Os males da forte alta do mercado: dicas para investidores

Entre as mais variadas formas de se ganhar dinheiro dentro da Bolsa de Valores, a mais simples é a valorização das suas compras de ações. Você compra por um valor, o mercado sobe e infla os preços para patamares mais altos, gerando valorização naquele seu investimento. Você perde quando os preços das suas ações caem e você realiza o prejuízo (você também pode não encerrar sua posição, o que muitos investidores de longo prazo fazem).

Parece óbvio e simples, não é verdade? O grande problema nasce quando o mercado cria situações atípicas de volatilidade e, praticamente, obstrui o caminho da razão do investidor, que passa a ser guiado pela sua emoção. Com seu lado emocional no controle, o óbvio não é mais óbvio e as coisas mais simples parecem não fazer mais sentido.

Antes de entrarmos a fundo, vamos conversar sobre situações atípicas do mercado. A Bolsa de Valores está sempre precificando a expectativa futura de alguma coisa. Sejam guerras comerciais, sejam questões políticas nacionais ou internacionais, sejam guerras militares, pandemias, riscos fiscais e, acima de tudo, perspectivas de lucros das empresas listadas. Sempre há alguma coisa que está fazendo diferença nos preços. No início, eles se movem de forma racional até os nervos começarem a se florar por causa de algo que surge, seja para o bem ou para o mal.

Mais recentemente, tivemos uma pandemia histórica por conta do coronavírus, que fez com que os mercados internacionais despencassem de forma assustadora. Como ninguém conseguia antecipar o que viria pela frente, as zeragens de posição em massa aceleraram ainda mais o processo de derrubada do mercado. O que poucos percebem, no entanto, é que o mercado já vinha de leve baixa, na parte que era racional. O ponto do texto é o que vem a seguir: o mercado começou a se recuperar. Não porque vimos fisicamente tudo mudar, mas porque vimos os bancos centrais divulgando auxílios atrás de auxílios para ajudar a população.

Como tudo passou a subir, então? No início, entrou a razão trazendo a ideia de que não poderia piorar mais do que já estava ali retratado naqueles preços. Em seguida, a luta internacional constante pela retomada econômica. As perspectivas obviamente melhoraram, o que auxilia a alta dos preços e que vai se tornando empolgação, transformando o mercado em uma alta desenfreada de preços em uma tendência agressiva.

Em uma tendência de alta, conhecemos três fases: acumulação, alta sensível e euforia. Em uma tendência de baixa, conhecemos três fases: distribuição, pânico e baixa lenta.

A tendência de alta e baixa migram entre si. Basicamente, o momento em que a emoção prevalece é onde a tendência se encerra. A euforia é o último trecho da alta, que acaba se transformando em distribuição. Os preços começam a ficar laterais novamente por conta da falta de estímulo – seja ele qual for. Da distribuição passamos para pânico, onde o mercado julga que os preços não eram condizentes com os patamares atuais, forçando uma correção e assim por diante.

Para se ter essa percepção é preciso observar os movimentos de longe, característica presente apenas em investidores e especuladores mais experientes. Para quem está começando, cada movimento parece independente um do outro, o que acaba podendo se tornar um grande nó na cabeça dele. Em uma trajetória de euforia, os preços escalam sem precedentes, sem se importar muito com as notícias do mercado internacional, muito menos com as perspectivas de lucros futuros e nem com que as grandes autoridades e lideranças do mercado dizem. Assim, os investidores amadores esquecem que a renda variável varia e, da mesma forma que pode subir, também pode cair. Em uma migração de tendência, os iniciantes começam a perder dinheiro pois não conseguiram identificar a mudança (ou não sabem fazer isso) para se defender.

Em algum momento você deve ter se perguntado se aquela sua ação não pararia de cair. Mas em nenhum momento você deve ter se perguntado até quando ela iria subir. Afinal, nesta última parte é onde comumente ganhamos dinheiro, correto?

Às vezes precisamos afastar nosso olhar e ver como o mercado está se comportando como um todo. Desta maneira, podemos reduzir a influência das nossas emoções naquele momento e trazer a razão de volta à tona, para que possamos investir e especular de forma bem sucedida.

Não se esqueça: quando o movimento de alta de um ativo específico for muito agressivo, tenha a mesma expectativa na hora que ele começar a cair. Afinal, ele passou tão rápido pelos preços que o mercado mal pode identificar regiões interessantes de suporte e resistência.

Quando você notar que o seu emocional começou a ficar evidência, você pode seguir dois caminhos:

  1. O caminho comentado de olhar o comportamento do mercado como um todo.
  2. Entender se você não está exposto demais ao mercado de renda variável de forma que esteja te incomodando a ponto de querer saber a cada minuto o que está acontecendo.

A primeira regra do jogo é a sobrevivência, então proteja seu capital para não ficar de fora. Conte conosco na trajetória.

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