Open Banking: o que é e como funciona?

O avanço tecnológico tem provocado mudanças significativas em muitos mercados e setores econômicos. Assim, ao mesmo tempo em que produtos e serviços tornam-se obsoletos com muita facilidade, indústrias inteiras também acabam surgindo da noite para o dia.

No setor bancário essa influência tecnológica também está presente, sendo o pix e o open banking os exemplos mais emblemáticos dessa realidade, que promove novos modelos de negócios em um setor tradicional, tido por muitos como imutável.

O objetivo deste artigo é desenvolvermos uma visão geral sobre o open banking. Para isso vamos iniciar conhecendo como esse modelo funciona e como impacta as ofertas financeiras do mercado bancário como um todo. Acompanhe!

O que é o Open Banking?

Muitos livros sobre investimentos relevam a importância da escolha da melhor instituição bancária. Afinal, são elas que determinam boa parte das condições de contratação dos produtos que fazemos uso como a taxa de juros, as formas de acesso e o atendimento.

A boa notícia é que a pesquisa pelas melhores empresas e o acesso a produtos ganhou um aliado muito importante, o open banking. Trata-se de uma nova abordagem de relacionamento entre os clientes e instituições do mercado financeiro. A base desse novo modelo agora é o consentimento do acesso aos dados pessoais dos clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.

O que esperar dessa inovação?

Anteriormente, as informações sobre as transacções financeiras e o histórico do cliente eram restritas à instituição na qual ele possui uma conta. Com o open banking, todos esses dados e informações ganham mobilidade, podendo ser compartilhados com outros bancos conforme o desejo da pessoa.

O que se espera com essa inovação é um aumento da concorrência entre as instituições, pois os clientes não estão mais limitados às soluções ofertadas por uma única empresa, o que consequentemente irá gerar produtos e serviços mais atrativos ao consumidor.

Apesar de ser um modelo recente, podemos afirmar que o open banking já é o futuro do mercado financeiro. Atualmente já existem muitos países (especialmente na Europa) que o utilizam, enquanto outros avançam rapidamente pelos estágios de implementação.

O Reino Unido, por exemplo, foi pioneiro nesse processo, iniciando as atividades já em 2018. A Índia por sua vez iniciou junto com o Brasil e outros países da África e Ásia também estão se debruçando sobre o tema. É importante destacar que a flexibilidade e a liberdade para promoção da concorrência é a marca do open banking, portanto este modelo não é rígido, cabendo a cada país adotar sua política de implementação.

Como o Open Banking funciona?

Na prática o que torna o open banking possível é a sua API – Application Programming Interface, que nada mais é do que uma interface de programação de aplicativos, ou seja, uma ferramenta que permite a comunicação e o compartilhamento de dados entre todas as empresas participantes.

Para entender melhor como esse recurso funciona, basta observar as APIs de mapas do Google (Google Maps) que são utilizadas em soluções de empresas de diferentes segmentos como Waze ou UBER, por exemplo.

De igual modo, a API do open banking cria um recurso comum para as instituições disponibilizarem as suas ofertas ao mercado sem nenhum tipo de interferência entre elas.

Quais as vantagens?

São muitas as vantagens do open banking para a saúde financeira do consumidor final, pois a possibilidade de compartilhar suas informações pessoais com outras instituições simplifica o acesso a melhores oportunidades em produtos e serviços. 

Anteriormente, para ter acesso a produtos de outros bancos, o cliente deveria abrir uma nova conta na instituição de interesse. Assim, se um banco oferece taxas de juros mais atraentes para diferentes produtos de crédito —  como limite de cheque especial, cartões, empréstimos e financiamentos —, o cliente que não possui conta na instituição simplesmente não tem acesso a eles.

Com o open banking a oferta de produtos é mais abrangente, o que significa que caso uma pessoa tenha um bom perfil, associado a um histórico de crédito positivo, os bancos que tiverem acesso a essas informações (devidamente autorizados pelo cliente), poderão enviar ofertas de produtos direcionados.

Dessa maneira, uma única pessoa poderá ter acesso a serviços de diferentes instituições, aderindo apenas aos produtos que sejam mais vantajosos aos seus interesses, seja para realizar transações ou começar a investir.

Em qual fase estamos?

As diretrizes para implantação do open banking no Brasil foram divulgadas em 2019 pelo Banco Central. Essa normativa segue as exigências da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e estipula 4 etapas de implementação a serem concluídas até outubro deste ano (2021).

O foco da primeira etapa foi a divulgação ao público sobre o que é e quais as instituições participantes desse novo modelo de operação. Na segunda etapa foram compartilhadas as informações dos clientes entre as instituições.

Na terceira etapa houve o compartilhamento dos serviços de pagamentos e demais transações entre os bancos. Por último, na fase atual, veremos a expansão do uso das informações dos clientes para os serviços de previdência, seguro, câmbio e investimentos.

Como essas mudanças afetam a segurança dos dados pessoais?

As mudanças provocadas pelo open banking tem o intuito de tornar o setor mais competitivo e otimizar o acesso a produtos e serviços bancários. Por ser um modelo baseado no compartilhamento dos dados dos clientes, não é incomum que muitos se preocupem com a segurança e a privacidade das suas informações.

No entanto, o cliente tem total controle sobre os seus dados, compartilhando-os apenas com quem desejar, podendo inclusive encerrar esse compartilhamento a qualquer momento, como determina a LGPD.

De igual modo, apenas as empresas autorizadas pelo Banco Central é que poderão ter acesso a essas informações. Além disso, o acesso que os bancos têm a esses dados possui um prazo de validade de 12 meses, sendo necessário obter uma nova autorização de uso do cliente ao fim desse período.

As informações compartilhadas são basicamente as mesmas utilizadas para abertura de conta, como os dados cadastrais básicos (CPF/CNPJ, nome, endereço e telefone) dados sobre a movimentação financeira (movimentação em conta corrente, fonte de renda e faturamento) e serviços contratos como, linhas de créditos, empréstimos e financiamentos.

Funcionando como uma rede de dados interbancária, o acesso a informações consentidas pelos usuários proporciona a oferta de soluções cada vez mais adequadas a cada perfil. Para os clientes, o grande diferencial é a ampliação do controle de suas informações e a liberdade para geri-las da forma que desejar.

Já para as empresas esse modelo representa uma oportunidade para gerar mais negócios por meio da inteligência de dados. O resultado é que o mercado como um todo torna-se ainda mais competitivo e interessante para todos os participantes.

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