Inflação em 2022: perspectivas de mercado e pontos de atenção

O aumento do nível geral de preços é um fator determinante para a tomada de decisões de investimentos, pois impacta diretamente a atividade econômica do país e a forma como diversos produtos financeiros se comportam.

Diante desse fato, é fundamental que o investidor esteja ciente sobre as perspectivas para a inflação para o próximo ano para então conseguir definir quais os melhores investimentos para 2022.

O objetivo deste artigo é conhecermos um pouco mais sobre quais são as perspectivas de mercado em relação à inflação. Além disso, veremos como um investidor deve agir para proteger o seu capital contra os efeitos corrosivos da inflação, ao mesmo tempo em que aproveita as vantagens que essa nova conjuntura apresenta, respeitando o perfil de investidor. Acompanhe!

Qual a expectativa para a inflação em 2022 e qual a sua influência na economia?

O Boletim Focus é um documento divulgado pelo Banco Central semanalmente contendo as expectativas das maiores instituições do mercado financeiro sobre a evolução dos principais indicadores econômicos.

Segundo o Boletim emitido no dia 4 de fevereiro deste ano, o mercado projeta para 2022 um inflação (IPCA) de 5,44%, um pouco mais da metade dos 10,06% da inflação do ano anterior (2021).

A meta para a inflação a ser perseguida para 2022 pelo Banco Central é de 3,50%, com tolerância entre 2,0% a 5,0%. Portanto, o que o Boletim Focus sugere é que o ano de 2022 será o segundo ano consecutivo onde haverá o rompimento da meta. Já a expectativa do IPCA (Índice de preços ao consumidor amplo) para 2023 aumentou de 3,36% para 3,50%.

Observando horizontes maiores, a media para 2024 se mantém em 3,00% enquanto a projeção para 2025 também segue em 3,00%. No entanto, a meta para 2025 ainda não foi definida. A meta para a inflação em 2023 é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto, ou seja, variações entre 1,75% a 4,75%. Para 2024 a meta para inflação é de 3,00%, também com a margem de 1,5 ponto, o que representa variações entre 1,5% a 4,5%.

Como podemos observar, segundo o Boletim Focus a expectativa para os próximos meses ainda é de uma inflação acima do teto da meta. No entanto, uma inflação mais alta implica necessariamente em uma política de elevação das taxas de juros com o objetivo de conter essa escalada de preços.

Do ponto de vista econômico, elevar a taxa básica de juros é uma medida importante pois o acesso ao crédito (empréstimos, financiamentos etc.) se torna mais caro, enquanto a rentabilidade de diversos produtos de investimentos se torna mais atrativa. Assim, os investimentos de renda fixa são estimulados em detrimento do consumo, o que acaba ajudando a conter a inflação.

Dessa forma, o comportamento do nível geral de preços afeta não apenas o poder de compra da população, mas também provoca reações dos gestores de política econômica, que ao observar as perspectivas para inflação, irão lançar mão de mecanismos de controle como o aumento da taxa básica de juros (Selic).

Essa decisão sobre o aumento, redução ou manutenção da taxa de juros é tomada a cada 45 dias, durante a reunião do Copom — Comitê de Política Monetária, observado critérios técnicos e o cenário atual.

Quais cuidados o investidor deve tomar em relação à inflação?

Antes de procurar pelos melhores investimentos para 2022 é preciso entender a influência e o papel da inflação na economia e no desempenho dos ativos financeiros. Dessa forma, a inflação é determinante tanto para a formulação de políticas econômicas como para a tomada de decisões de investidores, famílias, empresários, gestores etc.

Portanto, o investidor que está ciente dessa realidade e a forma como se comportam cada um dos agentes econômicos precisa tomar certos cuidados para se proteger da inflação e garantir o crescimento do seu capital. Confira 2 cuidados primordiais:

1 – Entender e monitorar os índices de inflação

Para o investidor, entender o mecanismo de funcionamento dos índices de inflação é fundamental para manter a rentabilidade da carteira e o seu poder de compra no longo prazo.

Os principais indicadores inflacionários do mercado, utilizados para as decisões de investimentos são o IPCA e o IGP-M. O IPCA é o índice utilizado pelo governo para monitorar as metas de inflação, além de ser referência para o retorno de diversos produtos de investimentos.

Esse índice é calculado pelo IBGE tendo como base uma cesta hipotética de produtos, nas principais regiões metropolitanas do país entre famílias de 1 a 40 salários mínimos.

Já o IGP-M é calculado mensalmente pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, ponderando outros 3 indicadores de preços: O IPA – Índice de Preços no Atacado (60%), IPC – Índice de Preços ao Consumidor (30%) e o INCC – Índice de Preços na Construção Civil (10%). Observando o aspecto prático o IGP-M é utilizado também para ajustes de contratos anuais de aluguel, escolas, universidades, energia elétrica e alguns tipos de planos de saúde e seguros.

2 – Diversificar e adequar a carteira conforme o cenário

Outro cuidado que o investidor precisa ter em relação a inflação, é de tempos em tempos adequar as suas posições a fim de responder às mudanças do cenário e aproveitar as oportunidades que surgem.

Cenários de alta de inflação demandam por aumentos na taxa de juros e isso faz com que muitos investidores abandonem a renda variável, como por exemplo os ativos em bolsa de valores, e retornem aos produtos de renda fixa com o objetivo de auferir maiores retornos em um nível menor de risco.

Esse comportamento é fundamental para a proteção da carteira e principalmente, como estratégia para aproveitar a maior rentabilidade proporcionada pelo cenário autista de preços, por meio dos ativos atrelados aos índices de inflação (IPCA e IGP-M) como os títulos públicos e CDBs. Portanto, aposte na diversificação dos seus investimentos e usufrua dos benefícios do atual contexto.

Ao longo do texto podemos entender que a atividade de investir está estritamente relacionada com a avaliação prévia de alguns índices econômicos como a inflação, a taxa de juros e as perspectivas de crescimento da economia.

Dentre todos esses indicadores, o nível de inflação tem uma influência especial, pois afeta poder de compra da população e determina o comportamento de outros índices, como o aumento ou a redução da taxa básica de juros (Selic), e consequentemente o aquecimento ou arrefecimento da atividade econômica. Portanto, é fundamental que o investidor mantenha a disciplina financeira em acompanhar o desempenho desses índices e os considere em sua tomada de decisões.

Então, gostou do artigo? Já consegue ter uma visão mais ampla sobre os melhores investimentos para 2022, tendo como base as perspectivas altistas para a inflação? Caso precise de auxílio para decidir melhor quais ativos são os mais indicados para o seu perfil (dentro desse contexto de elevação dos preços) não deixe de entrar em contato. Nossa equipe de especialistas está pronta para lhe ajudar com a melhor orientação conforme as suas necessidades. Até

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