Abercrombie & Fitch: a marca está realmente de voltando?

No universo da moda, a máxima de que tudo retorna é uma realidade inegável, e a Abercrombie & Fitch se destaca como mais uma confirmação dessa tendência. A conexão com o mercado financeiro é evidente, pois um dos motivos que colocam a varejista em evidência é o notável aumento de quase 300% em suas ações nos Estados Unidos.

Estar em alta no mercado também faz parte de estar na moda

O final de 2023 foi bastante movimentado. A ação de uma varejista se destacou como a vencedora do ano nos Estados Unidos. O papel da marca Abercrombie & Fitch teve um aumento de quase 300% até o início do último pregão do ano, marcando seu melhor desempenho no S&P 1500. Esse resultado superou até mesmo o ganho de mais de 240% da renomada Nvidia, uma das líderes no mercado de inteligência artificial com presença marcante nos setores de computação de alto desempenho.

A varejista também superou com tranquilidade seus concorrentes do setor. O S&P Retail Select Industry Index, que avalia o desempenho de ações de varejo nos EUA, registrou um aumento de cerca de 21% em 2023.

Esse impressionante desempenho representa uma reviravolta em relação a 2022, quando as ações da Abercrombie caíram 34%, em meio a um cenário econômico incerto e consumidores cautelosos que impactaram o mercado de maneira geral. No entanto, em 2023, a Abercrombie eliminou estoque excedente e focou em seu público-alvo: jovens consumidores das gerações Y e Z que retomaram suas atividades normais, incluindo trabalho, escola e vida social após a pandemia de Covid-19. Para isso, a empresa expandiu seu portfólio, incluindo roupas de trabalho, peças para ocasiões especiais e vestuário esportivo.

A história por trás da marca

Uma das marcas mais cobiçadas pelos jovens na virada do milênio, a Abercrombie & Fitch voltou aos holofotes com o lançamento de um documentário na Netflix: “Abercrombie & Fitch: Ascensão e Queda”. Embora seja uma marca centenária, fundada em 1892, a trajetória dessa empresa americana ganhou novos contornos entre os anos 1990 e o início dos anos 2000.

Por trás dessa transformação está um nome fundamental: Mike Jeffries, que guiou a empresa rumo ao sucesso, mas também se envolveu em escândalos. Após conquistar os consumidores com suas icônicas camisetas estampadas, a marca se viu envolvida em polêmicas sérias, incluindo questões de falta de diversidade e acusações de racismo.

Após abrir capital na Bolsa americana em 1996, a empresa expandiu seus horizontes, lançando duas marcas subsidiárias: a linha infantil Abercrombie Kids e a Hollister, inspirada nos jovens surfistas da Califórnia.

Com o crescimento da marca, as lojas físicas se tornaram verdadeiras sensações. Além das imagens de corpos atléticos estampando as sacolas de compras, a companhia adotou a prática de manter homens sem camisa, prontos para serem fotografados ao lado dos clientes nas lojas. O que antes era considerado inovador, mais tarde, se tornou alvo de críticas.

No Brasil, mesmo sem operações locais, a marca conquistou sucesso. Possuir uma camiseta com a estampa da A&F tornou-se um símbolo de status no país. A presença da Abercrombie & Fitch no Brasil era viabilizada por meio de pequenos revendedores que importavam suas peças, além dos turistas que traziam os produtos em suas viagens.

Por Eduarda Menezes

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