Renda Fixa e Renda Variável: veja as diferenças e como escolher

Uma dificuldade comum de quem é iniciante no mercado financeiro é escolher entre Renda Fixa e Renda Variável. Afinal, pode ser complicado até mesmo identificar qual ativo é de cada categoria. Quanto mais escolher qual é o ideal para você entre todos eles!

É fato que aplicar em ativos de Renda Variável pode trazer retornos maiores. Entretanto, os riscos também são mais altos. Ao mesmo tempo, a Renda Fixa é conhecida pela segurança e por retornos mais estáveis.

Se está começando a investir, o primeiro passo é conhecer o seu perfil de investidor para entender qual investimento é o mais adequado para você. Porém, é importante ter em mente que uma carteira diversificada deverá avaliar a posição tanto da Renda Fixa quanto da Renda Variável.

Se você quer saber as diferenças entre esses dois tipos e ver alguns exemplos de Renda Fixa e Renda Variável, siga com a leitura!

Diferenças entre Renda Fixa e Renda Variável

Renda Fixa

Nos investimentos em Renda Fixa, você empresta dinheiro para um emissor — como empresas, bancos ou governo — e em troca recebe uma remuneração. Em Renda Fixa, você consegue planejar melhor o seu futuro, porque, no momento da compra, já sabe qual regra de remuneração do título escolhido.

Em boa parte dos investimentos de Renda Fixa, os investidores contam com a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A remuneração da Renda Fixa pode ser dividida em três categorias. Confira!

Prefixada

Consiste em um rendimento fixo, ou seja, você já sabe quanto vai resgatar no futuro. Por exemplo, você pode investir em um CDB prefixado com rentabilidade de 10% ao ano. Esse rendimento se manterá até a data de vencimento do título.

Esse tipo de investimento é recomendado para cenário de previsão de queda na taxa de juros. Além disso, é válido para quem pretende resgatar um valor específico no futuro.

Os investimentos mais conhecidos que podem oferecer taxas prefixadas são:

  • LC;
  • CDB;
  • Tesouro Direto Prefixado.

Pós-fixada

De forma geral, essa categoria de investimento está atrelada a um indexador, como taxa Selic ou CDI. Ou seja, quando o indexador sobe, as remunerações aumentam e vice-versa. Por acompanhar as variações das taxas do mercado, essa é a categoria é indicada para corrigir a remuneração através de previsões de valorização dos benchmarks utilizados.

Os produtos pós-fixados mais comuns disponíveis são:

  • LCI;
  • LCA;
  • LC;
  • CDB;
  • Tesouro Direto Selic.

Híbrida

A rentabilidade é composta por uma taxa prefixada com um indexador, ou seja, uma parte da rentabilidade é variável e a outra é fixa. O indexador mais comum desses títulos híbridos é o IPCA. No caso do IPCA, esse título é recomendado para quem deseja garantir o poder de compra do valor que foi investido no período, pois ele é corrigido pela inflação.

Uma de suas principais vantagens é que sua taxa fixa é a remuneração acima da inflação. Portanto, pode-se garantir um ganho real.

Os investimentos híbridos disponíveis são:

  • debêntures;
  • CDB;
  • Tesouro Direto IPCA+;
  • CRI;
  • CRA;
  • LCI;

Renda Variável

Já na Renda Variável, você está investindo em algum negócio, como um empreendimento imobiliário ou mesmo uma empresa. Os ativos têm cotações diárias e são precificados de acordo com as expectativas do mercado.

Não há como prever a rentabilidade dos investimentos. Para essa categoria, vale a máxima: “Não há almoço grátis”. Ou seja, investimentos com capacidade de proporcionar maiores retornos implicam em riscos maiores.

Há diversos investimentos de Renda Variável, e os mais conhecidos são apresentados a seguir.

Ações

São pequenas frações do capital social de uma empresa. Dessa forma, você pode ganhar com a valorização do preço dessas ações ou com o recebimento de dividendos. Para quem não sabe, dividendos são parte dos lucros que são distribuídos entre os acionistas das empresas isentos de imposto de renda.

Nós temos um artigo especial que ensina como viver de dividendos, caso seja do seu interesse.

Em um cenário de juros baixos, como ocorre hoje no Brasil, os especialistas sugerem que elas façam parte do seu portfólio de investimentos, desde que estejam dentro do seu perfil de risco.

