Palavra do Especialista: O que esperar do Ibovespa 2021?

Após a temporada de balanços das empresas referente ao 1º trimestre de 2021, o que os investidores podem esperar para o índice Ibovespa para os próximos meses?

Levando em consideração os resultados apresentados pelas companhias listadas na B3 (B3SA3) e, juntamente com mudanças em relação às expectativas quanto aos juros e inflação, tanto no Brasil quanto no exterior, que impactam diretamente o custo de capital e, consequentemente, o apetite ao risco dos investidores, elevamos o nosso target do Ibovespa de 128 mil pontos para 138 mil.

Sobre a temporada de resultados, de modo geral, as empresas entregaram bons resultados e, em sua maioria, em linha com o esperado, com poucas delas performando aquém do esperado.

Os setores de Mineração & Siderurgia e Bancos foram os principais destaques de resultados positivos e apresentaram uma performance acima da esperada, o primeiro refletindo o apetite chinês, e o segundo impactado pela melhora gradual do Brasil com o início da vacinação e alívio de medidas de isolamento social.

Na ponta oposta, o setor aéreo e varejo de vestuário, que apresentaram melhora no início do ano, sofreram com a segunda onda do Covid-19 no Brasil.

Além desses, o setor de Geração de Energia também obteve resultados ruins devido à baixa incidência de chuvas durante o período úmido, o que afetou, significativamente, o nível dos reservatórios e, consequentemente, demandou um despacho maior de energia térmica, que possui um custo maior.

Cabe a nós julgar se o Lucro Esperado será, mais uma vez, confirmado ou se há espaço para revisões negativas ou positivas, tornando o múltiplo mais “caro” ou “barato”. Aqui, sigo na ponta otimista, porém de forma mais cautelosa.

O apetite chinês, que tem ajudado as empresas exportadoras a registrarem resultados recordes, está entrando em um ciclo de acomodação, o que é diferente de uma “aterrisagem forçada”.

Em outras palavras, acredito mais em manutenção de um nível elevado dos preços das commodities com espaço para subir no curto prazo, mas com um cenário mais difícil no longo prazo.

Para as empresas domésticas, especialmente as que foram afetadas pela pandemia e as medidas de isolamento social, após a piora com a segunda onda do Covid-19 no país, temos a expectativa de que a melhora de resultados esperado pelo mercado, deverá ser confirmada na medida que a vacinação avance no país.

A expectativa é que a imunização no Brasil deva ganhar mais impulso no segundo semestre deste ano, com uma oferta maior de doses.

Olhando para o ambiente doméstico, acredito que os ruídos em relação a política já estão, em sua maioria, precificados, ou seja, colocando na conta um resultado fiscal não muito positivo.

Entretanto, caso as reformas administrativa e tributárias avancem o cenário pode mudar. Por enquanto sigo cautelosos quanto ao sucesso das reformas e consideramos uma recuperação gradual da economia, muito dependente do sucesso da vacinação no país.

Portanto, mesmo com a piora marginal no apetite ao risco, acredito que boa parte disso já está no preço dos ativos e adicionando os resultados das empresas nas nossas premissas, enxergamos a bolsa ainda barata e com bom potencial.

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