Rússia x Ucrânia x Multinacionais x Economia mundial

No último dia 24 de fevereiro, a Rússia invadiu a Ucrânia, dando início a mais uma guerra que ficará marcada na história mundial. Com certeza você já deve ter lido e ouvido bastante sobre como a Ucrânia vem sofrendo com isso, mas será que a Rússia está realmente saindo por cima? Bom, economicamente talvez não…

Apesar de muitas histórias envolvendo o presidente russo, Vladimir Putin, as marcas e empresas multinacionais ainda olhavam para a Rússia como uma boa fonte de produção e matéria-prima. Porém, após a invasão ao país ucraniano, muitas dessas multinacionais começaram a tomar atitudes que talvez, nem a própria Rússia esperava: sair e suspender serviços em terras russas.

Gigantes do mercado como Shell, Apple, Nike, Adidas, entre outras, já anunciaram algum tipo de decisão que afetasse o país de alguma forma negativa como forma de repúdio à decisão de invadir a Ucrânia. Isso foi a consequência, já que a Rússia entrou em guerra não só com a Ucrânia, mas com a economia global.

Ou para a guerra ou a gente sai…

Semanas após a invasão, a Rússia começou a sentir os impactos de uma guerra paralela a invasão, a guerra Rússia X Multinacionais.

A Rússia passou a receber investimentos estrangeiros com o fim da União Soviética, tornando-se uma potência na exploração de recursos naturais valiosos, como petróleo e gás natural. Em mais de 30 anos, o país se tornou referência na indústria petroquímica e um polo importante para os setores automotivo e commodities agrícolas. Entretendo, depois de decidir invadir a Ucrânia, a Rússia foi abandona por empresas destes e mais outros setores, que tomaram essa atitude buscando pressionar o país, fazendo com que o mesmo entre em uma situação de alerta para uma possível crise não só financeira. Diversas empresas tem tomado sua essa decisão de acordo com os serviços prestados, afetando os russos de diversas maneiras diferentes.

Shell

A Shell anunciou que deixará todas as suas operações russas, incluindo uma grande usina de gás natural liquefeito (GNL). A produção da usina é de cerca de 11,5 milhões de toneladas de GNL por ano, que é exportado para importantes mercados, incluindo China e Japão.

A petroleira também vai retirar investimento do gasoduto Nord Stream 2, projeto embargado pela Alemanha em represália à invasão da Ucrânia. Segundo a Bloomberg, a renúncia nos dois projetos trará uma perda de US$ 3 bilhões para a empresa.

Apple

A Apple interrompeu todas as vendas de produtos na Rússia em resposta à invasão russa da Ucrânia. A empresa traçou uma série de ações em resposta à invasão, incluindo a interrupção de todas as exportações em seus canais de vendas no país. O Apple Pay e outros serviços também foram limitados.

Além disso, a mídia estatal russa, RT News e Sputnik News, não está mais disponível para download na Apple Store fora da Rússia.

Nike e adidas

A Nike decidiu fechar temporariamente todas suas lojas na Rússia. A empresa também tirou de circulação por lá seu site e aplicativo.

Já a Adidas rompeu o contrato de patrocínio com a Federação Russa de Futebol. A marca era a fornecedora oficial de material esportivo para a seleção russa.

Volvo, Harley Davidson e General Motors

As quatro empresas automotivas decidiram agir após a invasão. A sueca Volvo suspendeu suas exportações para o país sem previsão de retorno. A Harley-Davidson também suspendeu seus negócios e remessas de motos para a Rússia. Assim como a General Motors, que também suspendeu todas as exportações de veículos para a Rússia sem prazo de reversão.

As Techs

Além dessas, muitas outras gigantes como Disney, Netflix, Twitter e Facebook também tomaram decisões que afetassem os russos de uma forma no geral. A Disney decidiu suspender as estreias de seus filmes nos cinemas da Rússia. Já a Netflix anunciou que não deve cumprir a lei de audiovisual do país. E as demais empresas que controlam redes sociais ativas por lá, como Twitter e Facebook, limitaram, a divulgação de informações dos meios de comunicação afiliados ao governo russo.  

E a economia mundial?

Como era de se esperar, rapidamente o mundo sofreu economicamente com a movimentação russa. No dia da invasão, as principais Bolsas no mundo fecharam o dia em queda. Aqui no Brasil, fechamos em -2,6%. Na Rússia, país que iniciou toda a situação, fechou o dia em -45,5%, conquistando o terceiro lugar na lista de maiores quedas diárias da história. 

Segundo dados do Banco Mundial, antes da invasão, a economia de US$ 1,5 trilhão da Rússia era a 11ª maior do mundo. Com a oficialização da guerra, até a Suíça, que é famosa por sua neutralidade e sigilo bancário, prometeu impor sanções à Rússia, sanções essas que chegaram a impedir os dois maiores bancos da Rússia de fazer negócios em dólares americanos.

Além disso, a economia da Rússia é extrema importância por causa de seus recursos energéticos e teve as exportações de petróleo e gás do país impactadas, levando os preços a subirem nos últimos dias. Esses aumentos de preços tornarão o combustível mais caro em todo o mundo, elevando o custo de viagens e deslocamentos.

Aparentemente, a guerra está longe de acabar… Enquanto isso, o mundo está atento aos próximos capítulos dessa situação. Por aqui, ficaremos de olho para te ajudar a proteger seus investimentos nesses momentos de incerteza e oscilação na economia mundial.

Por Eduarda Menezes

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