Risco sistemático e não sistemático: entenda as diferenças

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Uma das principais máximas do mercado é que não existe investimento completamente seguro. No entanto, é essencial que um investidor saiba diferenciar entre risco sistemático e não sistemático.

Essa diferenciação é importante para saber como minimizar sua exposição a eles da maneira correta. Portanto, se você entender quais são as distinções básicas entre ambos, pode melhorar sua estratégia de investimento.

Quer aprender como diferenciar risco sistemático e não sistemático? Então siga a leitura do artigo abaixo para saber mais sobre o assunto!

O que é risco de mercado?

Existem certas situações que são tão importantes que afetam toda a economia. A elas, damos o nome de risco de mercado (ou risco sistemático). Esse tipo de questão, portanto, é algo inerente a todos os tipos de ativos da sua carteira.

Assim, é seguro dizer que o risco de mercado é aquele do qual não dá para se proteger com diversificação. Ou seja, é um risco não diversificável. Afinal, todos os ativos que você pode ter na carteira são vulneráveis a ele.

É importante ter em mente, no entanto, que nem todos os ativos são afetados igualmente por todos os riscos sistemáticos. Por exemplo, a oscilação da inflação afeta mais os títulos de Renda Fixa do que ações da Bolsa. No entanto, de uma maneira ou de outra, todos são impactados por esse risco. Alguns bons exemplos de riscos sistemáticos são:

Qual a diferença entre risco sistemático e não sistemático?

Agora que já definimos um dos termos, fica mais fácil compreender a diferença entre risco sistemático e não sistemático. Se o primeiro é aquele que afeta toda a economia, então o segundo é aquele reservado somente a um ativo ou porção do mercado.

Dessa forma, o risco não sistemático é aquele risco diversificável. Isso significa, portanto, que é o tipo de situação da qual é possível se proteger via diversificação.

Um exemplo simples de entender o que é risco não sistemático é pensar na recente nuvem de gafanhotos que se aproximou do Brasil. Como os animais se alimentam de plantações de milho e cana-de-açúcar, a situação poderia afetar empresas ligadas a essas commodities.

Portanto, empresas do setor alimentício e até mesmo automotivo (por causa do etanol) poderiam sofrer. Já negócios sem nenhuma relação com isso, como empresas de tecnologia ou construção civil, estariam ilesas.

Como se proteger dos riscos não sistemáticos?

Agora que já definimos o que é risco sistemático e não sistemático, você pode se perguntar por que vale a pena diferenciá-los. Afinal, os riscos não são todos iguais?

Na verdade, não. Um pouco acima, nós usamos também a classificação “risco não diversificável” e “diversificável”. Isso teve razão de ser. Afinal, existem maneiras de se proteger de um desses riscos usando a diversificação de carteira. Veja mais sobre isso a seguir!

Diversificação de carteira como camada de proteção

Uma das estratégias mais comentadas para quem quer aprender a investir no mercado financeiro é a diversificação de carteira. Ela é comentada como uma das formas de se proteger dos riscos de investimentos. Mas como ela funciona?

Basicamente, a diversificação é uma ferramenta contra os riscos não sistemáticos. A estratégia é bem simples de compreender: ela consiste em dividir parte do capital entre vários ativos. Portanto, o investidor reduz a sua exposição a riscos diversificáveis.

Suponha que você tenha uma carteira de investimentos dividida entre ações de uma indústria de plástico e de uma startup de tecnologia. Então, uma crise na produção de petróleo aumenta o preço do barril, subindo os custos do setor de plásticos. A consequência disso é que os seus papéis da empresa desse segmento vão se desvalorizar. No entanto, os ativos da startup não serão afetados.

Como o exemplo mostra, você pôde dividir o seu capital e reduzir a sua exposição ao risco não sistemático. Portanto, seu prejuízo não foi tão grande quanto poderia ser.

Isso significa que basta dividir o capital entre dezenas de ativos para se proteger contra qualquer risco? Na verdade, não. Afinal, há uma diferença entre diversificação e pulverização de investimentos.

Pulverização x diversificação

O que diferencia a pulverização e a diversificação dos investimentos é a correlação entre os ativos da carteira. Ela pode ser:

  • positiva: quando os ativos se movimentam na mesma direção (se um sobe, outro também sobe);
  • neutra: quando não há ligação entre os movimentos dos ativos;
  • negativa: quando os ativos se movimentam em direções opostas (quando um sobe, outro desce).

O objetivo de uma boa estratégia de diversificação de investimentos é usar a correlação negativa. Portanto, assim é possível criar camadas de proteção contra o risco não sistemático.

Já a pulverização significa comprar tantos ativos que o investidor acaba reduzindo sua possibilidade de lucro. Além disso, ele também aplica em opções de correlação positiva, que não oferecem proteção contra risco não sistemático.

De acordo com Harry Markowitz, autor da famosa teoria da carteira, um investidor deve ter de 15 a 20 ativos. Portanto, esse é o intervalo otimizado para proteção contra ativos de risco diversificável.

Agora você já entende melhor quais são as diferenças entre risco sistemático e não sistemático. No entanto, esse é apenas o começo do aprendizado. Se você quer montar uma carteira de sucesso no longo prazo, precisa entender muito mais. Portanto, baixe agora mesmo o nosso e-book gratuito: Investindo a longo prazo!

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