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description: O mercado de valores é um mar de oportunidades para investidores de todos os tipos. Uma dessas áreas é o Mercado de Derivativos. Conheça mais!
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### Mercado de derivativos: como funcionam termo, futuro, opções e swap

 Por: Time Ativa

 04/03/2020

 9 min

# Mercado de derivativos: como funcionam termo, futuro, opções e swap

Por Ativa Investimentos 

Publicado em 04/03/2020

Atualizado em 05/10/2026

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Derivativos são contratos cujo valor depende do preço de outro ativo, como ações, índices, moedas, juros ou commodities. Os quatro principais são o termo, o futuro, as opções e os swaps, usados para proteção (hedge), especulação e arbitragem. Por serem alavancados, os derivativos podem gerar perdas superiores ao capital investido.

Principais pontos

- **Termo:** compromisso de compra e venda a um preço fixado hoje, com liquidação em data futura.
- **Futuro:** contrato padronizado, negociado em bolsa, com ajuste diário de ganhos e perdas.
- **Opções:** dão ao titular o direito, e não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço definido, mediante o pagamento de um prêmio.
- **Swaps:** troca de indexadores entre as partes, como DI por taxa prefixada ou por variação cambial.
- **Riscos:** alavancagem, chamadas de margem, liquidez, risco de base e, no lançamento de opções a descoberto, perdas potencialmente ilimitadas.

## O que são derivativos?

Derivativos são instrumentos financeiros cujo preço deriva de outro ativo ou indicador. Quem negocia um derivativo assume um compromisso ou um direito sobre esse ativo-objeto, sem precisar negociá-lo diretamente.

Os ativos-objeto mais comuns no Brasil são:

- **Ações e índices**: como as ações listadas e o Ibovespa.
- **Moedas:** principalmente o dólar.
- **Taxas de juros:** como o DI, base da curva de juros.
- **Commodities:** como milho, boi gordo, café, ouro e petróleo.

Os derivativos são negociados em dois ambientes: na bolsa, com contratos padronizados, e no mercado de balcão, com contratos negociados diretamente entre as partes e registrados em uma entidade autorizada, como a B3.

## Como funciona o mercado de derivativos na B3?

Na bolsa, a B3 atua como contraparte central: ela se coloca entre comprador e vendedor e garante a liquidação das operações, exigindo margens de garantia dos participantes.

Esse arranjo traz três consequências práticas:

- **Risco de contraparte reduzido:** o investidor não depende da solvência de quem está do outro lado, porque a câmara de compensação da B3 garante a liquidação.
- **Margem de garantia:** para manter posições em aberto, é preciso depositar garantias, calculadas pelo modelo de risco da B3 e ajustadas conforme a volatilidade.
- **Encerramento por operação inversa:** quem comprou um contrato pode encerrar a posição vendendo a mesma quantidade antes do vencimento, sem precisar encontrar a contraparte original.

No balcão, os contratos podem ser personalizados em prazo, valor e indexador, mas o risco de contraparte e a liquidez dependem do arranjo de cada operação.

## Quais são os tipos de derivativos?

Os quatro principais tipos de derivativos são o termo, o futuro, as opções e os swaps. Eles se diferenciam pela padronização, pelo ambiente de negociação, pela forma de liquidação e pelo perfil de resultado.

| Característica | Termo | Futuro | Opções | Swap |
| --- | --- | --- | --- | --- |
| Natureza | Obrigação para as duas partes | Obrigação para as duas partes | Direito para o titular, obrigação para o lançador | Obrigação para as duas partes |
| Ambiente | Bolsa ou balcão | Bolsa | Bolsa ou balcão | Principalmente balcão |
| Padronização | Parcial | Total | Total na bolsa² | Contrato personalizado |
| Ajuste diário | Não | Sim | Não há ajuste diário do prêmio¹ | Não, em geral |
| Perfil de resultado | Linear | Linear | Não linear | Linear |
| Custo de entrada | Margem | Margem | Prêmio (titular) ou margem (lançador)¹ | Sem desembolso inicial de prêmio, mas com garantias e custos de registro conforme a operação |

*¹ O lançador de opções deposita margem e pode precisar recompô-la se o mercado se mover contra a posição.*  
*² A padronização total vale para as opções listadas em bolsa. As opções negociadas em balcão são contratos customizados entre as partes.*

#### Como funciona o mercado a termo?

No mercado a termo, as partes se comprometem a comprar e vender um ativo por um preço fixado hoje, com liquidação em uma data futura.

