Entenda o que é preciso para ser um investidor qualificado

Já percebeu que algumas aplicações de instituições financeiras são restritas para investidores qualificados? Normalmente esses títulos apresentam condições mais benéficas, como taxas menores, por exemplo. Você pode se tornar esse tipo de investidor a qualquer momento, bastando preencher certos requisitos da Comissão de valores Mobiliários (CVM).

Se você pretende se dedicar ainda mais aos investimentos, tornar-se qualificado e expandir suas oportunidades, leia este artigo! A seguir explicamos o conceito desse tipo de investidor, quais são as exigências da CVM, entre outros tópicos ligados ao assunto!

O que é um investidor qualificado?

Resumidamente, é um investidor que, de fato, tem ampla compreensão técnica e financeira sobre os investimentos do mercado financeiro. A qualificação demonstra às entidades financeiras e ao Governo que o investidor tem conhecimento necessário para tomar boas decisões sobre investimentos.

Esse profissional foi criado pela Instrução 409 CVM, posteriormente editada pela Instrução 554 CVM e que passou a valer em 2015. Isso foi feito com o objetivo de garantir que os investimentos oferecidos sejam compatíveis com o risco e patrimônio do investidor.

O investidor qualificado surgiu para separá-lo dos pequenos investidores, protegendo estes últimos de riscos desproporcionais às suas capacidades financeiras. Normalmente, as entidades da área oferecem investimentos com alta rentabilidade e taxas menores, mas que também contam com riscos bastante elevados.

Naturalmente, os investidores iniciantes desejarão aproveitar essas alternativas mais vantajosas, mas não conhecerão os riscos ou saberão geri-los. Consequentemente, eles vão tomar decisões erradas e, assim, perder seus recursos.

Diante dessa situação, o governo precisou tomar medidas para evitar que investidores com perfil inadequado façam essas escolhas. Foi por isso que a CVM criou a figura do investidor qualificado.

Os produtos disponibilizados a esse investidor são mais complexos e não são muito conhecidos. Isso faz com que seja necessária uma maior cautela na hora de montar a carteira de investimentos. Alguns exemplos desses produtos são:

  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI);
  • Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA);
  • CRIs não performados;
  • acesso a registros provisórios;
  • Fundos de Investimento no Exterior (FIEX);
  • Cotas de Fundos de Investimento em Participação (FIP);
  • Cotas de Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE);
  • Cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC) e no âmbito do PIPs (FIDC-PIPs);
  • entre outros.

Além disso, o investidor qualificado também recebe permissão para negociar em mercado secundário os valores em ofertas restritas de companhias abertas.

O que qualifica esse tipo de investidor?

Conforme a CVM, investidores qualificados são pessoas físicas ou jurídicas com patrimônio acima de R$1 milhão em investimentos financeiros. Também é crucial que esse montante seja atestado por escrito, ou seja, declarado formalmente.

Mas essa não é a única forma de se tornar esse tipo de investidor. Você também pode ser qualificado ao preencher um dos seguintes critérios:

  • é um investidor profissional (que será explicado a seguir);
  • foi aprovado em exame de qualificação técnica;
  • participa de um clube de investimento com a carteira gerida por um ou mais cotistas que sejam investidores qualificados;
  • tem certificação aprovada pela CVM para ser um agente autônomo de investimento, analista e consultor de valores mobiliários ou administrador de carteira.

Há diferentes certificações que são aceitas pela CVM para que alguém se torne um investidor qualificado. Entre eles estão:

  • planejador financeiro: certificado CFP;
  • Chartered Financial Analyst: certificado CFA III;
  • analista de valores mobiliários: certificado CNPI;
  • gestor de recursos de terceiros: certificado CGA;
  • agente autônomo: certificado AAI emitido pela Ancord;
  • especialista em investimentos ANBIMA: certificado CEA.

É muito importante saber que esses exames costumam ser bastante rigorosos e exigem muito conhecimento dos investidores. Mesmo que quem deseje se qualificar seja bem-sucedido no mercado financeiro, é interessante estudar diferentes temas da área. Exemplos de tópicos que poderão ser encontrados nas provas são:

E o que é um investidor profissional?

O investidor profissional é aquele que tem, no mínimo, R$ 10 milhões investidos, mas também deve atestar esse montante por escrito. Isso significa que todo investidor profissional é um qualificado — mas o contrário nem sempre é verdade.

Como também, somente o valor investido não é o único fator usado para essa classificação. Segundo a Instrução 554 CVM, também é considerado como investidor profissional:

  • Fundos de Investimento;
  • instituições financeiras ou outras autorizadas a funcionar pelo Banco Central (BC);
  • entidades de Previdência Complementar, sejam abertas ou fechadas;
  • Clubes de Investimento, desde que tenham sua carteira gerida por um administrador autorizado pela CVM;
  • administradores de carteira e agentes autônomos de investimentos, mas apenas em relação aos seus próprios recursos;
  • analistas e consultores de valores mobiliários pela CVM;
  • companhias seguradoras;
  • sociedades de capitalização.
  • todos os investidores que não sejam residentes no Brasil.

Um investidor profissional pode fazer qualquer tipo de investimento permitido no Brasil, incluindo aqueles destinados ao investidor qualificado.

Como se tornar um investidor qualificado e profissional?

Quem já tem mais de R$1 milhão de investimentos financeiros pode solicitar à corretora um Termo de Investidor Qualificado. Esse é um documento que deve ser preenchido para comprovar que você tem essa quantia em investimentos.

Como também, é necessário demonstrar sua capacidade de atestar o conhecimento para avaliar e compreender riscos de operações restritas. Também é solicitado o preenchimento do Perfil de Investidor (suitability), que ajuda a identificar produtos adequados à tolerância de riscos.

Essas declarações são feitas de forma online e digital, o que faz com que ele seja rápido e fácil. No entanto, também é possível optar pelos métodos alternativos oferecidos pela CVM, como fazer o exame de qualificação técnica.

No entanto, não adianta se tornar um investidor qualificado apenas no papel. É fundamental ter o conhecimento necessário e o suporte especializado para que consiga tomar as melhores decisões nos investimentos que recebeu acesso.

O indivíduo precisa conhecer o funcionamento, riscos envolvidos, rendimento e outras características do Fundo de Investimentos do Exterior, por exemplo. Para isso, é preciso ter o apoio de uma boa corretora, como a Ativa Investimentos.

Essa empresa investe em treinamentos e capacitações e oferece todo suporte para ajudar seus clientes na tomada de decisão. Além disso, a Ativa promove análises independentes do mercado, recomenda carteiras, faz análises fundamentalistas e técnicas e muito mais.

Tornar-se um investidor qualificado amplia suas alternativas de investimentos e traz muitas vantagens para um indivíduo. No entanto, é necessário ter bastante conhecimento sobre a área, manter um estudo contínuo e, principalmente, ter uma boa corretora. Assim ele conseguirá se tornar cada vez mais bem-sucedido com seus investimentos.

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