Consumo consciente: veja as diretrizes que norteiam esse conceito

As transformações do cenário socioeconômico do mundo provocaram mudanças irreversíveis na nossa produção e consumo. Por isso, precisamos reavaliar as diretrizes do consumo consciente.

Com a pandemia da COVID-19, a sociedade global se viu em uma nova condição de relacionamento. Se, por um lado, tivemos que enfrentar o grande desafio do isolamento, por outro, descobrimos que novos modelos de sociedade são possíveis. Mas, e agora, o que devemos considerar na hora de consumir e investir nosso dinheiro? O que mudou e o que não mudou nas nossas atividades econômicas?

Neste artigo, você vai descobrir como o investimento com propósito passou a ser mais importante que nunca. Além disso, vai conhecer alguns parâmetros das novas diretrizes do consumo consciente. Confira!

As novas diretrizes do consumo consciente e o planejamento financeiro

A essência da economia seguirá sendo a mesma, nada mudou: tudo ainda se trata de administrar os recursos. Contudo, com as novas possibilidades diante de desafios dramáticos, como isolamento social em uma pandemia, precisamos repensar o nosso consumo.

Já sabemos que é importante garantir a organização das finanças se quisermos manter a saúde da nossa situação financeira. Mas temos cultivado esse conhecimento segundo um paradigma quase exclusivamente econômico.

As novas diretrizes do consumo consciente conservam os preceitos, mas alteram o fundamento. Por exemplo, já se avalia o grau de desenvolvimento de uma população considerando principalmente saúde e bem-estar psicológico.

Entre outros critérios, a FIB (Felicidade Interna Bruta, indicador que avalia o desenvolvimento social com base nas novas diretrizes do consumo consciente), mede:

  • governança (e a impressão popular sobre seus governos);
  • cidadania;
  • autoestima;
  • sensação de competência;
  • estresse;
  • atividades espirituais etc.

Assim, parte da sensação social de bem-estar e competência diz respeito à educação financeira e poder econômico. Portanto, investir com propósito, hoje, passa ser mais que apenas construir patrimônio, mas garantir felicidade e paz de espírito.

Consumo controlado

Tudo começa em reavaliar o consumo e como se consome. Optar por produtos que não agridam o meio ambiente é uma excelente forma de contribuir e garantir satisfação pessoal. Além disso, é por meio do consumo controlado que se pode reduzir gastos e direcionar parte da renda aos investimentos.

Organização financeira

Controlando o consumo, temos o início de uma organização financeira competente. A partir daí, é possível antever gastos futuros. Dessa forma, fica mais fácil conhecer a dinâmica do fluxo do dinheiro no orçamento pessoal e familiar.

Poupar para construção de patrimônio

Finalmente, com as finanças em ordem, é possível determinar uma quantia certa e constante para investimentos. Isso, somado à sensação de aproveitamento do trabalho, é o que vai garantir satisfação pessoal em relação aos anos trabalhados.

Como investir com propósito

Uma vez que você tem reservas de dinheiro para investir, é preciso dispor de energia para escolher bons investimentos. É importante começar conhecendo seu perfil de investidor, para saber quais produtos são ideais para você.

Dessa forma, começando quanto antes, você se assegura de boas escolhas e evita estresse e descontrole emocional. Então, para ter certeza de que você está aplicando seu dinheiro com rigor e consciência, tenha certeza de:

  • especificar seus objetivos financeiros;
  • definir metas;
  • estipular valores e prazo;
  • estudar o melhor investimento para você;
  • diversificar sua carteira de investimentos estrategicamente.

Desse modo, ao organizar seu orçamento e garantir investimentos estratégicos para o seu perfil, você libera energia para uma vida satisfatória.

Assim, conforme as novas diretrizes do consumo consciente, você eleva seu grau de felicidade. Não apenas por se concentrar no seu crescimento econômico, mas sim por garantir um convívio harmonioso com o meio social em que vive.

