previdência Privada. Portanto, toma uma decisão econômica baseada nas suas necessidades.

Assim como você faz isso, todas as outras pessoas, empresas e agentes governamentais fazem o mesmo. A macroeconomia, portanto, lida com o produto de todas essas decisões.

Como funciona a divisão dos mercados?

Entender o que é macroeconomia na teoria é uma coisa. No entanto, conseguir ler o fluxo do movimento de decisões de todos os agentes econômicos é muito difícil. Para facilitar essa análise, existem os indicadores econômicos. Eles ajudam a traduzir em números os resultados das decisões coletivas.

Além disso, os indicadores econômicos são divididos em diferentes mercados. Afinal, a Economia em si pode ser segmentada em blocos distintos. Veja quais são:

  • Bens e Serviços: é a divisão da economia que lida com a produção agregada nacional e seus preços;
  • Trabalho: é composto pelos níveis de emprego, salários e oferta de mão de obra;
  • Monetário: é controlado pelo Banco Central e composto pela oferta e demanda de moeda, além da taxa de juros e estoque de crédito;
  • Títulos: são regidos pela comparação entre gastos e rendas, além da classificação e análise de agentes econômicos deficitários e superavitários;
  • Divisas: são compostos pela Balança Comercial, medindo a relação entre produtos importados ou exportados.

Os indicadores econômicos existem para facilitar a análise completa do desempenho de cada um desses segmentos da Economia. Mas de onde eles surgem? Entenda melhor a seguir.

Quem são os principais produtores dos indicadores?

Medir o movimento dos atores econômicos do país é algo complexo. Para poder compor os indicadores econômicos, no entanto, é necessário ter uma estrutura de coleta de dados robusta.

Logo, não é todo mundo que consegue compor um indicador econômico confiável. São 3 os principais produtores de índices no Brasil:

  • Banco Central do Brasil: O BCB tem regência sobre o Mercado Monetário e, portanto, é a fonte mais confiável de indicadores econômicos relacionados a ele. Uma característica básica do Banco Central é que ele tem a capacidade de influenciar e controlar os índices. Como ele define a taxa de juros Selic e pode emitir moedas, é capaz de gerenciar o volume de crédito, controlar a inflação e ter influência no nível de consumo nacional;
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: O IBGE é um dos principais centros de estudo do Brasil. O Instituto desenvolve uma série de índices, incluindo econômicos. Portanto, é importante para a elaboração de políticas públicas, tomada de decisão de investimentos e muito mais. Ele também realiza o Censo Demográfico;
  • Fundação Getúlio Vargas: Uma das suas unidades, o IBRE, faz pesquisas e dissemina estatísticas macroeconômicas para entes públicos e privados.

Quais são os principais indicadores econômicos a acompanhar?

Um investidor precisa acompanhar uma série de índices econômicos para fazer suas decisões de forma correta. Afinal, esses indicadores ajudam a traduzir a Economia nacional. Então, tanto quem investe em Renda Fixa quanto quem compra ações na Bolsa deve acompanhá-los.

Confira abaixo alguns dos principais indicadores e entenda como eles afetam a sua carteira de investimentos!

1. PIB

O Produto Interno Bruto é um dos mais importantes índices macroeconômicos do país. Ele mede toda a atividade econômica de uma região durante um determinado período. Portanto, é um indicador de quão aquecida está a economia no lugar mensurado.

2. IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é calculado mensalmente pelo IBGE. Ele é o principal índice que mede a inflação no país. Portanto, é essencial para investidores de Renda Fixa. Afinal, o movimento da inflação ajuda a ditar o comportamento do Banco Central e a rentabilidade de títulos.

O ideal é que seus investimentos sempre estejam acima da inflação ou haverá perda de valor real na aplicação. Além disso, quando a inflação sobe acima da meta, o Banco Central aumenta a taxa Selic para reduzí-la. E por falar nisso…

3. Taxa Selic

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia nacional. Ela é usada como parâmetro de remuneração em títulos públicos e serve como base para outras taxas, como o CDI. Além disso, a Selic também regula a atividade econômica nacional. Quanto menor, mais barato é o crédito e maior o consumo.

Por isso, um cenário de Selic baixa estimula (mas não garante) uma atividade econômica aquecida. Quem mais se beneficia disso são os segmentos que dependem bastante do consumo via crédito, como o imobiliário ou automotivo.

4. IGP-M

O IGP-M é desenvolvido pela FGV e monitora os preços de itens como bens de consumo (como alimentação, por exemplo) e produção (como matérias-primas e materiais de construção, por exemplo), além de serviços (como aluguel, condomínio, entre outras contas domésticas).

Esse indicador é divulgado sempre no fim do mês e utilizado como fator de correção para contratos de aluguel e também pelo mercado financeiro.

5. INPC

Outro indicador do IBGE que fala sobre os preços de mercado é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Em vez de medir a inflação em si, esse índice acompanha o custo de vida de uma família com renda entre 1 a 5 salários mínimos. 

Com base no INPC, podemos ter uma projeção do consumo nos próximos meses e entender como isso afeta o mercado e as empresas. Afinal, o consumo das famílias é um dos principais motores de impulsionamento do PIB e da Economia em geral.

6. PIM-PF

A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física é desenvolvido pelo IBGE. Seu objetivo é acompanhar índices mensais de produção da indústria nacional. É importante medir a sua produção para entender o cenário da economia, já que o setor industrial corresponde a uma boa parcela do PIB. A indústria afeta também os índices de empregabilidade e demonstra quais setores estão mais ativos.

Além da PIM-PF nacional, o IBGE também divulga a PIM-PF regional. Nesse caso, é importante para investidores da Bolsa acompanharem as regiões em que estão localizadas as empresas nas quais investem.

7. Desemprego e informalidade

O índice de desemprego é outro indicador divulgado pelo IBGE. Ele mede a quantidade de pessoas que estão fora da força de trabalho. Além disso, também mede quantas pessoas já desistiram de procurar emprego (desalentadas) ou trabalham informalmente.

Essa porcentagem indica qual a capacidade atual da economia de absorver trabalhadores. O resultado, portanto, afeta várias coisas: a quantidade de renda para o consumo, os gastos governamentais com benefícios e muito mais.

Esses são alguns dos indicadores econômicos mais importantes para quem faz a análise fundamentalista da Economia nacional. Portanto, com eles, fica mais fácil entender o mercado e orientar suas decisões de investimento.

Assim, se você quer acompanhar os principais conteúdos sobre investimento, continue de olho aqui no Blog da Ativa. Se ainda não é cliente, não perca tempo e abra sua conta gratuita!

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