Políticas ESG: saiba como está impactando as empresas na Bolsa

Brumadinho, Petrolão, Cambridge Analytica: o que existe em comum nesses três acontecimentos? Todos envolveram grandes empresas de capital aberto e feriram gravemente a confiança de muitos de seus investidores. Mas se há algo de positivo nesses escândalos é o fato de que eles estimularam um senso de responsabilidade em quem investe e, felizmente, existe o ESG.

Além disso, as novas gerações têm sido movidas por uma intensa sede de sustentabilidade, o que causa forte impacto no mercado. Afinal, as necessidades de mudança são urgentes, e cada vez mais pessoas buscam se alinhar a princípios que estejam em sintonia com um mundo melhor.

Os parâmetros ESG são um efeito dessa necessidade de transformação. Por isso, neste artigo, você vai conhecer mais profundamente o que são esses indicadores e como considerá-los na hora de montar uma carteira de investimentos responsáveis. Confira!

O que é ESG?

ESG é uma sigla em inglês para “environmental, social and governance” (“ambiental, social e governança corporativa”, em tradução livre). A sigla se refere, portanto, a contextos que envolvam cada um desses pontos segundo uma perspectiva de mudanças.

Essa necessidade há décadas tem sido acompanhada por forte apelo popular. Tais exigências alcançaram o mercado, e hoje existem critérios de avaliação do compromisso de uma empresa com cada um desses cenários.

No Brasil, especialmente depois dos escândalos ambientais envolvendo a Vale do Rio Doce e o escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, a avaliação de indicadores de sustentabilidade tem sido cada vez mais importante para os investidores.

Como as empresas são avaliadas de acordo com ESG?

No mercado internacional, indicadores ESG já são uma exigência. No Brasil, no entanto, ainda faltam maiores esclarecimentos aos pequenos investidores sobre como avaliar as empresas por uma ótica de sustentabilidade.

Por outro lado, muitas empresas têm tomado a iniciativa de emitir seus próprios relatórios, estimulando uma cultura de responsabilidade. Além disso, segundo a Anbima, 8 em cada 10 gestores de investimentos se baseiam em critérios ESG ao selecionarem ativos para suas carteiras. Ou seja, essa tendência já passou da fase inicial e está ganhando maturidade.

Ambiental

O “E” da sigla corresponde a práticas de sustentabilidade ambiental. Isso significa a necessidade de uma observação atenta à maneira como a empresa: 

  • descarta lixo; 
  • garante eficiência energética de suas instalações;
  • está comprometida com as políticas de emissão de CO2 e preservação do meio ambiente, entre outros.

Social

No contexto “S” (social), os indicadores destacam a atuação das empresas diante das mais diversas pautas envolvendo questões de:

  • gênero;
  • etnia;
  • direitos do trabalhador;
  • relacionamento com comunidades;
  • acessibilidade a pessoas com deficiência etc.

Governança corporativa

O “G” da sigla (governança) se refere a um contexto que, muito além de avaliar a competência dos gestores de uma empresa, visa a garantir que as principais responsabilidades jurídicas sejam admitidas com seriedade e comprometimento. Entre os pontos de atenção para a governança, citamos:

  • modelos de contabilidade e responsabilidade fiscal;
  • políticas anticorrupção;
  • planos de crescimento;
  • métodos de resolução de conflitos etc.

Para identificar as empresas mais sustentáveis da Bolsa de Valores, o investidor conta com o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, que lista as principais instituições comprometidas com as práticas sustentáveis e serve de filtro para orientar suas decisões.

Um bom exemplo de sustentabilidade ESG é a empresa Magazine Luiza, que desde 2013 mantém um programa de inclusão social assíduo, o que garante máxima diversidade em seu quadro de funcionários.

Contudo, vale lembrar que é fundamental ter disposição para fazer uma avaliação particular e cuidadosa, sem esperar que qualquer critério seja suficiente para balizar seus princípios na hora de investir. Afinal, uma aplicação sustentável também significa agir com responsabilidade.

Em suma, considerar os indicadores ESG é mais do que apenas um exercício de ética, mas também uma atitude inteligente. Afinal, empresas interessadas em melhorar seus indicadores de sustentabilidade geralmente têm tudo para se destacarem no mercado e multiplicarem seus lucros, o que é é muito conveniente aos seus investidores.

Agora você já conhece os principais indicadores de sustentabilidade para avaliar antes de investir. Quer ver agora como as carteiras ESG têm tido um rendimento superior ao Ibovespa? Então, acesse o artigo e confira!

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