Tripé dos investimentos: Entenda o que é e como funciona

É comum você ouvir que não existe investimento errado. Bom, talvez a poupança possa ser considerada uma aplicação que fica abaixo das outras. No entanto, todos os outros ativos financeiros podem ser bons ou ruins: depende apenas do contexto e, claro, da relação do investidor com o tripé dos investimentos.

Esse conceito é um dos mais importantes na hora de compor uma carteira de investimentos e escolher seus ativos. Ele ajuda a identificar os melhores investimentos para o seu perfil — além, claro, de opções que ajudem a balancear sua carteira.

Portanto, todo investidor (iniciante ou experiente) precisa saber o que é o tripé dos investimentos e aprender como usá-lo. Quer saber mais sobre o assunto e usar esse conceito para montar sua carteira? Então siga a leitura!

O que é o tripé dos investimentos?

Você provavelmente já sabe que existem ativos de todos os tipos. Normalmente, eles são divididos em renda fixa e renda variável. No entanto, suas características são tão diversas que, às vezes, eles nem parecem pertencer ao mesmo “tipo” de investimento.

Por isso, é muito difícil escolher quais ativos colocar na sua carteira de investimentos. Por exemplo, em 2020, a Bitcoin e outras criptomoedas tiveram um ano de grande crescimento. Já em janeiro de 2021, registraram uma queda considerável antes de voltar a crescer.

Será que vale a pena investir em algo com tanta volatilidade? Para alguns investidores, sem a menor dúvida. Já para outros, talvez seja melhor não. O que determina essa resposta é o perfil do investidor e o contexto da sua carteira.

Para poder acertar na escolha, é ideal analisar os três fatores que todos os ativos financeiros têm, ou seja, o tripé dos investimentos. Trata-se dos três elementos bases que ajudarão a fazer a sua escolha:

  • rentabilidade;
  • risco;
  • liquidez.

Para que serve?

Ao usá-lo, o investidor pode identificar se determinado ativo faz ou não sentido dentro da sua estratégia. Além disso, dá para perceber se a carteira de investimentos está desequilibrada. Por exemplo, se há muitos investimentos seguros, mas pouco rentáveis, ou muitos com baixa liquidez.

Quais são as bases do tripé dos investimentos?

O tripé dos investimentos é formado por rentabilidade, risco e liquidez. Cada um deles é um elemento importante em um ativo financeiro e deve ser avaliado cuidadosamente. Saiba mais sobre eles a seguir!

Rentabilidade

O rendimento de um investimento é o ganho que o investidor tem ao fazê-lo. Ele pode vir em muitas formas, como:

  • valorização do ativo comprado;
  • pagamento de juros sobre o valor do ativo;
  • lucros, dividendo e outros rendimentos derivados do ativo.

Um ponto essencial sobre a rentabilidade de investimentos é ter em mente que ela é sempre potencial: ela pode vir a se realizar. Não há certeza de que aquele ativo realmente terá um ganho específico. É por isso que a rentabilidade sempre anda de mãos dadas com o risco, mas falaremos mais disso a seguir.

Normalmente, ativos de renda fixa (CDB, Tesouro Direto, LCI e LCA, entre outros) têm uma rentabilidade mais garantida. Isso significa que seu rendimento já está definido (prefixado) ou dependerá de indexadores econômicos (pós-fixado). Mesmo esses investimentos contam com o risco de ficarem abaixo da inflação ou do banco ou de a empresa que os emitiu não honrar o compromisso. Por conta desse nível de “certeza”, eles têm rendimento potencial menor.

Já os ativos de renda variável (ações, opções, mini dólar, criptomoedas etc.) contam com rendimento potencial maior. Isso porque não há nada que os limite. Os ganhos podem ser de qualquer valor. No entanto, eles também contam com um risco maior.

Risco

Todo investimento tem risco. Mesmo aqueles que são mais confiáveis contam com algum tipo de perigo específico. Você, enquanto investidor, pode tentar se precaver ao máximo, mas nunca estará livre de riscos.

No geral, entretanto, alguns ativos são mais arriscados do que outros. Normalmente, os de renda fixa são mais seguros. Nesse caso, os riscos são menores e são compostos por situações excepcionais. Além disso, existem mecanismos de segurança contra alguns deles. Por exemplo, o Fundo Garantidor de Crédito protege o investidor caso o banco não honre seus compromissos.

Já os ativos de renda variável são os mais arriscados. Isso porque não há nada que impeça seus valores de chegar a zero. A razão disso é que a valorização de um ativo de renda variável tem a ver com a relação de oferta e demanda por ele. Portanto, se a demanda chegar a zero, seu valor pode ser esse também.

Além disso, é importante ter em mente que existem dois grandes grupos de risco: o sistemático e o não-sistemático. O primeiro afeta toda a economia, e praticamente não há forma de se proteger dele. Já o segundo afeta apenas uma empresa ou setor da economia e pode ser evitado com certas estratégias de diversificação.

Liquidez

Por fim, a liquidez de um ativo é a facilidade com a qual podemos convertê-lo em dinheiro novamente, o quão rápido você pode resgatar o seu dinheiro, caso necessário.

Para a renda fixa, a liquidez pode ser diária ou ter uma data específica. Por exemplo, no dia de vencimento do ativo. Há ainda um meio-termo entre essas opções: títulos que exigem um período mínimo de carência, mas depois a liquidez é diária.

Já entre os ativos de renda variável, não há exigência mínima de tempo para ficar com o investimento. Tanto é assim que muitas pessoas fazem o day trade (operações de compra e venda de ações no mesmo dia). No entanto, há o risco de não ser possível vender o ativo caso não haja demanda por ele. Isso acontece muito com Small Caps, por exemplo.

Como colocar em prática o tripé dos investimentos?

Agora que já vimos com detalhes as três características do tripé dos investimentos, é hora de entender como usá-lo. Afinal, é essencial saber como utilizar esse conhecimento para que ele tenha valor.

O primeiro ponto a ter em mente é que você nunca encontrará um ativo que seja bom nos três fatores. Ou seja: boa rentabilidade, baixo risco e liquidez diária. Isso não existe.

O que existe, no entanto, são combinações de fatores que fazem mais sentido para determinados perfis. Quem é mais conservador vai preferir um investimento com baixo risco, mesmo que isso signifique baixo rendimento. Já os mais agressivos vão preferir o contrário.

Além disso, a configuração dos fatores depende do objetivo do investimento. Uma aplicação para a sua reserva de emergência precisa ter liquidez diária, por exemplo. Fora isso, é importante que ela proteja contra o risco da inflação. De resto, uma opção de baixo risco e baixo rendimento é aceitável.

Agora você já entende bem o que é o tripé dos investimentos e já sabe como usá-lo no dia a dia. Lembre-se de utilizar essa ferramenta para avaliar cada ativo que possui, mas também a sua carteira no geral. O ideal é tentar encontrar um equilíbrio compatível com seu perfil.

Se você avaliou sua carteira e percebeu que precisa diversificá-la mais, que tal alugar algumas ações para ganhar versatilidade?

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