Fundos Imobiliários

São frações de empreendimentos, como shopping centers, prédios comerciais e galpões. Também podem ser Fundos que adquirem títulos de crédito imobiliário, como LCI e CRI (conhecidos como Fundo de Papel).

A rentabilidade vem da valorização das cotas, que são precificadas diariamente pelos investidores e pelo pagamento mensal de dividendos. Para quem pensa em investir em imóveis, essa é uma excelente alternativa, visto que:

Lembre-se que o ideal é que as pessoas que vão investir em Renda Variável saibam sobre o mercado e seu perfil de investidor, visto que é um mercado de risco.

6 fatores para considerar ao tomar uma decisão

Nós já vimos as principais diferenças existentes entre Renda Fixa e Renda Variável. No entanto, não basta entender os conceitos para escolher a melhor opção para você. É importante também avaliar cada investimento dentro de uma série de fatores.

Por isso, nós listamos abaixo os 6 principais elementos a se avaliar na hora de escolher entre investimentos de Renda Fixa e Renda Variável. Sempre que for fazer uma aplicação e estiver em dúvida sobre qual a melhor opção, leve esses fatores em consideração. Veja quais são os elementos abaixo!

Prazo

O primeiro ponto a considerar é o prazo da aplicação. Normalmente, investimentos de Renda Fixa se tornam verdadeiramente lucrativos em médio e longo prazo. Isso acontece por conta do poder dos juros compostos, que geram ganhos mais atraentes conforme o tempo passa.

Isso não significa, no entanto, que as opções de Renda Variável só são interessantes para curto prazo. É verdade que algumas estratégias na Bolsa de Valores, como o Day Trade ou Swing Trade, duram poucas horas ou dias.

Entretanto, existem várias estratégias de prazos maiores. Uma delas é a Buy’n’Hold, que consiste em comprar ações e mantê-las na carteira por tempo indeterminado.

Portanto, quando for escolher o investimento, considere quais as estratégias ou ativos se encaixam melhor no prazo que você tem em mente.

Rentabilidade

A rentabilidade é um dos fatores que mais diferencia a Renda Fixa e a Renda Variável. Por isso, quando for escolher um ativo para a sua carteira, é necessário analisar qual seu potencial de ganho.

De maneira superficial, os ativos de Renda Fixa apresentam um ganho potencial mais previsível. Por isso, são melhores para quem quer conservar valor (falaremos sobre isso em breve) ou se planejar a longo prazo.

Já os ativos de Renda Variável apresentam maior volatilidade, uma vez que são mais arriscados. Para trabalhar com eles, é necessário conhecimento, por exemplo, de análise técnica e/ou fundamentalista.

Reserva de emergência e oportunidade

Quando falamos de investimentos, além das taxas e tributos, precisamos pensar em outros dois fatores: o quão seguro é o investimento e sua liquidez.

Nesse caso, é importante considerar qual a expectativa desse investimento em relação a esses elementos.

Perfil de investidor

Um ponto muito importante a considerar antes de fazer cada aplicação é o seu perfil de investidor. Isso porque não existe um ativo inerentemente “bom” ou “ruim”. O que existe são aplicações que não são adequadas para determinado perfil ou contexto.

Veja abaixo um resumo simplificado dos diferentes perfis de investidor:

  • perfil conservador — privilegia investimentos mais seguros, mesmo que sejam menos rentáveis;
  • perfil moderado — prefere buscar um bom equilíbrio entre risco e rendimento;
  • perfil agressivo — dá preferência a aplicações com maior potencial de rendimento, mesmo que mais arriscados.

Liquidez

A liquidez é um elemento muito importante a analisar quando se escolhe um investimento. Basicamente, a liquidez é a facilidade de transformar a aplicação em dinheiro com menor perda de valor.

Por isso, é importante considerar a liquidez entre Renda Fixa e Renda Variável antes de aplicar. Isso é especialmente verdadeiro se você precisar do dinheiro para alguma emergência.

Objetivos

Por fim, o último elemento a considerar ao escolher entre investimentos de Renda Fixa e Renda Variável é o seu objetivo. Afinal, um dos principais elementos a guiar uma carteira de investimentos é o objetivo que se pretende alcançar.

Sabendo qual é o seu objetivo, é possível definir qual é o prazo ideal para a aplicação, a rentabilidade esperada e muito mais.

Quem deve investir em Renda Fixa e Renda Variável

Muitos investidores, especialmente os novatos, acreditam que devem escolher entre Renda Fixa e Renda Variável. Ou seja, ou se investe em um ou no outro. Na verdade, não é preciso ser assim. Nem é recomendável que seja! O ideal é que a sua carteira de investimentos seja diversificada, com ativos de diferentes tipos.

