Por Ativa Investimentos
Publicado em 07/10/2025
Atualizado em 07/10/2026
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Aluguel de ações é a operação em que um investidor, o doador, empresta seus ativos a outro, o tomador, por um prazo definido e em troca de uma taxa. A operação é registrada na B3, que atua como contraparte central. Para o doador, é uma forma de remunerar ações paradas na carteira. Para o tomador, é o que viabiliza a venda a descoberto e outras estratégias, com risco de perda ilimitada.
Principais pontos
Aluguel de ações é um contrato de empréstimo de ativos entre um doador e um tomador, com taxa, prazo e condições de devolução definidos, registrado e garantido pela B3.
Durante o empréstimo, as ações saem da custódia do doador e vão para o tomador, que pode vendê-las no mercado. No vencimento, ou antes, conforme o contrato, o tomador recompra as ações e as devolve. A B3 se coloca entre as partes como contraparte central: se o tomador não devolver os ativos, a B3 garante a recomposição da carteira do doador.
Além de ações, podem ser emprestados outros ativos elegíveis, como units, ETFs, BDRs e cotas de fundos imobiliários, conforme as regras da B3.
O aluguel funciona em quatro etapas: oferta pelo doador, contratação pelo tomador, depósito de garantias e devolução dos ativos no vencimento ou antes dele.
| Condição | O que define |
|---|---|
| Taxa | Percentual ao ano sobre o valor dos ativos, definido pela oferta e pela demanda |
| Prazo | Data de vencimento do empréstimo |
| Liquidação antecipada pelo tomador | Se o tomador pode devolver os ativos antes do prazo |
| Reversão pelo doador | Se o doador pode pedir os ativos de volta antes do prazo |
| Proventos | Dividendos e juros sobre capital próprio pagos no período são reembolsados ao doador pelo tomador |
Para disponibilizar suas ações para aluguel na Ativa Investimentos:
A partir daí, suas ações podem ser disponibilizadas para empréstimo.
Para o doador, a principal vantagem é a remuneração extra sobre ações que seriam mantidas de qualquer forma. Os riscos ligados ao tomador são baixos por causa da garantia da B3, mas o risco de mercado da ação continua.
| Vantagens | Pontos de atenção |
|---|---|
| Remuneração sobre ações que ficariam paradas na carteira | O risco de mercado da ação continua: se ela cair, o doador perde do mesmo jeito |
| Proventos reembolsados pelo tomador | Perda do direito de voto durante o empréstimo |
| Garantia da B3 sobre a devolução dos ativos | Remuneração tributada como renda fixa |
| Em contratos com reversão, possibilidade de pedir as ações de volta para vendê-las | Taxas baixas em ações com muita oferta para aluguel |
O tomador usa o aluguel principalmente para vender a descoberto, mas também em operações de long-short, hedge e arbitragem. Os riscos são elevados: a perda é teoricamente ilimitada se a ação subir.
Usos mais comuns:
Riscos:
Exemplo hipotético (apenas ilustrativo): um tomador aluga 1.000 ações cotadas a R$ 20, com taxa de 2% ao ano, e as vende a descoberto. Após 21 dias úteis, a ação cai para R$ 18, e ele recompra e devolve os ativos.
| Item | Cálculo | Valor |
|---|---|---|
| Venda a descoberto | 1.000 × R$ 20 | R$ 20.000 |
| Recompra | 1.000 × R$ 18 | R$ 18.000 |
| Resultado bruto | R$ 20.000 − R$ 18.000 | R$ 2.000 |
| Custo do aluguel (aprox.) | R$ 20.000 × 2% × 21 ÷ 252 | R$ 33 |
| Resultado antes de corretagem, tarifas e IR | cerca de R$ 1.967 |
Se a ação tivesse subido para R$ 23, o tomador perderia R$ 3.000, além do custo do aluguel.
O doador, nesse caso, receberia cerca de R$ 33 de remuneração, antes da corretagem e do Imposto de Renda.
Valores hipotéticos. A forma exata de cálculo da taxa segue as regras da B3.
Os custos do aluguel incluem a taxa paga ao doador, as tarifas da B3 e a corretagem cobrada por cada corretora sobre o doador e o tomador.
Consulte a tabela vigente de custos da Ativa e as tarifas da B3 antes de operar.
A remuneração recebida pelo doador é tributada como renda fixa, pela tabela regressiva, com Imposto de Renda retido na fonte. Para o tomador, o ganho na venda a descoberto segue as regras de renda variável.
As regras estão na Instrução Normativa RFB nº 1.585/2015. Confirme as regras vigentes no site da Receita Federal ou com um contador.
Regras tributárias verificadas em 06/10/2026 e sujeitas a alteração.
É o empréstimo de ativos de um investidor, o doador, para outro, o tomador, por prazo e taxa definidos, com registro e garantia da B3.
O doador continua tendo direito ao valor dos proventos distribuídos no período, mas quem paga é o tomador, por meio de reembolso. Durante o empréstimo, o doador perde o direito de voto.
Depende do contrato. Em contratos com reversão pelo doador, é possível pedir as ações de volta antes do prazo para vendê-las.
O risco de o tomador não devolver as ações é baixo, porque a B3 garante a operação. O doador, porém, continua exposto à variação do preço da ação.
A remuneração do doador é tributada como renda fixa, pela tabela regressiva, com imposto retido na fonte.
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Fontes consultadas
Fontes consultadas em 06/10/2026.
B3: empréstimo de ativos, garantias e tarifas
Receita Federal e Instrução Normativa RFB nº 1.585/2015: tributação
*Este conteúdo tem caráter educacional e informativo e não constitui recomendação de investimento, oferta ou garantia de rentabilidade. A venda a descoberto envolve risco de perda ilimitada. Antes de operar, responda ao teste de perfil (API) e, se necessário, fale com seu assessor.*