Na B3, o termo de ações é usado tanto para alavancar uma posição comprada quanto em operações de financiamento, como a compra à vista combinada com a venda a termo. Em geral, o comprador a termo pode antecipar a liquidação. Diferentemente do futuro, não há ajuste diário: o resultado é realizado na liquidação, mas a B3 exige margem durante a vida do contrato.

#### Como funciona o mercado futuro?

O mercado futuro negocia contratos padronizados de compra e venda de um ativo para uma data de vencimento, com ganhos e perdas liquidados diariamente pelo mecanismo de ajuste.

As partes ficam obrigadas pelo contrato até o vencimento ou até encerrarem a posição com uma operação inversa. O ajuste diário transfere, todos os dias, a variação do preço entre comprados e vendidos. Por isso, mesmo quem pretende manter a posição até o vencimento precisa ter recursos para cobrir os ajustes negativos.

Os contratos futuros mais negociados na B3 incluem:

- **Índice:** Ibovespa cheio (IND) e minicontrato (WIN).
- **Câmbio:** dólar cheio (DOL) e minicontrato (WDO).
- **Juros:** DI futuro (DI1), referência para a curva de juros brasileira.
- **Commodities:** milho, boi gordo, café e ouro, entre outros.

#### Como funcionam as opções?

Uma opção dá ao titular o direito, mas não a obrigação, de comprar (call) ou vender (put) um ativo a um preço definido, o strike, até ou em uma data de vencimento. Em troca, o titular paga um prêmio ao lançador.

| Posição | Opção de compra (call) | Opção de venda (put) |
| --- | --- | --- |
| Titular (comprador) | Tem o direito de comprar o ativo pelo strike. A perda máxima é o prêmio pago. | Tem o direito de vender o ativo pelo strike. A perda máxima é o prêmio pago. |
| Lançador (vendedor) | Tem a obrigação de vender o ativo pelo strike se a opção for exercida. A perda é ilimitada se a opção for lançada a descoberto. | Tem a obrigação de comprar o ativo pelo strike se a opção for exercida. A perda pode chegar ao strike menos o prêmio recebido. |

Outros conceitos importantes:

- **Estilo:** opções americanas podem ser exercidas a qualquer momento até o vencimento. Opções europeias só podem ser exercidas no vencimento.
- **Moneyness:** uma opção está dentro do dinheiro quando o exercício seria vantajoso pelo preço atual, no dinheiro quando o strike está próximo da cotação e fora do dinheiro quando o exercício não seria vantajoso.
- **Valor intrínseco e extrínseco:** o prêmio combina o valor de exercício imediato com um valor de tempo, que depende do prazo, da volatilidade e dos juros.
- **Gregas**: medem a sensibilidade do prêmio. O delta mede a variação em relação ao preço do ativo, o gama mede a variação do delta, o theta mede a perda de valor com o tempo e o vega mede a sensibilidade à volatilidade.

#### Como funcionam os swaps?

No swap, duas partes trocam a rentabilidade de indexadores diferentes sobre um valor de referência, durante um prazo combinado. No vencimento, apenas a diferença entre os fluxos é paga.

Exemplos comuns:

- **DI x prefixado:** uma empresa com dívida atrelada ao CDI troca esse custo por uma taxa fixa, eliminando a incerteza sobre os juros.
- **DI x dólar**: uma empresa com dívida em dólar troca a variação cambial pelo CDI, protegendo-se de uma alta do dólar.

Os swaps são negociados principalmente no balcão e registrados na B3. Um caso conhecido é o swap cambial do Banco Central. No swap cambial tradicional, o BC oferece ao mercado a variação cambial em troca do DI, o que equivale a vender proteção contra a alta do dólar. No swap reverso, a posição é a oposta.

## Para que servem os derivativos?

Os derivativos têm três usos principais: proteção (hedge), especulação e arbitragem.

#### Como funciona o hedge com derivativos?

No hedge, a posição em derivativos compensa a variação de uma exposição já existente e reduz o risco de preço. O hedge, porém, também limita os ganhos da posição protegida e raramente é perfeito.

Exemplo hipotético 1: compra de put (apenas ilustrativo). Um investidor tem 1.000 ações a R$ 30 e compra 1.000 puts com strike de R$ 28, pagando R$ 0,80 por opção. Se a ação cair para R$ 24, ele pode exercer o direito de vender a R$ 28. A perda fica limitada a cerca de R$ 2,80 por ação, que é a queda até o strike somada ao prêmio, sem considerar custos. Se a ação subir, ele perde o prêmio, mas mantém a valorização das ações.

