PIX: oportunidades e desafios desta revolução financeira

Muito se tem discutido sobre a chegada do PIX e as mudanças que ele trará no sistema financeiro brasileiro e, por consequência, no dia a dia do brasileiro. De fato, o PIX trará, oficialmente nos próximos dias, mudanças importantíssimas na forma de realizar nossos pagamentos daqui para frente, como por exemplo:

  • transferências praticamente instantâneas e gratuitas para pessoas físicas;
  • disponibilidade 24h, 7 dias por semana, 365 dias do ano;
  • pagamentos via QR Code pelo celular.

Tudo isso será realidade com a chegada dessa iniciativa do Banco Central. No entanto, é fundamental ressaltar que, mais do que tais praticidades, o PIX vem para revolucionar a cadeia de valor do mercado de pagamentos no Brasil. Isso porque, hoje, ao realizar uma transferência, o seu dinheiro passa por um longo e complexo caminho antes de chegar na conta de destino.

De adquirentes, à processadores, passando por bandeiras de cartão, diferentes players cobram tarifas e serviços para concretização da transferência de maneira segura.

Nesse contexto, o PIX chega para subverter essa lógica. Com uma infraestrutura de liquidação simples, segura e própria – chamada SPI – o PIX não necessita de intermediários para a conclusão de um pagamento. Com essa mudança, o PIX certamente trará oportunidades e desafios para os setores anteriormente inseridos nesse processo.

Mas quem sai ganhando com tudo isso?

Além da população como um tudo, muitos outros setores podem se beneficiar com a chegada do PIX.

Com um custo por transação muito mais barato do que o atual, o PIX trará boas sinergias de custos pro setor bancário, por exemplo. Além disso, a transparência nos dados da transação ajudarão a tornar o setor mais competitivo, beneficiando os bancos digitais e pressionando os grandes bancos.

Outro fator positivo para os bancos ,em geral, é que a simplicidade do PIX será um importante catalisador para a “bancarização” da população. Experiências internacionais, como o UPI na Índia, mostram que iniciativas como essa do Banco Central tem grande potencial de redução do papel-moeda na economia.

Do ponto de vista do varejo, a chegada do PIX também poderá ser extremamente positivo. Não só do ponto de vista de redução da necessidade de capital de giro, graças às transferências instantâneas, como também ao estímulo do e-commerce.

Desafios para os atuais sistemas

Por outro lado, o PIX não trará apenas oportunidades. A chegada de um sistema sem fins lucrativos cujo objetivo é simplificar o mercado de pagamentos também criará grandes desafios ao atual sistema.

Apesar do aumento no volume financeiro, adquirentes – como Cielo, PagSeguro e Stone –, bandeiras – como MasterCard e Visa – e processadoras de cartões – como a CSU CardSystem – terão de arranjar maneiras de tornar seus atuais serviços financeiramente mais atrativos, reduzindo taxas, e buscando outras formas de monetizar novos serviços dentro do sistema PIX, como por exemplo o Cielo Pay.

Portanto, fica mais fácil de entender que o PIX é muito mais do que um método de pagamento instantâneo. Para o usuário final, ele certamente trará inúmeras vantagens. Para o investidor, entretanto, é importante entender quais empresas captarão os reais ganhos dessa revolução. Aqui na Ativa, estaremos de olho! Até a próxima!

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