Eleições americanas: propostas de Biden e impactos para o Brasil

No Palavra do Especialista de hoje, vamos falar sobre o vencedor das eleições norte-americanas, o democrata Joe Biden. Além disso, vamos abordar sobre o risco de judicialização do processo, as propostas do candidato eleito para os EUA e seus impactos no Brasil. Continue a leitura!

Desfecho das eleições americanas

Joe Biden foi eleito o 46º presidente dos Estados Unidos no último sábado (07/11). Após virada na Pensilvânia, o democrata reuniu mais delegados que o necessário para ganhar o pleito, e derrotou Donald Trump, candidato à reeleição.

Mapa de resultados – Crédito: BBC (https://www.bbc.com/portuguese/election/us2020/results)

Contudo, sua ascensão a presidência ainda não é oficial, pois diferentemente do Brasil quem tem o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os EUA não tem um órgão oficial que divulga as parciais dos resultados das urnas, por isso, as projeções da imprensa passam a ter maior relevância no acompanhamento da conquista de delegados.

Na mesma direção, apesar de ainda ter estados onde as apurações estão incompletas, é consenso que suas definições não interferem mais no resultado. Por esse motivo, Biden é amplamente tido como vencedor na imprensa americana desde sábado.

Processo de judicialização

De qualquer modo, Trump já prometeu tomar medidas legais. A judicialização das eleições americanas trará lentidão ao resultado e pode demorar semanas até que eventualmente algum caso chegue a Suprema Corte.

Resumidamente, caso isso ocorra de fato, nove juízes (com maioria indicada por republicanos) terão de deliberar sobre o direito constitucional dos Estados de definirem as próprias regras eleitorais. Alguns juristas republicanos afirmam que o caminho para flexibilizar as normas eleitorais diante a pandemia deveria ter sido aprovado pelo Legislativo, e não outorgado por autoridades locais. Todo esse barulho sustenta um ambiente de incerteza a respeito do processo.

5 propostas de Biden

O problema é que Trump segue com discurso de fraude nas eleições, mas não apresenta nenhuma prova. Além do mais, especialistas dizem que o litígio de Trump tem remota chance de mudar o resultado da eleição, portanto, a tendência é que as acusações de Trump percam força com o passar dos dias. Por consequência, observamos o plano de governo do democrata e destacamos 5 dos principais assuntos, a seguir.

Economia

Biden pretende elevar os impostos para empresas de 21% para 28%. Além disso, ele pretende dobrar a taxa mínima sobre lucros estrangeiros (de 10,5% para 21%). Por outro lado, Biden incentivará fiscalmente em até 10% para certos investimentos de nicho na produção americana.

Saúde

Uma das bandeiras de campanha do democrata foi a retomada do programa de saúde pública conhecido como Obamacare. O Obamacare é composto por regras federais que visam tornar os planos de saúde mais acessíveis, prestando mais atendimentos.

Meio Ambiente

O presidente eleito pretende investir cerca de US$ 2 trilhões ao longo de quatro anos, voltado para o incentivo de energias renováveis.

Relações Exteriores

  • Restauração da associação dos EUA com a OTAN;
  • Retirada da grande maioria dos soldados americanos do Afeganistão e foco no combate à Al-Qaeda e Estado Islâmico;
  • Retomada do acordo nuclear com o Irã;
  • Além de uma campanha de desnuclearização da Coreia do Norte.

Imigração

  • Fim do muro da fronteira com o país mexicano;
  • Fim das políticas separatistas de Trump com os imigrantes;
  • Criação das propostas buscando reforma migratória;
  • Facilitação de vistos de trabalho em setores com escassez de mão de obra.

Impactos para o Brasil

O presidente Jair Bolsonaro ainda não se manifestou sobre o resultado das eleições americanas. Como bem sabemos, Bolsonaro apoiou o atual presidente Trump e, com a derrota, ele terá que se posicionar para manter o bom relacionamento com os EUA.

Contudo, Biden manifestou preocupação com a preservação da Amazônia e chegou a considerar represálias econômicas contra o Brasil se o desmatamento não parar.

Ele propôs que os países se reúnam para fornecer US$ 20 bilhões para a preservação da região. Em contrapartida, o presidente Bolsonaro não só deixou de parabenizar Biden, como optou por fazer mais um discurso bélico (em alguns momentos literalmente), ao dizer que “quando acabar a saliva tem que ter pólvora” em resposta à possível sansão do novo presidente americano.

Além disso, na última semana, Biden já havia argumento que “O Brasil está mal posicionado politicamente, é triste”, ou seja, pelos últimos acontecimentos, tudo leva a crer que a relação com a maior potência do mundo será delicada.

Por fim, no tocante às relações comerciais, Brasil e EUA devem seguir na busca de um amplo acordo de livre comércio entre os países.

Outro ponto é a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que outrora era apoiada por Trump, agora deve ser dificultada pela agenda democrata de Biden.

Ficaremos de olhos nos próximos capítulos das eleições americanas. Conte sempre com a Ativa. Para sanar quaisquer dúvidas, estamos à disposição. Até o próximo artigo!

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