O investimento em ESG para fazer consumo consciente

Já ouviu falar do ESG? Essa é uma das principais tendências atuais do mundo corporativo e no mercado financeiro. Isso acontece pelo fato de ser uma das formas mais efetivas para se investir de forma consciente. O ESG também gera um grande incentivo para que as próprias empresas aprimorem a consciência internamente. Entenda melhor sobre esse termo nos tópicos seguintes.

O conceito de ESG

ESG é uma sigla para Environmental, Social and Governance, que pode ser traduzido para Ambiental, Social e Governança em português. Esses são os três eixos da sustentabilidade que podem ser aplicados nas empresas durante o desempenho de suas atividades.

Uma empresa pode investir em políticas socioambientais ou responsabilidades corporativas e publicar relatórios periodicamente informando sobre suas atitudes nesses três fatores. Com essas informações, os investidores, fundos de investimentos e analistas financeiros podem decidir quais organizações receberão seu dinheiro.

A importância do ESG

O mundo vem sofrendo diversas transformações negativas nas últimas décadas, o que é conhecido como alteração ou mudança climática. Esses acontecimentos causam eventos climáticos extremos, aumentam a temperatura da atmosfera, a poluição dos rios e do ar etc. É com o intuito de minimizar esses danos e garantir uma qualidade de vida maior às futuras gerações que foi criado o ESG.

Esse conceito também tem o objetivo de fazer com que atender o interesse das pessoas de consumirem de forma inteligente. Isso é possível pelo fato de o ESG ser utilizado como uma espécie de métrica para identificar negócios com práticas sustentáveis.

Você poderá adquirir bens de entidades que realizam essas medidas e fazer destinar parte da carteira de investimentos para empresas. Mesmo que o rendimento possa ser menor que o realizado em outra organização, você contribuirá para um futuro melhor.

As suas principais características

Não há um rol específico de políticas que deve ser aplicado pelas empresas para que elas sejam consideradas ESG. Cada organização pode tomar atitudes diferentes para contribuir com o desenvolvimento ambiental, social e a governança.

No aspecto ambiental, a entidade tem o objetivo de minimizar os danos ao meio ambiente. Alguns exemplos dessas medidas são:

  • economizar ou reutilizar a água;
  • aumentar a eficiência energética;
  • minimizar ou eliminar a emissão de gases poluentes;
  • fazer o descarte adequado de lixo e a gestão de resíduos;
  • diminuir a emissão de carbono;
  • usar energia renovável, como a hídrica, eólica, solar, geotérmica, biomassa, entre outros.

Já no social, há uma preocupação em promover o bem-estar das pessoas, podendo envolver aquelas

  • garantir a segurança do trabalho;
  • melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho;
  • contribuir para desenvolvimento de comunidades;
  • impulsionar o desenvolvimento de grupos de minorias;
  • investir na diversidade e representatividade, entre outras.

Por fim, o fator de governança envolve as políticas e práticas utilizadas na gestão do negócio. Elas impactam na sua estabilidade do mercado, competitividade e visão que os stakeholders — clientes, investidores, parceiros e outros com interesse no negócio. Veja alguns deles:

  • priorizar a ética;
  • combater a corrupção;
  • garantir transparência;
  • assegurar a transparência;
  • manter uma estrutura de diretores;
  • realizar auditorias nos diferentes setores;
  • ter independência para atuação do conselho e medidas similares.

Índices ESG

Como existem variadas condutas ESG que podem ser aplicadas pelas empresas, cada fundo ou índice traz seus próprios requisitos para que uma empresa seja ESG. Na B3, alguns dos principais índices encontrados são:

  • Índice Carbono Eficiente (ICO2);
  • Índice de Governança Corporativa (IGCT);
  • Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).

Neste artigo, você descobriu alguns aspectos das novas diretrizes do consumo consciente e como investimentos com propósitos se relacionam com isso, principalmente no que diz respeito ao ESG. Lembre-se de que a economia é importante, mas deve ser parte constituinte de uma estrutura com outros valores.

Quer saber quais são os melhores investimentos ESG e que contribuem para o consumo consciente? Entre em contato conosco da Ativa Investimentos, abra sua conta e conheça nossos serviços!

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