Vida de Trader: entenda como funciona a análise gráfica de ações

A bolsa de valores é um meio para conectar investidores que possuem reserva de capital e empresas que precisam de dinheiro para crescer. Entre as principais formas, temos a negociação de ações, prática difundida pelo mercado financeiro internacional, para solucionar a necessidade mútua entre pessoas e empreendimentos.

Quando uma empresa faz sua oferta pública inicial (IPO – Initial Public Offering), ela está ofertando suas ações pela primeira vez ao público. Ou seja, ela está vendendo suas ações para outras pessoas, para que estes se tornem acionistas da empresa. A partir do momento que a abertura de capital (processo de IPO) é feita, as negociações fluem recorrentemente entre terceiros, sem mais a participação da empresa, no geral.

Dentre os negociadores, temos vários tipos diferentes. Temos os famosos buy and holders, que buscam investimentos de longuíssimo prazo. Traduzindo a expressão, eles não tem a intenção de vender as ações, uma vez adquiridas. Também temos os especuladores (traders) que visam lucro em curto/médio prazo através de variadas estratégias de negociação.

Para este texto, vamos focar na base de uma dessas estratégias de negociação: a Análise Gráfica.

Análise Gráfica

Os registros da utilização (e criação) da Análise Gráfica vão até os anos 1700, onde um trader japonês, diz a lenda, conseguiu 100 trades vitoriosos consecutivos. O foco da sua estratégia era os candlesticks, hoje presentes em praticamente todos os gráficos de amantes de análise técnica.

Qualquer grafista, quando vai iniciar uma análise, ele observa a formação de topos e fundos para identificar a forma que o mercado está se movimentando para buscar oportunidades. Através dos topos e fundos que temos a formação de tendências, onde podemos buscar excelentes chances de obter operações vitoriosas no mercado – o assunto principal deste artigo.

Em todas as negociações do mercado temos duas pontas, uma compradora e outra vendedora. Normalmente, um acredita que está barato e o outro acredita que está caro. Se todos concordassem em um dos lados, teríamos um preço tendendo a infinito ou a zero. Pelo menos, até alguém começar a discordar. Ou seja, quanto mais otimista o mercado estiver, mais os preços serão puxados. Quanto mais pessimista o mercado estiver, mais os preços serão derrubados.

Ou seja, quando um preço que está subindo passa a cair, marcando um preço máximo, está deixando registrado no gráfico o exato momento onde o mercado se tornou mais pessimista do que otimista naquele ativo. Se naquele preço o mercado acumula mais vendedores, é mais inteligente respeitar a opinião geral do mercado e evitar suas compras naquele patamar. De forma otimizada, o ideal seria concentrar suas compras junto com os compradores, nas regiões que conhecemos como fundo – que é onde um preço cai e reverte, fazendo um preço mínimo, demonstrando a presença da força compradora naquele ponto.

Com essas informações, podemos trabalhar de acordo com as tendências do mercado, onde temos quatro cenários diferentes:

Tendência de alta

Ela é marcada por topos e fundos ascendentes, ou seja, cada fundo é mais alto que o anterior e cada topo é mais alto que o anterior. O mercado está cada vez mais otimista com o ativo, que supera com frequência a força vendedora que aparece.

Tendência de baixa

Ela é marcada por topos e fundos descendentes, ou seja, cada fundo é mais baixo que o anterior e cada topo é mais baixo que o anterior. O mercado está cada vez mais pessimista com o ativo, que supera com frequência a força compradora que aparece.

Tendência lateral

Ela é marcada pelo respeito de topos e fundos, ou seja, os patamares são repetidos nas regiões marcadas, demonstrando um ar de preço justo para o ativo e uma certa concordância por parte do mercado – até que alguma nova força consiga superar os pontos marcados. O mercado está satisfeito com o patamar de preço.

Tendência indefinida

Ela é marcada pela falta continuidade do movimento. Temos topos mais altos que os anteriores, fundos mais altos que os anteriores, variados rompimentos destas regiões que acabam voltando tudo. É como se fosse um lampejo da força que logo em seguida desiste do que estava fazendo e tudo retorna a faixa anterior. O mercado costuma ficar assim quando se está à espera de algum dado econômico relevante.

Este é o primeiro passo de um grafista. Desta maneira, temos maneiras específicas para operar em cada um dos casos para buscar uma probabilidade maior de acerto. Em tendências de alta, costuma-se operar na COMPRA. Em tendências de baixa, tende-se a operar na VENDA. Nas tendências laterais, costumamos vender em zonas de resistência (acúmulo de vendedores, os preços não conseguem subir) e comprar em zonas de suporte (acúmulo de compradores, os preços não conseguem cair). Em tendências indefinidas, não se opera.

Se você está começando, seguir os conselhos retratados no parágrafo anterior pode te auxiliar a fugir de movimentos contrários à sua posição. Conte com a gente e venha aprender mais sobre o assunto na nossa #SalaAoVivo!

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