Previdência Privada: guia com as 15 principais dúvidas

Quer investir em previdência privada? Saiba que essa é uma boa alternativa para quem se preocupa em manter o seu padrão de vida durante a aposentadoria. Afinal, após anos de trabalho e preocupações, é nesse período que você pode usufruir de todo o patrimônio que acumulou ao longo dos anos. Isso porque essa é a solução ideal para você não depender apenas de INSS e ter um futuro mais confortável financeiramente.

Se você já ouviu falar sobre o assunto, mas ainda não começou a investir porque tem muitas dúvidas, está no lugar certo. Neste post, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto. Além disso, falaremos sobre a importância de contar com o auxílio de profissionais especializados para escolher o plano ideal. Boa leitura!

1. O que é previdência privada?

É uma aposentadoria complementar ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). É um investimento, de longo prazo, em que você escolhe o valor da contribuição e a periodicidade que você deve aplicar o seu dinheiro. O objetivo principal é garantir uma renda ao fim do período de contribuição.

Você pode, por exemplo, contribuir com R$ 100 por mês. E o valor que você receber — quando começar a fazer uso dessa previdência — será proporcional ao que contribuiu.

2. Vale a pena fazer a previdência privada?

Se você está em busca de rentabilidade e de boas condições para construir o seu patrimônio, investir em previdência privada vale muito a pena. Afinal, você tem a flexibilidade de fazer as contribuições no valor que cabe no seu orçamento e escolher a forma como quer receber o montante acumulado no futuro.

3. Quais os benefícios?

Algumas das principais vantagens da previdência privada são:

  • alíquota do IR menor, para quem escolhe pela tabela regressiva;
  • ausência de come-cotas, que é o nome dado à antecipação do recolhimento do IR;
  • planejamento sucessório, já que esses planos não devem entrar no inventário.

4. Qual a diferença entre aposentadoria pública e privada?

Quando o assunto é previdência social x privada, é comum surgirem algumas dúvidas. Principalmente, em relação aos valores recebidos pelo trabalhador durante a sua aposentadoria.

Nesse sentido, a previdência social dificilmente se equipara ao salário que o trabalhador recebe durante a carreira. Isso porque o INSS contabiliza certas despesas que são descontadas do montante a ser recebido — o que diminui bastante o valor da aposentadoria para o contribuinte.

Já na previdência privada, o contratante escolhe o quanto quer e pode investir. Com isso, é possível manter o seu padrão de vida, mesmo após terminados os anos de trabalho. Dessa forma, você não precisa mudar bruscamente o seu patamar de consumo e, ainda, pode ter maior segurança financeira.

5. Qual é a diferença entre planos abertos e fechados?

Os planos abertos são aqueles que podem ser contratados por qualquer pessoa. Já os fechados, chamados de fundos de pensão, são oferecidos pelas empresas apenas para os seus funcionários. Em alguns casos, o funcionário colabora com uma parte e a empresa complementa esse valor.

6. Quais tipos de planos de previdência existem?

Os planos de previdência privada estão divididos em duas categorias: VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). A diferença básica entre essas duas categorias é a forma de tributação. A seguir, falamos mais sobre o assunto. Acompanhe!

Plano Gerador de Benefício Livre

No PGBL, as contribuições podem ser deduzidas do IR (Imposto de Renda) até o limite de 12% da renda bruta anual do investidor. É um plano mais adequado para quem faz a declaração completa.

Nessa categoria, o imposto incide sobre o valor total da Previdência. Além disso, em caso de resgate ou pagamento do benefício da aposentadoria, o IR incide sobre o valor total.

Vida Gerador de Benefício Livre

No VGBL, não há deduções do Imposto de Renda. Porém, a incidência de imposto se dá apenas sobre os rendimentos. É um plano indicado para quem faz declaração por meio do modelo simplificado. Ou seja, se desses R$600 mil que há no seu fundo, R$200 mil foi de ganho de capital (rendimento), o imposto incidirá sobre os R$200 mil e não nos R$600 mil.

7. Qual a diferença entre tabela progressiva e regressiva?

Há duas modalidades de tributação pelas quais o investidor pode optar:

  • progressiva, em que as alíquotas aumentam de acordo com a tabela base de cálculo anual, sendo limitada a 27,5%;
  • regressiva, em que as alíquotas diminuem com o passar do tempo, sendo limitada a 10%.

Quem pretende deixar o dinheiro por um prazo menor deve optar pela progressiva. Já quem planeja um investimento a longo prazo, deve utilizar a tabela regressiva.

8. Existe um valor mínimo para contribuir?

O valor da contribuição mínima varia de acordo com a seguradora escolhida. Algumas oferecem planos em que o menor valor da contribuição mensal é de R$100,00. Já em outras, esse valor pode ser de R$1.000,00, dependendo do tipo do fundo que você escolher.

