Pioramos nossas projeções de PIB para 2021 e 2022

Os primeiros hard datas do último trimestre não estão apresentando desempenho compatível com a expectativa do mercado. Podemos dizer que os resultados surpreenderam de maneira baixista até nós que projetávamos taxas modestíssimas desde meados de 2021.

Inicialmente, tivemos a produção industrial de outubro recuando ligeiramente em relação a setembro (-0,1%), depois o comércio nos contemplou um recuo mais relevante na mesma base de comparação de -0,6%, e por último, o setor de serviços (mais relevante para o cômputo do PIB) fechou a tríplice com surpreendente queda de -1,2%.

Em nossas estimativas, já contávamos com sinais de fraqueza da atividade no último semestre. Contudo, a economia vem registrando queda maior que a esperada, isso nos fez rever nossos modelos e a atualização aponta para uma redução do PIB de 4,5% para 4,4% em 2021 e recuo de 0,5% para 0,3% em 2022.

Na nossa avaliação, um dos principais entraves para o crescimento de 2021, mas principalmente 2022, foi o volume de crédito concedido em 2020. Adicionalmente, destacamos também uma perda massiva de renda dos brasileiros que acaba por contribuir com a queda no consumo.

O relativo melhor desempenho em 2021 do setor de serviços pode ser explicado pelo fim das medidas restritivas de mobilidade. O avanço da vacinação encorajou as pessoas voltaram a uma rotina próxima ao normal, que por sua vez, fez avançar o consumo de serviços, a despeito da base de comparação ser deprimida. Contudo, a economia nacional não emplacou por termos uma queda importante na renda e um nível elevado de endividamento/desemprego.

Para 2022, olhamos a retomada com conservadorismo. Para nós da Ativa Investimentos,como citado acima, existe sim uma demanda reprimida, mas a falta crédito e renda para a população, o desemprego também deve permanecer em nível elevado nos próximos meses.

 Além disso, o BC vem elevando a constantemente a taxa de juros para o controle da inflação, que gerará enxugamento de liquidez.

Por último, vale relembrar que 2022 é ano eleitoral, no qual, historicamente há pequenos avanços nas necessárias reformas estruturantes para melhora do ambiente fiscal, o que deve ser ampliado pelo atual dicotômico ambiente político.

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