Exemplo hipotético 2: hedge com minicontrato de índice (apenas ilustrativo). O dimensionamento segue três passos:

1. **Exposição**: carteira de R$ 200 mil em ações.
2. **Beta**: com beta próximo de 1 em relação ao Ibovespa, a exposição ajustada também é de R$ 200 mil.
3. **Número de contratos:** com o índice a 140.000 pontos, cada WIN corresponde a cerca de R$ 28 mil, já que o ponto vale R$ 0,20. Dividindo R$ 200 mil por R$ 28 mil, chega-se a cerca de 7,1 contratos.

Como só é possível negociar contratos inteiros, o investidor venderia 7 WIN e teria uma proteção aproximada, não exata. Se a bolsa cair, os ajustes positivos compensam parte da desvalorização das ações. Para manter o hedge por mais tempo, a posição precisa ser rolada a cada vencimento do WIN, o que gera custos adicionais e diferenças de preço entre os vencimentos. As especificações vigentes do contrato estão no [site da B3](https://www.b3.com.br), na página do Futuro Mini de Ibovespa.

*Valores hipotéticos, sem custos e tributos. Exemplos revisados pelo revisor técnico deste conteúdo.*

O hedge tem dois limites:

- **Risco de base:** a carteira não replica exatamente o ativo-objeto do derivativo, e o beta muda com o tempo.
- **Custo**: a compra de opções exige pagar prêmio, e a venda de futuros elimina os ganhos de uma eventual alta.

#### Como funciona a especulação com derivativos?

Na especulação, o investidor assume uma exposição ao preço do ativo-objeto sem ter uma posição a proteger, buscando lucrar com a variação do preço.

Como os derivativos exigem pouco capital em relação à exposição assumida, a especulação é alavancada. Uma variação pequena no preço do ativo gera um resultado grande em relação ao capital alocado, tanto para ganho quanto para perda. Os especuladores também têm um papel econômico, pois assumem o risco que os hedgers querem transferir e dão liquidez ao mercado.

#### O que é arbitragem com derivativos?

Arbitragem é a busca de lucro com distorções de preço entre mercados ou instrumentos relacionados, como o preço à vista e o preço futuro de um mesmo ativo.

Na prática, as oportunidades costumam ser pequenas e de curta duração, exigem execução rápida e envolvem riscos de execução, de custos e de liquidez. Por isso, a arbitragem é feita principalmente por investidores institucionais e não deve ser vista como lucro garantido.

## Quais são os riscos do mercado de derivativos?

O principal risco dos derivativos é a alavancagem: com pouco capital, o investidor assume exposições grandes, e as perdas podem superar o valor investido.

- **Alavancagem e margem:** em futuros e termos, movimentos contrários geram ajustes ou exigências de margem. Se as garantias não forem recompostas, a posição pode ser encerrada compulsoriamente.
- **Lançamento a descoberto:** quem lança uma call sem ter o ativo-objeto está sujeito a perdas teoricamente ilimitadas.
- **Liquidez**: opções fora do dinheiro e vencimentos distantes podem ter spreads largos e poucos negócios.
- **Risco de base:** no hedge, a diferença entre a exposição real e o derivativo usado gera um resíduo.
- **Perda de valor no tempo:** em opções, o titular perde valor com o passar do tempo se o preço do ativo não se mover a seu favor.
- **Risco de contraparte:** no balcão, ele depende das garantias e da instituição do outro lado da operação.
- **Eventos e gaps:** decisões de juros, dados econômicos e notícias podem provocar saltos de preço que o stop não consegue evitar.

#### Quais erros mais vemos em quem começa a operar derivativos?

Os erros mais frequentes entre investidores que começam a operar derivativos são:

- dimensionar a posição pelo valor da margem, e não pelo valor da exposição;
- não reservar caixa para os ajustes diários;
- lançar opções sem cobertura sem entender que a perda pode ser ilimitada;
- montar um hedge sem considerar o beta da carteira e o risco de base.

Na rotina de atendimento, dois momentos concentram as dúvidas. O primeiro são os dias de forte volatilidade: os ajustes negativos e o aumento das margens exigidas pela B3 obrigam o cliente a recompor garantias rapidamente, e quem não tem caixa disponível corre o risco de ter a posição encerrada. O segundo é a semana de vencimento: quem pretende manter a exposição precisa rolar os contratos para o vencimento seguinte e considerar a diferença de preço entre eles.