De qualquer forma, hoje temos no mercado um número considerável de fundos e um deles pode atender o seu perfil. Lembre-se: quanto mais cedo você começar a contribuir, maior será a reserva para a sua aposentadoria.

9. Existe alguma taxa de administração?

Sim, em todos os planos de previdência privada incide a taxa de administração. Ela é o valor cobrado pela instituição financeira pela prestação do serviço de gestão do fundo. Em geral, o valor varia entre 1% a 6% ao ano, dependendo da instituição escolhida. Por isso, é importante que você pesquise bastante e faça um comparativo entre as taxas para escolher a opção mais adequada ao seu perfil.

10. Como fazer a previdência privada?

Para fazer um plano de previdência privada, você deve entrar em contato com uma instituição que tenha credibilidade no mercado. Dessa forma, você terá o auxílio de profissionais especializados que poderão ajuda-lo a escolher o plano mais adequado ao seu perfil e aos seus objetivos.

11. Quando é possível resgatar?

Embora seja indicada para quem quer se aposentar, não é obrigatório que você cumpra todo o plano de previdência traçado, pois o valor investido pode ser resgatado a qualquer momento. Porém, tenha atenção às regras de resgate do seu plano. Dessa forma, é possível saber qual deverá ser a alíquota do IR e a carência do fundo que, em geral, varia entre 60 dias a 24 meses para solicitar o resgate total ou parcial.

12. Para onde vai o dinheiro em caso de morte do participante?

Infelizmente, não é possível prever a morte de um ente querido. Por isso, ao fazer um plano de previdência privada, o participante deve determinar os seus beneficiários, ou seja, as pessoas que deverão receber os recursos quando ele falecer. Além disso, o dinheiro depositado na aposentadoria privada não vai para o inventário, limitando até 50% do patrimônio total do falecido.

É importante ressaltar que nem todos os beneficiários deverão ser os herdeiros necessários, mas recomenda-se que esses herdeiros sejam beneficiários da previdência. Dessa forma, caso o participante venha a falecer sem indicar beneficiários, os recursos devem ser revertidos para eles. Além disso, o fundo criado pelo contribuinte pode ser transferido para quem ele determinar.

13. O que é sucessão patrimonial?

A sucessão patrimonial é uma estratégia utilizada para transferir bens e direitos entre os herdeiros diretos e outras pessoas. No caso da previdência privada, o segurado pode escolher os beneficiários dos recursos acumulados ao longo dos anos livremente, sem que eles sejam seus herdeiros legais.

14. Existe idade certa para começar a investir?

Não existe idade certa para fazer a previdência privada. Afinal, até menores de idade podem fazer! Por isso, é importante que você comece a investir o quanto antes. Dessa forma, é possível acumular um montante de recursos necessário para garantir maior tranquilidade financeira na sua aposentadoria.

15. É possível fazer a portabilidade?

A portabilidade permite que o trabalhador que opta pela previdência privada tenha total conforto para migrar entre instituições, escolhendo aquela que melhor lhe atender.

Dessa forma, se você estiver insatisfeito com as condições do seu plano ou quiser mudar de instituição, a transferência não é burocrática. Você pode transferir a quantia paga até o momento da portabilidade para outra instituição sem precisar fazer o resgate do dinheiro ou pagar taxas.

Como você pode perceber, ao fazer a previdência privada você garante maior saúde financeira e tranquilidade para a sua aposentadoria. Afinal, ao fazer esse investimento é possível manter o seu padrão de vida e evitar preocupações após tantos anos de trabalho. Portanto, agora que você já esclareceu as principais dúvidas sobre o assunto, não deixe para depois e comece a investir agora mesmo!

E aí, gostou deste post? Entendeu como funciona a previdência e por que vale a pena investir? Se você quer conhecer outras opções de investimentos seguros, leia este post que preparamos sobre o assunto. Até a próxima!

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14 Comentários

  1. OLÁ! UMA PESSOA QUE JÁ TRABALHA REGISTRADA PODE PAGAR UMA PREVIDÊNCIA PRIVADA ?
    E QUANDO ENTRA DE LICENÇA MATERNIDADE TEM DIREITO DE RECEBER MESMO JÁ RECEBENDO DO SERVIÇO?

    1. Olá Daiane, sim qualquer pessoa pode pagar uma previdência privada.

  2. boa noite. Minha duvida tenho um plano de aposentadoria de uma empresa onde ela complementava o valor, agora fui demitido posso fazer portabilidade pra outra instituição levando o total do valor, já que não pretendo sacar o dinheiro. E quando vou poder sacar o mesmo depois da portabilidade?

