Venda descoberta: confira riscos e benefícios dessa forma de operação

Há mais oportunidades de obter ganhos no mercado financeiro do que muitos imaginam. Uma técnica vantajosa que pode ser aplicada pelos investidores é a venda descoberta, que permite lucrar com ativos em queda.

Essa estratégia pode ser bastante útil para se sobressair em cenários de incertezas ou baixa do mercado. Por isso, saber aplicá-la é fundamental durante crises econômicas generalizadas, como a do coronavírus que o Brasil enfrenta. Quer saber mais sobre ela? Então continue lendo este conteúdo.

O que é venda descoberta?

Também chamada de short sell, consiste em vender algo que você não possui de fato. A bolsa de valores (B3) possibilita a negociação de ativos e derivativos que não estão na sua carteira. Basicamente, o investidor comercializa um ativo emprestado, paga a comissão da operação e lucra com a mudança de valor.

Para entender melhor como essa tática funciona no campo prático, veja um exemplo de etapas a serem tomadas:

  • imagine que você perceba que um ativo será desvalorizado;
  • o ativo é tomado emprestado e vendido pelo preço de mercado;
  • esse mesmo ativo então é recomprado;
  • se houver desvalorização, você lucra com a diferença da venda e compra do ativo.

É possível lucrar tanto com a valorização como com a desvalorização de ativos. Essa estratégia é usada em ativos negociados na bolsa, não podendo ser aplicada em fundos de investimento, por exemplo.

Quais são os riscos?

Os riscos da venda descoberta são bastante elevados, sendo crucial saber exatamente quais são eles antes de aplicá-la:

  • short squeeze: esse é um movimento brusco que aumenta significativamente o preço de um ativo. O fenômeno pode ocorrer quando muitos investidores fazem short ao mesmo tempo, podendo fazer com que todos sejam prejudicados;
  • perdas ilimitadas: há limites para ganhos, mas prejuízos são ilimitados caso o mercado se desenvolva de forma contrária ao esperado;
  • taxa de aluguel: dependendo do ativo, seu aluguel pode ser caro;
  • operar contra tendências: se apostar na desvalorização, o investidor vai contra a tendência natural de crescimento das bolsas.
  • posições grandes demais: o investidor pode sofrer com prejuízos maiores que com os quais consegue arcar se a tendência não se concretizar.

Quais são os benefícios?

A primeira vantagem está no fato de que o investidor pode atuar no mercado mesmo durante crises. Com bastante conhecimento sobre análise técnica ou fundamentalista e experiência de mercado, pode continuar lucrando mesmo em situações difíceis.

Outro grande benefício consiste na possibilidade de alavancar seus ganhos. Será possível aproveitar a valorização ou desvalorização de ativos de grande valor arcando apenas com sua taxa de aluguel.

Os investidores também podem negociar ações sem tê-las, bastando alugá-las. Isso amplia ainda mais suas oportunidades e possibilidades de negociações na bolsa de valores.

Quando vale a pena realizar venda descoberta?

Não é sempre que vale a pena realizar a venda descoberta. Normalmente essa técnica é usada por investidores para aproveitar de oportunidades que aparecem de forma repentina.

A estratégia também é benéfica quando você sabe que ocorrerá uma mudança que dificilmente é percebida por outros traders. Como suas operações terão movimentação contrária dos demais, seus lucros são maximizados.

Aplicar a venda descoberta permitirá que você consiga grandes lucros em situações que muitos investidores sofrem com perdas. Mas será necessário contar com uma plataforma de negociações completa, investir em treinamentos e ter experiência de mercado.

Agora que você aprendeu uma técnica para renda variável, diversifique sua carteira com estas 4 alternativas de investimentos seguros.

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