O agravamento da pandemia e a reação das montadoras

Na palavra do especialista de hoje, falaremos sobre a reação das fabricantes de automóveis diante do agravamento da pandemia em 2021. Adicionalmente, vamos expor nossos modelos que buscam se correlacionar com o subitem “Automóvel novo” do IPCA.

Com o agravamento recente da covid-19, a maioria das montadoras que tem fábricas instaladas no Brasil, decidiu suspender temporariamente suas produções. Tal movimento foi motivado por diversos fatores diretamente ligados à pandemia.

Sabemos que um dos fatores que norteiam a produção de um bem é a expectativa de consumo. Por esse motivo, vale destacar que em 2020 a profunda crise econômica que a pandemia nos submeteu, acarretou na redução da renda e na queda de confiança dos consumidores, que por sua vez, desincentivou a procura por bens de alto valor de aquisição, ainda que tenha sido compensado por uma abundância de crédito.

Já em 2021, o recrudescimento da pandemia, com a alta do endividamento, minou muito as perspectivas, intensificando os fatores negativos que haviam sido atenuados em 2020.

Além disso, a paralisação de diversos setores produtivos tornou cada vez menos viável a manutenção da produção, pois houve desabastecimentos de diversas peças necessárias para a montagem dos veículos.

Ademais, com a forte desvalorização do real frente ao dólar, as matérias primas passaram a exercer uma pressão sobremaneira nos custos de produção. Por esses motivos, a necessária paralisação na produção foi importante para as montadoras reavaliarem o cenário e traçarem novas estratégias para uma futura reversão na situação atual.

No tocante à inflação, trazemos uma novidade. Além da tradicional coleta de veículos com a extensa base da FIPE, para estimar o subitem “automóveis novos” do IPCA, adicionamos o modelo por montadora, que se vale dos dados de emplacamentos da Fenabrave como um dos ponderadores, visto que utilizamos o peso das cinco maiores montadoras antes da agregação.

Como podemos analisar no gráfico acima, após rodarmos os dois modelos, o geral (FIPE) apontou para alta mais robusta em março (+2,2%), desacelerando para +1,1% em abril e o nosso modelo por montadora, que se mostra mais aderente à série observada, indica avanço de 1,4% em março e 0,9% em abril.

Por fim, destacamos que a projeção do modelo por montadora foi o adotada na casa para compor nossa projeção de IPCA. Não obstante, nossa expectativa é que o IPCA fechado encerre o ano em 4,9%, enquanto estimamos a alta de 3,0% em 2022.

De todo modo, é possível observar que a pressão de custos, a pandemia e seus desdobramentos afetaram sobremaneira a os preços de veículos novos que não exibiram nenhuma taxa negativa desde o início do segundo semestre de 2020, culminando em um eventual pico agora em março. Conforme apontado, as perspectivas é que não haja uma “normalização” tão em breve desse mercado, vide também os aspectos de demanda associados à estafa no crédito e antecipação de consmo.

Conte sempre com a Ativa. Até o próximo artigo!

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