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Análise

ANÁLISE: Cenário eleitoral e as perspectivas econômicas

Por Pedro Guilherme Lima, analista do Research – CNPI-P

O contexto político tomou conta do período, sobressaindo sobre as outras esferas. O início da campanha eleitoral pela televisão, assim como a necessidade do PT anunciar seu candidato chamavam atenção do mercado.

Existia certa perspectiva de avanço de Geraldo Alckmin (GA) por meio de migração de votos de Jair Bolsonaro devido ao seu extenso tempo de TV por conta da coligação entre o candidato e os partidos do “Centrão”. Três fatores ofuscaram o movimento:

– Personalidade e estratégia de Alckmin, adotando postura voltada para o âmbito econômico em uma eleição onde o fator não é determinante:

-Poder das redes sociais, em que Jair Bolsonaro é forte e apoio do Centrão

– Continuação da política conforme vinha sendo praticada.

Outro motivo que consolidou Bolsonaro no 2º turno foi o atentado no dia 9 de setembro em que o candidato foi esfaqueado no meio de sua campanha em Juiz de Fora (MG). A facada ocorreu logo após o início da campanha de Alckmin e restringiu os eventuais ataques à Bolsonardo devido à grande comoção causada pelo evento.

Cenário econômico – Brasil

No âmbito econômico, o Brasil vivencia um momento de recuperação da crise vivida nos últimos anos. O IBC-Br de junho, prévia do PIB, divulgado em setembro, mostrou avanço de 0,57% ante junho pelo segundo mês após a crise dos caminhoneiros. O número veio acima do intervalo das estimativas (-0,7%; +0,5%).

Outro fator positivo foi a taxa de desemprego do país, divulgado pela Pnad Contínua, que apontou decréscimo, pela 5ª vez consecutiva, para 12,1%, dentro do intervalo das projeções, porém abaixo da mediana (12,2%).

Apesar dos dados positivos, o índice de confiança dos consumidores ainda permanece ancorados por conta da atual situação financeira das famílias e o elevado número de desempregados (12,7 milhões). O receio e cautela em gastar mais impactam também na inflação, com o IPCA demonstrando deflação de 0,09%, primeiro número negativo desde junho/17 e menor desde 1998. A principal queda foi o grupo de Transportes (-1,22%). Alimentos e bebidas, responsáveis por cerca de 24% do índice, também caíram 0,34%.

Neste cenário, o Copom optou por manter a taxa Selic em 6,5% na reunião de setembro, pela 4ª vez consecutiva. Entretanto, o BC deu abertura em seu comunicado para eventuais reajustes na taxa de juros da economia nas próximas reuniões, sendo a primeira delas no último dia de outubro, após as eleições.

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