## Quais são os custos e a tributação dos derivativos?

Os custos incluem as tarifas da B3, a corretagem e, nas opções, o prêmio. Os ganhos são tributados pelo Imposto de Renda, com alíquotas diferentes para day trade e para operações comuns.

- Tarifas da B3: variam por contrato e por tipo de operação. Consulte a tabela vigente no [site da B3](https://www.b3.com.br), na seção de tarifas de derivativos listados.
- **Corretagem:** depende da corretora e do plano contratado. Veja o aviso de transparência ao final deste conteúdo.
- Imposto de Renda: a tributação dos mercados de renda variável, incluindo derivativos, é regulamentada pela Instrução Normativa RFB nº 1.585/2015. Para contratos futuros com liquidação financeira, as alíquotas gerais são de 15% em operações comuns e 20% em day trade, com retenção na fonte. A apuração dos ganhos em termo, opções e swaps segue dispositivos específicos da mesma instrução normativa, com regras próprias para cada mercado. Por isso, confirme as regras vigentes no [site da Receita Federal](https://www.gov.br/receitafederal) ou com um contador.

*Alíquotas e normas verificadas nas fontes oficiais em 02/10/2026. As regras tributárias podem mudar.*

## Derivativos são adequados para o meu perfil?

Derivativos exigem conhecimento técnico, acompanhamento constante e capacidade de suportar perdas, inclusive acima do capital investido. Por isso, só são adequados para investidores com perfil compatível, avaliado pelo teste de suitability.

As regras de adequação ao perfil seguem a [Resolução CVM 30](https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol030.html). Antes de operar, defina o objetivo da operação (proteção, especulação ou arbitragem), o tamanho máximo da exposição e o limite de perda.

## Perguntas frequentes

#### O que são derivativos e para que servem?

Derivativos são contratos cujo valor depende do preço de outro ativo, como ações, moedas, juros ou commodities. Servem para proteção (hedge), especulação e arbitragem.

#### Qual a diferença entre mercado a termo e mercado futuro?

Os dois fixam hoje um preço para liquidação futura. O futuro é padronizado, negociado em bolsa e tem ajuste diário. O termo não tem ajuste diário, e o resultado é realizado na liquidação.

#### Preciso depositar margem para operar derivativos?

Sim, em futuros, termos e no lançamento de opções. A B3 calcula a margem pelo seu modelo de risco, e o valor pode aumentar em períodos de volatilidade. Quem apenas compra opções paga o prêmio e não deposita margem.

#### Quanto custa operar derivativos?

Os custos incluem as tarifas da B3, a corretagem e, nas opções, o prêmio. Os ganhos são tributados pelo Imposto de Renda, com alíquotas gerais de 15% em operações comuns e 20% em day trade para contratos futuros.

#### Qual a diferença entre titular e lançador de opções?

O titular paga o prêmio e tem o direito de exercer a opção. O lançador recebe o prêmio, deposita margem e tem a obrigação de cumprir o contrato se a opção for exercida.

#### Posso perder mais do que investi em derivativos?

Sim. Em futuros, termos e no lançamento de opções, as perdas podem superar a margem depositada. Na compra de opções, a perda máxima é o prêmio pago.

#### Derivativos servem para proteger uma carteira de ações?

Sim, por meio da compra de puts ou da venda de futuros de índice. A proteção tem custo, limita ganhos e não é perfeita, por causa do risco de base.

Fontes consultadas

*Todas as fontes abaixo foram consultadas em 02/10/2026.*

- [B3](https://www.b3.com.br): especificações de contratos, margens e tarifas
- [CVM](https://www.gov.br/cvm) e [Resolução CVM 30](https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol030.html): regulação e adequação ao perfil
- [Banco Central](https://www.bcb.gov.br): swaps cambiais
- [Receita Federal](https://www.gov.br/receitafederal) e Instrução Normativa RFB nº 1.585/2015: tributação de operações em bolsa
- CVM, Mercado de Derivativos no Brasil: conceitos, operações e estratégias (Série TOP), disponível no [Portal do Investidor](https://www.gov.br/investidor)

 \*Este conteúdo tem caráter educacional e informativo e não constitui recomendação de investimento, oferta ou garantia de rentabilidade. Antes de investir, responda ao teste de perfil (API), leia a documentação da emissão e, se necessário, fale com seu assessor.\* 

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