No entanto, é fato que a Renda Fixa é um investimento muito mais fácil para os iniciantes. Afinal de contas, seu mecanismo é de crescimento constante (só dá para ter “prejuízo” quando se considera a inflação). Além disso, a maior parte dos ativos de Renda Fixa é protegida pelo FGC. Portanto, isso traz mais segurança para os investidores novatos.

Pensando nisso, é importante entender a partir de quando é recomendado o investimento em ativos de Renda Variável. Afinal de contas, eventualmente todos os investidores terão algum tipo de ativo variável na carteira. A exceção, claro, são os de perfil conservador.

Nesse caso, é importante ter dois pontos em mente para poder entender quando começar a investir em Renda Variável. O primeiro deles é o nível de conhecimento do investidor. É essencial que se conheça bem o funcionamento da Bolsa e dos ativos em que se vai investir. A partir do momento em que o investidor está confortável com esse mecanismo, já pode pensar em comprar ações.

O segundo ponto a ter em mente é a Regra dos 80. Essa regra foi criada como orientação básica para orientar a proporção de ativos de Renda Variável na carteira dos investidores com base na sua idade.

A ideia é que o investidor privilegie ativos mais arriscados quando é jovem. Afinal, há mais tempo para se recuperar caso algo dê errado. Já quando se está mais velho, o objetivo é colocar o dinheiro em Renda Fixa para conservar valor e crescer de forma segura.

Como funciona a Regra dos 80

O funcionamento da Regra dos 80 é bem simples. Ela diz que o investidor deve subtrair do número 80 a sua idade. O resultado deve ser a proporção da sua carteira que deve ir para Renda Variável.

Por exemplo, suponha que você tenha 28 anos. Excluindo 28 de 80 dá 52. Portanto, o ideal seria direcionar 52% da carteira para ativos de Renda Variável.

Diferenças entre Fundos de Renda Fixa e Fundos de Renda Variável

O investidor que não quiser escolher entre ativos de Renda Fixa e Renda Variável, pode optar por Fundos de Investimento. Dessa forma, é possível confiar seu dinheiro aos gestores profissionais responsáveis por traçar as estratégias de investimento.

Um Fundo de Renda Fixa tem, no mínimo, 95% do seu patrimônio líquido em ativos de Renda Fixa. Os outros 5% podem ir para diferentes ativos do mercado financeiro.

Já um Fundo de Renda Variável precisa ter, no mínimo, 67% do seu patrimônio líquido em ativos de Renda Variável. No entanto, existe uma grande variedade de Fundos que entram nessa classificação. Eles podem investir em:

  • ações;
  • commodities;
  • derivativos (Opções, Mini-Dólar etc.);
  • imóveis.

As diferenças entre Renda Fixa e Renda Variável se repetem nos seus Fundos de Investimento. Os primeiros são mais recomendados para que busca aplicações um pouco mais seguras. No entanto, é importante ter em mente que as cotas desses Fundos não são protegidas pelo FGC.

A grande vantagem deles, no entanto, é que podem ter títulos de Renda Fixa de longa duração com remunerações melhores que as atuais em sua carteira. Além disso, como muitos têm liquidez diária, são uma boa opção para investir sua reserva de emergência.

Por outro lado, os Fundos de Renda Variável mantém os riscos dos seus ativos. No entanto, como podem ter 1/3 da sua carteira em Renda Fixa, eles podem contar com uma segurança maior. Além disso, é uma ótima maneira de se expor a diferentes ativos com mais proteção e sem precisar investir diretamente neles.

Agora que você já entendeu qual é a diferença de Renda Fixa e Renda Variável, viu alguns exemplos e aprendeu como escolher entre elas, está pronto para montar uma carteira de investimentos básica. Para isso, no entanto, é necessário ter uma conta em corretora.

Nesse contexto, a Ativa Investimentos se destaca no mercado. Isso porque a corretora oferece todo o suporte que o investidor precisa no mercado. Além de contar com a melhor curadoria de ativos, a Ativa trabalha com os mais rigorosos padrões de compliance e governança. Para completar, a corretora oferece assessoria especializada para cada investidor e atendimento de qualidade.

Se você quer entrar no mercado financeiro com o apoio de uma corretora experiente e que esteja ao seu lado, venha para a Ativa Investimentos. Abra a sua conta agora mesmo!

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