Setor de saúde é porto seguro num mar de instabilidade política e econômica

Recentemente, a Bolsa brasileira vem sofrendo bastante e deixando os investidores, especialmente o investidor pessoa física, preocupados com a queda e a volatilidade.

Desde o ponto máximo do ano, quando o Ibovespa atingiu 130 mil pontos em junho deste ano, até meados desta semana (15/09), quando o índice fechou em 115 mil pontos, observou-se uma queda da Bolsa de quase 12%. Quase no mesmo período, a taxa de juros de 10 anos do Brasil saltou de 9% para 11% ao ano.

Naturalmente, a Bolsa sentiu esses desarranjos na macroeconomia, sendo que os setores mais ligados à atividade econômica e às estatais foram os que mais sofreram com o estresse nos juros e com a “precificação” de que os ruídos políticos podem empacar as reformas que o país tanto precisa.

Ainda há boas oportunidades na Bolsa?

Haja vista este cenário não muito otimista, o investidor se pergunta: ainda vale a pena investir na Bolsa de valores ou devo aguardar que o panorama se mostre mais favorável?

Honestamente, eu acredito que a Bolsa ainda possui ótimas oportunidades de investimentos, mas aconselho que os investidores busquem empresas cujos resultados sejam menos impactados pelas decisões macroeconômicas e políticas, como Grupo Mateus (GMAT3), Arezzo (ARZZ3) e Vibra (ex BR).

Outro setor que possui alavancas de crescimento um pouco mais independentes é o setor de saúde privada, cujas empresas listadas em Bolsa também têm apresentado resultados robustos.

O mercado de planos saúde é subpenetrado e pulverizado. No Brasil, apenas 22,5% da população possui algum tipo de plano de saúde, enquanto em países desenvolvidos esse número é significativamente maior, sendo que nos EUA, esse número passa de 90%.

Isso significa dizer que quase 80% da população brasileira depende dos cuidados do SUS, que sabemos que, infelizmente, está longe do ideal.

Dessa forma, a demanda latente por um plano de saúde é enorme, mas o seu alto custo em relação a renda média, impede uma penetração maior sobre a população.

Nesse contexto, vimos que as empresas chamadas de verticalizadas conseguiram encaixar uma forma de atender uma boa parte dessa população e iniciaram uma trajetória de crescimento muito forte.

Você já deve saber que estamos falando da Hapvida (HAPV3) e NotreDame (GNDI3), que recentemente anunciaram uma fusão (ainda a ser aprovada pelo CADE), e que se valorizaram muito na Bolsa. Isso não significa que as oportunidades se esgotaram, muito pelo contrário.

Novas empresas vieram à Bolsa e estamos testemunhando uma nova fase de crescimento e de consolidação acentuada. Rede D’Or (RDOR3), Mater Dei (MATD3), Dasa (DASA3), Oncoclínicas (ONCO3) e Kora Saúde (KRSA3) estrearam no mercado e estão capitalizadas para serem a ponta consolidadora num setor que ainda é muito pulverizado.

As empresas que conseguirem escrever uma história de crescimento, muito provavelmente, entregarão bons retornos aos seus acionistas, como temos visto em Hapvida e NotreDame.

Porém, é preciso muita cautela nesse momento, porque o valor pago nas aquisições é muito relevante e fará muita diferença lá na frente. Esse é um dos motivos pela nossa preferência pela Rede D’Or, que tem mostrado disciplina nas aquisições realizadas, avaliando de maneira racional os valores desembolsados nessas transações.

Digo isso porque algumas empresas podem acabar pagando caro nas aquisições, simplesmente para entregar um nível de crescimento eventualmente prometido ou esperado por seus investidores.

Recentemente, a disputa entre SulAmerica e Hapvida pela HB Saúde, de São José do Rio Preto (SP), tem chamado a atenção dos investidores, uma vez que novas disputas deste tipo possam ocorrer novamente e encarecer o valor dos ativos.

Anteriormente, a própria Rede D’Or, que tentou uma aquisição do laboratório Alliar (AALR3), viu seus planos ficarem distantes com a entrada de outros interessados pelo mesmo ativo.

Para finalizar, indico que o investidor caminhe ao lado das empresas que vão buscar o crescimento que o setor tem a oferecer, mesmo com as confusões vindas de Brasília, e sem cair em armadilhas nessa corrida pelos ativos que podem se tornar muito caros mais adiante, pois, melhor do que apresentar um crescimento acentuado, é o que consegue crescer e gerar valor ao acionista ao longo do tempo.

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