    1. Olá Alberto, após a portabilidade, há um prazo de carência de 60 dias corridos e depois desse prazo o cliente pode sacar o dinheiro a qualquer momento.
      É importante estar atento para o regime de tributação e a modalidade (VGBL ou PGBL) do fundo de previdência, para estar ciente de quanto pagará de IR, caso solicite o resgate.

  3. Olá. Quando começamos a receber mensalmente a previdencia privada o montante ainda não resgatado deixa de ter rendimento?

    1. Olá Jorge! No caso, o montante em questão não deixa de ter rendimentos, entretanto, ele não pode ser resgatado, uma vez que a partir do momento em que você passa a receber o benefício da renda, o valor alocado no plano original passa a estar sobre custódia da seguradora. Espero que seja dúvida tenha sido esclarecida! Se precisar, entre em contato com o nosso atendimento. Os contatos estão no final desta página, ou você pode falar com os nosso time direto do site.

  4. Olá!

    ESses fundos multimercado são o meio termo entre os agressivos e os conservadores?

    E os de crédito privado? Como funcionam?

    Obrigado!

    1. Olá Vinícius, tudo bem? Os Fundos Multimercados podem ser vistos como um meio termo entre Fundos de renda fixa e Fundos agressivos, porque muitos deles aplicam boa parte do seu capital em renda fixa, e uma outra parte em renda variável, uma vez que proporcionam um pouco mais de risco e possibilidade de ganhos maiores. Entretanto, há Fundos Multimercados que podem ser considerados agressivos.
      Os Fundos de crédito privado são Fundos que aplicam mais de 50% do seu capital em títulos privados de renda fixa , e são mais comuns em Fundos de renda fixa e Fundos Multimercados. O dinheiro aportado em um Fundo de crédito privado é basicamente “emprestado” para instituições privadas em troca da promessa de juros ao longo do tempo. A maior diferença para um Fundo de renda fixa normal é que ele necessariamente precisa aportar seu capital em títulos de emissores privados, enquanto o de renda fixa normal, pode “emprestar seu dinheiro” para emissores públicos (governo). Esperto ter te ajudado. Um abraço!

  5. Como funciona o cálculo, mesmo que aproximado, de quanto se recebe se eu escolher receber o benefício de forma mensal (seja período determinado ou vitalício)?
    Exemplo: quero receber 2mil por mês nos meus 65 anos se eu tenho 40.

    1. Olá Talita, tudo bem? No caso de renda mensal vitalícia, se considerarmos uma taxa de inflação anual de 3,0% e uma rentabilidade estimada de 5,0% ao ano, seria necessário uma contribuição mensal de aproximadamente R$ 448,38 para obter os 2 mil reais ao mês. Essa simulação teve como base valores imaginários pré estabelecidos, portanto, se for do seu desejo, é possível fazer esses cálculos por meio de simuladores que podem ser encontrados na internet. Espero ter ajudado. Um abraço!

  6. Sou ex funcionário Bradesco e tive a minha previdencia privada aberta em 01-10-2008. PGBL . A Instituidora decidiu rescindir o Plano de Previdencia plano II 4×4 e no seu lugar novo Plano. Rescisão em 30-09-2014. Passando a ser VGBL . Debitavam da minha conta 4% e a Instituidora contribuía com 5%.
    Em 2014 o valor ficou congelado, porém, correndo juros. Resumindo em Dezembro de 2019 tinha um total de 73.000,00 fiz a homologação em 30-12-2020. Solicitei o regate onde fui instruído a preencher a proposta solicitando resgaste total do participante e 40% por parte da empresa. Para minha surpresa foi creditado aproximadamente 23.000,00 . Fiz reclamação e não tive resposta. Antes, liguei no Cal Center da Previdencia e como nunca fiz resgate parcial e tive + de 11 anos eu poderia receber 100% descontando IR e 40% da empresa Bradesco. O restante dos valores eles lançaram para eu resgatar só em 2021. Gostaria de uma orientação. Já que o Cal Center o que sabe fazer é abrir ordem de reclamação. O meu muito obrigado.

    1. Olá, Silvio, tudo bem? Não temos informações sobre o acordo com a empresa que você possuia a parceria da previdencia, sendo assim, te aconselho tentar outros canais de comunicação, como e-mail e ouvidoria. Espero ter ajudado, obrigada pelo contato e boa sorte!

  7. Olá, boa noite. Eu gostaria de saber se quem possui Aposentadoria Privada tem direito a receber 13º salário.
    Desde já agradeço,
    Natália Lima

    1. Natália, boa tarde! Tudo bem? São duas coisas diferentes, portanto, você pode receber 13º salário sim. Estamos a disposição para ajudá-la no que for preciso! Obrigada por acompanhar o nosso blog!

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